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AS VEZES REPROVAR NEM É CULPA SUA

Olá meus amigos, bom diaaaa... 

Resolvi escrever para vocês sobre um tema que achei legal em virtude de dois acontecimentos dessa semana

Vamos lá. 

Como já disse e (re)disse a vocês: reprovar faz parte do jogo, faz parte da vida do concurseiro, de forma que ou todos já reprovaram ou algum dia vão reprovar para aqueles cargos de alto nível. 

Ninguém passa para juiz ou promotor sem nunca ter reprovado em nada. Casos de aprovação de primeira em tudo são absolutamente raros e não são a normalidade. 

Assim, se você reprovou possivelmente é porque ainda não estudou o necessário. Falta um pouco, você errou o que sabia na prova, o tema sorteado não ajudou etc. Enfim, nesses casos de reprovação ordinária, embora normal, você pode até fazer uma meia culpa: "Se eu tivesse estudado mais, teria passado". 

Use isso para continuar estudando e focar no que falta. Essa reprovação é energia para você: "Estou perto, estou quase lá". 

Mas há reprovações em que você não tem nada a ver com isso, a culpa não é de vocês, mas sim da banca. Lidar com essas reprovações é o que há de pior, pois existe uma frustração ainda maior e você fica sem saber se adiantaria continuar estudando ou não. 

Essa semana, o TJ/MG fez duas questões dificílimas sobre filosofia, questões que pouco medem conhecimento jurídico e serão pouco úteis na vida do magistrado. 

O MP/MS, ainda pior, reprovou 95 pessoas na prova oral. 6 foram aprovados. Um absurdo. 

O que tenho a dizer a vocês em casos como esses: NÃO FAÇAM SEQUER MEIA CULPA, POIS VOCÊS NÃO TEM NADA A VER COM ESSA REPROVAÇÃO. 

Reprovar nessas circunstâncias é culpa da banca que possivelmente agiu com arbítrio ou vaidade.

Questões absurdas vocês não têm como saber. Arbítrio da avaliação de prova oral também não. 

Essas reprovações não são culpa de vocês. Muito pelo contrário, essas reprovações mostram que vocês estão no caminho certo, pois no caso do MPRS chegaram na oral e logo estarão aprovados em outro MP. No caso do TJMG vocês estavam na subjetiva, e logo estarão em outra prova promovida por uma banca justa. 

Não deixem que nenhum arbítrio faça com que vocês se sintam mal. A culpa em nada é de vocês. 

Não adiantaria em nada você ter estudado mais, pois ainda sim possivelmente você estaria reprovado. 

O que eu recomendo que façam nesses casos? R= provoquem, em conjunto, o CNJ e CNMP e esqueçam desses concursos. Foquem no próximo, em outro Estado, pois vocês estão próximos do sonho e logo logo estarão aprovados por seus méritos. 

Além disso, percam um dia recorrendo do absurdo para a própria banca, pois pode cair a ficha a serem justos nos recursos. 

Não se abalem por uma reprovação arbitrária ou em virtude de uma questão absurda. A culpa desse insucesso não é seu! 

Eduardo, em 18/11/2018
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7 comentários:

  1. Apenas uma correção, foi o MPRS que teve recorde de reprovações.

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  2. Professor, ao que parece não foi o MPMS, mas sim o MPRS não?

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  3. Eduardo: acompanho sempre seu site, mas discordo frontalmente de sua avaliação, especialmente no que se refere à prova do TJ/MG para juiz. Assustei-me com sua ideia de que a prova de filosofia não mediria os conhecimentos jurídicos e não serviria muito para o cotidiano do trabalho. Mas sua postura me fez reforçar a ideia de que os concursos atuais são meros reprodutores de esquemas engessados, haja vista o uso obrigatório do Direito "esquematizado, mastigado, bizurado etc". Como diz o grande jurista Lênio Streck, "não vejo estudantes de medicina lendo 'Anatomia esquematizada', por exemplo. Edu, até decepcionei-me com você. Mas entendo que os tempos de hoje são sombrios, tempos nos quais juízes, procuradores e até ministros do STF e STJ não têm muita afeição à CF, às leis em geral, pois ultrapassam-na, ferem-na de acordo dom a conveniência do momento, de forma casuística. O que dizer da operação Lava Jato e de seus condutores? Pois eles não são os maiores representantes dessa geração mastigada do Direito Pop, do Direito irrefletido, do Direito da "direita", dos Direitos humanos para "humanos direitos", do Direito que segrega, que elitiza, que exclui, do direito pela via mais fácil, cujos meios justificam os fins, mesmo se contrariamente ao ordenamento jurídico vigente?! Edu, penso que vc deveria saudar as provas que tivessem um conteúdo mais humanístico, menos dogmático, pois isso força o concurseiro a refletir sobre os temas jurídicos, sobre a sua forma de atuação, sobre a sociedade, enfim. Não usará a filosofia no trabalho? Que pecado, Edu! É a falta de um humanismo, de uma reflexão filosófica que chegamos a essa situação de anomia, de cinismo, de beligerância, de intolerância, momento este que o Judiciário teve participação fundamental para construí-lo, com decisões parciais, com discriminação, com interferência política, com cinismo e dissimulação. Como não lembrar do recente aumento e do auxílio-moradia? Como não lembrar das conduções coercitivas ilegais e das delações fabricadas? Como não lembrar do desprezo à verdade que vemos hodiernamente? Sim, Edu, precisamos de mais filosofia, de mais humanidade, de mais reflexão, de mais compaixão, até; mais respeito às leis: só a filosofia, nesse momento, pode nos salvar, e não a brutalidade, a ignorância, a mentira, o dogmatismo paralisante e a apatia dos que veem a democracia indo para o ralo e se calando! Repito: Edu, viva o TJ/MG!

