DICAS PONTUAIS PARA SUA APROVAÇÃO

DICAS E BIBLIOGRAFIA- MAGISTRATURA FEDERAL - TESTEMUNHO DE APROVAÇÃO (completo, com dicas, bibliografia, métodos de estudo, etc.)

Prezados, hoje é com muita alegria que publicamos as dicas e bibliografia para o concurso de JUIZ FEDERAL (e também para AGU, MPF, etc). É com mais alegria ainda que publicamos as dicas do colega João Augusto Carneiro Araújo, aprovado recentemente no concurso de juiz federal da 2ª Região. Antes, porém, já havia chegado na fase oral do TRF4, e não pode fazer a prova em virtude do regulamento do concurso que exige a comprovação do triênio constitucional quando da inscrição definitiva! 
Agradecemos ao João por permitir que compartilhemos com vocês sua história e dicas para esse que é um dos mais visados e difíceis concursos do país: juiz federal! 
Desejamos sucesso na carreira e que seja muito feliz no novo cargo. 
Parabéns meu amigo. 
Seguem as palavras do João, que servem de inspiração a todos nós:

TESTEMUNHO DE APROVAÇÃO (completo, com dicas, bibliografia, métodos de estudo, etc.)
É com alegria indescritível que faço esse relato de aprovação no concurso de Juiz Federal Substituto do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ/ES) neste dia 22/1/2015 exatamente as 18:00 horas, a todos que almejam alcançar um sonho (seja qual for) ou até mesmo vencer um desafio, um problema, uma barreira ou qualquer circunstância. 
A palavra de ordem é, sempre nas palavras do salvador e mestre Jesus Cristo: TUDO É POSSÍVEL PARA AQUELE QUE CRÊ!!! (Mc 9:23).
Meu nome é João Augusto, tenho 26 anos, conclui a faculdade de direito no mês de dezembro de 2010, colei grau antecipadamente no dia 17 de dezembro, pois havia sido aprovado na OAB (2010.2) e no concurso de Procurador Federal (AGU) (em ambos fui aprovado enquanto cursava o último ano da faculdade), e com a graça de Deus tomo posse no cargo de Juiz Federal em 5 de março de2015 no Plenário do TRF2-RJ. É só alegria? Não é bem assim, aliás, não foi bem assim.

Nascido em setembro de 1988, sou de origem humilde. Meus avós ainda trabalhavam no meio rural, e meus pais já saindo para o meio urbano, foram trabalhadores incansáveis. Aliás, não tenho palavras para descrever meus pais, fizerem o que era possível, e até do impossível não tomaram conhecimento para me formar como ser humano, cidadão, em especial, na área acadêmica, com muito carinho, amor e dedicação (tenho uma dívida de amor para com eles que é impagável, infinita). Embora simples, tinham uma visão ampla e aprofundada de tudo, e venceram tudo (inclusive quando com quatro meses de vida entrei no hospital e o médico disse para minha mãe que só Deus podia resolver, enfim, paro por aqui porque as lágrimas surgem... apenas posso dizer que por essa e por outras ocasiões difíceis eu conheço mais de perto a expressão “chegou o fim”).
Sempre estudei em escola pública nos ensinos fundamental e médio (antigo primeiro e segundo graus), pois como havia referido, não havia condições materiais para ingresso em escola particular, embora sempre tivesse o desejo, em especial para prestar o vestibular. Mas não foi possível, e como agradeço por isso...
Minha jornada nos estudos começa em março de 2005, fiz vestibular para ciências contábeis, com bons resultados na prova objetiva, mas reprovei duas vezes na redação (tinha problema em escrever!!!). Fiz vestibular para medicina na UFPR, mas reprovei na objetiva. Vestibular para direito em uma faculdade particular na minha cidade, onde a relação candidato vaga era de 3 por 1 (nos concursos a média é de 100 para 1!!!), pois rodei as duas vezes. Tenho então uma nota razoável no Enem e curso Direito em Curitiba, bolsista de 50% (morava a 100km da faculdade até o final do 4º ano, quando mudo de cidade, eram mais de 5 horas em uma van, mais estágio, pouco tempo para estudar, mas sem cessar).
Fiz meu primeiro concurso, para o porto de Paranaguá, tiro 6,8 e fico em 400 e todos. Concurso para o MPU em 2006 (técnico), com três meses de estudo nas férias, estava confiante, tirei 7,5 e uma colocação para lá de 1000. Concurso para o TRF4a em 2006 (técnico judiciário), fico com 6 e pouco e desclassificado. Concurso para o TRT9a em 2007 (técnico judiciário), estudei também, tiro 5 e pouco e desclassificado. Nesse meio tempo entrei no estagio da Justiça Federal, e inicia o encanto da carreira na magistratura federal (ou seja, são 7 anos estudando com o sonho de ser juiz federal). Concurso para o TRE-RS no final de 2008, estudo forte em 3 meses, mais uma vez confiança a Porto Alegre, tiro 7,1 para técnico e 7,4 para analista judiciário, perspectiva de ficar em 200, mas o concurso é anulado. Concurso do TRT15a, estudei bem mais dessa vez, vou para Campinas na esperança, na prova de Analista Judiciário minhas canetas me deixaram na mão e ouvi do examinador que não poderia emprestar de ninguém (pense na angustia), mas depois me emprestou, tiro 7 e desclassificado, na prova de Analista Judiciário/Execução de Mandado, tiro 7,5 e tenho minha redação corrigida (7,5), mas fico em 400. Concurso para o TRE-SC em 2009 (Analista Judiciário), estudo forte, vou a Florianópolis com muita confiança, até minha mãe tinha sonhado com vitória, prova cansativa e extensa, e tenho o melhor resultado, fico com 7 e pouco na objetiva e 8 e pouco na subjetiva e na 94ª colocação (melhor posição em concursos de técnico/analista). O concurso é infelizmente anulado, depois homologado, depois o CNJ suspende as nomeações (afee). 
Vou então morar em Curitiba para fazer cursinho. Em uma noite saí da minha cidade, pois tinha aula pela manhã no dia seguinte, e revolvi ir de a pé da rodoviária até o local onde estava morando na capital, juntamente com minha mãe. Era mais de meia noite em feriado de finados (3.11.2009) e lá mais uma vez a dificuldade. Um meliante nos parou com uma faca grande (peixeira) e nos assaltou. Olhava nos olhos dele, ele não tinha nada a perder, e tinha sede de sangue, falava toda hora que queria o dinheiro porque seu amigo estava chegando (provavelmente armado). Mas graças a Deus ele pegou o que queria e foi embora, pegamos um táxi e ele não quis nos levar na casa de uns familiares, pois estávamos sem dinheiro, mas ainda sim nos deixou na frente de uma delegacia.
Bom, faço o curso verbo jurídico, no final de 2009, focando o concurso do TRF4a para Analista Judiciário, sendo 3 meses de cursinho de 3 meses de estudo em casa, a preparação que reputava perfeita para aprovação, mas a 184ª em Curitiba e 384ª no Paraná. Fiz o TJ-SC (Analista), e se tivesse acertado mais uma questão de português ficaria em 2º lugar em Joinville (nãooooo, eliminado). Fiz para Advogado da URBS/Curitiba e por uma questão não sou aprovado (nãooo, eliminado mais uma vez). Concurso para o MPU (analista processual), 161ª colocação. Ouço de uma pessoa muito especial: “você nunca passa em nada”, nessas horas as lagrimas são um bom consolo, porque? Era verdade, não passava em nada. Lembro-me da sensação de frustração toda vez que via o gabarito, o ranking no correioweb, os editais de classificação, sempre com resultados ruins ou inexpressíveis (não sei como continuei, só quem estuda sabe da tristeza nestes momentos, e ninguém nos entende (exceto as pessoais bem próximas, o fardo é maior por isso, é uma derrota nossa, só nossa, mas sei que Deus me olhava e dizia: levanta, continua, apenas continua, porque te reservo o melhor). 