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  4. Eduardo: acompanho sempre seu site, mas discordo frontalmente de sua avaliação, especialmente no que se refere à prova do TJ/MG para juiz. Assustei-me com sua ideia de que a prova de filosofia não mediria os conhecimentos jurídicos e não serviria muito para o cotidiano do trabalho. Mas sua postura me fez reforçar a ideia de que os concursos atuais são meros reprodutores de esquemas engessados, haja vista o uso obrigatório do Direito "esquematizado, mastigado, bizurado etc". Como diz o grande jurista Lênio Streck, "não vejo estudantes de medicina lendo 'Anatomia esquematizada', por exemplo. Edu, até decepcionei-me com você. Mas entendo que os tempos de hoje são sombrios, tempos nos quais juízes, procuradores e até ministros do STF e STJ não têm muita afeição à CF, às leis em geral, pois ultrapassam-na, ferem-na de acordo com a conveniência do momento, de forma casuística. O que dizer da operação Lava Jato e de seus condutores? Pois eles não são os maiores representantes dessa geração mastigada do Direito Pop, do Direito irrefletido, do Direito da "direita", dos Direitos humanos para "humanos direitos", do Direito que segrega, que elitiza, que exclui, do direito pela via mais fácil, cujos meios justificam os fins, mesmo se contrariamente ao ordenamento jurídico vigente?! Edu, penso que vc deveria saudar as provas que tivessem um conteúdo mais humanístico, menos dogmático, pois isso força o concurseiro a refletir sobre os temas jurídicos, sobre a sua forma de atuação, sobre a sociedade, enfim. Não usará a filosofia no trabalho? Que pecado, Edu! É a falta de um humanismo, de uma reflexão filosófica que chegamos a essa situação de anomia, de cinismo, de beligerância, de intolerância, momento este que o Judiciário teve participação fundamental para construí-lo, com decisões parciais, com discriminação, com interferência política, com cinismo e dissimulação. Como não lembrar do recente aumento e do auxílio-moradia? Como não lembrar das conduções coercitivas ilegais e das delações fabricadas? Como não lembrar do desprezo à verdade que vemos hodiernamente? Sim, Edu, precisamos de mais filosofia, de mais humanidade, de mais reflexão, de mais compaixão, até; mais respeito às leis: só a filosofia, nesse momento, pode nos salvar, e não a brutalidade, a ignorância, a mentira, o dogmatismo paralisante e a apatia dos que veem a democracia indo para o ralo e se calando! Repito: Edu, viva o TJ/MG!

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  5. Eduardo, fiz a prova do TJMG e acabei de ler o comentário do colega ali em cima. Acho que não é 8 e nem 80. De fato, o CNJ exigiu expressamente a cobrança de humanística e acho que realmente estão certos não apenas nos pontos que o colega apontou, mas sobretudo na questão de o juiz conseguir achar o seu lugar em um mundo de conflitos jurídicos quantitativamente e qualitativamente mais complexos. Achar o seu lugar no sentido de encontrar soluções possíveis (e não perfeitas) e entender o seu papel atual não só de protagonista, mas de facilitador de composições em muitas situações. Nesse aspecto, a humanística (que envolve psicologia jurídica, filosofia, etc., como sabemos) consegue relembrar um pouquinho da onde viemos (o porquê de as soluções, por exemplo, reduzidas ao positivismo ou, depois, reduzidas aos princípios não serem mais suficientes ou o porquê de que não basta em processos de família encerrar a demanda sem encerrar o conflito) e pra onde queremos ir em meio a tanto conhecimento técnico e dogmático. Ocorre que de fato a segunda questão do TJMG, apesar de prevista no edital, ultrapassou um pouco o razoável, na minha opinião, na medida em que não cobrou “o geralzão” de Habermas e sim algo mais pontual. Considerando que somos juristas e o foco, portanto, ainda que deva ter em conta as complexidades e interdisciplinariedades, é o Direito, não deve “descambar” para o não jurídico, logo, acho que a questão foi um tanto “demais” para a humanística. Então, acho sua crítica pertinente sim.

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