Neste tempo (em janeiro de 2010) abrem os concursos para Defensoria Pública Federal (DPU) e Procuradoria Federal (AGU), e o que pensar? Estudo, estudo, e estudo para analista/técnico e nada, para esses cargos então nem se fale (aqui uma observação: devemos analisar o perfil da prova, para mim vejo que analista-técnico não bate comigo, pois tenho dificuldade em gramática e redação geral, mas vou melhor nas questões jurídicas, objetivas, subjetivas e na oratória). Mas faço a inscrição. Prova da DPU no início de março, me preparo por umas 3 semanas focado, fico com 4,1 e a nota de corte é 4,45), fiquei feliz mas com um sentimento de quase ter realizado o impossível (para mim). Prova para AGU no final de março, assisto os vídeos de Financeiro, Ambiental, Previdenciário, Direito Internacional Público e Privado, matérias que nunca tinha visto na faculdade, resumos, e uma preparação com leis secas e resolução da última prova na última semana. Prova cansativa, 1ª e 2ª fase no sábado e domingo, como na DPU. A objetiva me pareceu horrível, questões difíceis. Mas os vídeos, a base de doutrina, o gostar de olhar os sites do STF e STJ, informativos, muita lei seca, um pouco de intuição, e uma força maior, em uma prova de certo e errado (CESPE), duas erradas anula uma certa, fico com 115, no ranking do CorreioWeb, consigo aprovação, esperança sem tamanho, sai o resultado e estava classificado para inscrição definitiva e após 2ª fase (correção posterior). Publicado o edital com as inscrições definitivas deferidas e os eliminados, e acreditem, meu nome não constava, inscrição indeferida, faltava um documento (é uma longa história), tristeza profunda, ligo para meu irmão e me fala para continuar que um dia era a minha vez. Fiz o recurso administrativo (aaahhhh o recurso). 
Eliminado, e se avançasse a situação não era fácil, a 2ª fase foi de matar. Grupo I: no parecer pedem sobre licitação e entendimento do TCU (???? Não fácil ler STJ e STF quem dirá os informativos do TCU), respondi tudo com a 8666/93, financeiro com conceito jamais visto (lei antitruste nela), constitucional (ACP e controle de constitucionalidade), previdenciário (auxílio-acidente para profissional liberal). Grupo II: contestação pela ANTT em indenizatória com base no dano certo, incrível, mas dias antes tinha feito uma inicial no escritório pelos mesmos fatos (buraco na pista pedagiada) contra a ANTT (sabia todas as teses, o que dizer? Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus: Rm 8:28), trabalhista (embargos de divergência no TST, errei que o prazo era em dobro – fazenda pública - eita), DIP (personalidade internacional), penal (natureza da pena de multa e repasse: federal, estadual, juris. do STJ). Bom, dias antes do resultado dos recursos administrativos e resultado preliminar na discursiva, compro uns livros para a prova oral (mesmo eliminado e com uma 2ª fase impossível), isso foi um exercício de FÉ. No grande dia abro o edital e o impossível começa a acontecer. Inscrição definitiva deferida e recurso provido, vou para o edital da prova subjetiva (intensas discussões no Correioweb, especialmente pela possibilidade da severidade na correção do parecer), tinha esperança se a correção fosse leve, mas começo vendo os primeiros nomes. Para ter uma ideia segue as notas dos primeiros candidatos (ordem alfabética), sendo que o mínimo era 120 para seguir a prova oral em Brasília: 75,26; 113.18; 137,63; 95.59; 113.15, por aí vaí. Foi desesperador o resultado, o temor havia sido confirmado, severidade na correção, vou ao meu nome e vejo o inacreditável, minha nota: 61.45 no Grupo I e 63. 04 no Grupo II e 124.49 no final, das quase 900 provas corrigidas apenas 149 avançam no resultado preliminar, e incrivelmente eu estava confirmado rumo a Brasília (um sonho para mim no 9ª período da faculdade). Foi um dos dias mais felizes da minha vida, sensação de ter recebido um presente. Em Brasília, fico numa boa banca, após esperar quase sete horas sentados, chego no local as 12:30 e respondo a arguição as 20:00 horas, pressão, pouco de nervosismo, vejo candidatos excelentes, bancas de civil, processo civil, constitucional e administrativo, vou mal no meu forte (constitucional, sobre a AGU), e nota máxima no meu ponto fraco (administrativo: declaração de inidoneidade e vinculação das esferas administrativos, começo respondendo firme, com base na juris. do STJ e tal... pois é tinha lido o informativo na noite anterior com a resposta, rsrs), subo 100 posições na oral. Mais uma luta na sindicância de vida pregressa em agosto (só não perguntaram o nome do meu cachorro). Neste meio tempo, tinha passado na 1ª fase da OAB, mas rodei na 2ª fase (penal: memorias, errei a peça, e reprovo por 0,5 ponto). Tristeza e uma situação delicada: com a AGU, mas sem a OAB, nada de cargo de Procurador (desesperador, mas mantenho a força). Tenho aprovação na primeira fase novamente na OAB, e faço o programa de formação da AGU em novembro em Brasília (14 dias mais uma prova objetiva no final), volto e em duas semanas faço a 2ª fase da OAB (agora administrativo, meu ponto fraco), mais uma semana defendo minha monografia na faculdade e cuido das faltas para não reprovar (foi tipo panela de pressão nesses dias). Aprovação na faculdade, na AGU, dentro das vagas oferecidas, e no ultima dia 6 de dezembro vem a aprovação na OAB (2 fase). O resultado foi em uma segunda-feira, estava em Curitiba, na sexta à noite volta para minha cidade e sou recebido com uma festa surpresa em casa por meus familiares, melhores amigos, pessoal da igreja, e uma linda faixa na frente de casa com as vitórias, felicidade que não dá para explicar.
Nesse final de 2010, início de 2011 passei por alguns problemas pessoais que eram maiores, mas muito maiores do que eu poderia suportar, mas não era maior que a palavra de Cristo (tudo é possível!!!). Literalmente, não dá para explicar, foi algo arrasador, destruidor, pior do que tudo que já passei, aniquilou a minha vida, o meu ser de um jeito que não gosto nem de lembrar, só meus pais e esposa Géssica Araújo enfrentaram comigo essa luta, a maior de todas; não posso deixar de fazer referência a minha querida esposa (passou todos esses anos de estudos, decepções, tristezas e alegrias sempre ao meu lado), pois a conheci poucos antes de entrar na faculdade em 5/1/2006, noivamos em 2010, último ano do curso, e casamos em 8/7/2011 (nessa época percebia a incrível quantia de R$ 750,00 mensais como advogado privado, imagina o aperto financeiro recém-casado, até meus móveis e viagem de lua de mel foram doados por familiares e amigos). 
Mais uma vez senti que tinha chegado ao fim, e também era o fim do sonho de ser juiz federal. Em 2011 fiquei 6 meses sem estudar por conta da superação dessa horrível fase, e lembro exatamente de uma certa tarde onde decidi desistir do sonho (desistência real e séria). Sai do meu quarto atordoado e fui para sala e liguei a televisão, e lá a vida muda novamente. Estava passando um programa de uma igreja (não lembro qual), e a primeiro coisa que ouço é o Pastor com o microfone falar (ipsis litteris): “Você que está em casa, você que está me ouvindo, ouça o que vou te dizer agora: NUNCA, MAS NUNCA MESMO DESISTA DOS TEUS SONHOS!!!” (paro por aqui, porque as lágrimas também se fazem presente).
Volto a estudar com toda a força do mundo, só que agora iria até o fim, não importa o que acontecesse mais.
Em novembro de 2011 passei em um teste seletivo da Defensoria Pública do Paraná, e assumo assessor de estabelecimento penal na minha cidade (cargo comissionado). As atribuições: entrevistar os presos das cadeias públicas do litoral, fazer um cadastro e enviar para os futuros defensores proporem as medidas cabíveis. Meu primeiro dia dá um filme de terror, ou talvez de comédia, rsrsrs, chego com mais dois assessores na cadeia pública da minha cidade e logo na porta um clima meio estranho. Apresentamo-nos e falamos que estávamos ali para entrevistar os presos. De contínuo o policial já avisa: hoje vocês não podem entrar, porque está tendo uma rebelião, e os presos querem quebrar tudo. Nessa hora já chega a tropa de choque e vocês já sabem o acontece.... Interessante que fiquei 15 dias nesse cargo e foram fortes emoções, certo dia estava entrevistando alguns detentos, e o pessoal da civil mandou: cancela, cancela, vamos ficar atentos agora, porque os presos estão ameaçando outra rebelião. Estava dentro da cadeia e o pessoal: nós vamos quebrar tudo, somos do PCC, era soco e chute na porta, paredes, e a minha reação foi olhar exatamente a porta da saída para sair em disparada antes que me pegassem como refém, rsrsrsrs, mas naquela dia eles se acalmaram (era só emoção!!!). Nesse período tinha que acordar as 3 e meia da manhã para estudar.
Bom, sai em dezembro a minha nomeação para Procurador Federal e posse em Brasília em 8/12/2011. Muito especial, familiares e pessoas especiais presentes. Minha primeira lotação foi em Bagé/RS (50 Km do Uruguai) e em seguida em Jacarezinho/PR.
Não paro minha preparação para o TRF, estudava até no hotel antes de alugar casa na nova cidade, esperando a oportunidade para iniciar os concursos de Juiz Federal. Como exercício de fé, escrevi o seguinte trecho em 3/9/2012, as 5:18 (como eu lembro desse dia): “Neste final de semana dias 11/12 de agosto de 2012 li duas verdades insofismáveis: ‘A vida com Cristo é uma esperança sem fim. A vida sem Cristo é o fim da esperança’. ‘A vontade de se preparar deve ser maior que a vontade de vencer. A vitória é consequência da boa preparação’. Hoje é 3/9/2012, são 5:18 da matina, tenho trampo das 7 horas da manhã as 7 horas da noite. Resolvi levantar mais cedo, pois é o primeiro dia de preparação final para o XV concurso do TRF4. Não, não é fácil não. É tão difícil, é tão sofrido, é inalcançável, é tão impossível, que resolvi deixar nas mãos dAquele que vive para todo o sempre.”
Assim é a jornada, movida por desafios e dificuldades, mas resolvi que o meu combustível seria a fé.
Começam a abrir os concursos dos TRF’s (tribunais regionais federais):
- TRF4-2012/2013 (PR, SC, RS):
Esse concurso sempre foi muito esperado por mim, pois é a minha região, embora sinceramente, meu objetivo era ser aprovado, em qualquer canto do mundo. Fiz uma preparação bem específica, antes de publicar o edital consegui fazer um estudo base bem forte de doutrina, com resumos/livros grifados. Publicado o edital em setembro/2012 faço um resumo de todas as matérias, leio as principais leis secas e INFO dos dois últimos anos do STJ/STF, com em dezembro/2012. Consegui avançar na objetiva, que foi bem pesada. Na subjetiva, 50% das questões foram humanística (psicologia jurídica e filosofia do direito). Consegui 6,11 e avançamos para as sentenças. As sentenças do TRF4 são algo fora do comum, fora de qualquer prova que possam imaginar (apenas acessem no site do TRF4 e deem uma olhada). Só para ter uma ideia só a proposta da sentença cível tinha 7 laudas e a proposta da sentença penal tinha 9 laudas. Tudo para resolver em 4 horas (cada uma). A sentença cível desse concurso foi sem dúvidas nenhuma a prova mais difícil que fiz na vida, e a prova mais difícil que já tomei conhecimento. Era uma reintegração de posse da Petrobrás contra vários réus, inclusive a União e o Estado de Santa Catarina. Havia oposição, duas denunciações da lide, intervenção de terceiros para todo lado, pedido de usucapião em reconvenção, tudo e mais um pouco. A sentença penal tinha 6 réus, vários crimes complexos (lavagem, corrupção, quadrilha, etc.). A aprovação era algo impensável, pois se tratava do meu primeiro concurso de juiz federal. Mas o impossível para Ele é nada, e consigo 6,2 na sentença cível e 6,95 na sentença penal. O sonho estava perto de se realizar, mas não era a hora. Fui eliminado na inscrição definitiva por ter 2 anos, 9 meses e alguns dias de atividade jurídica (exige-se 3 anos), há 5 dias da prova oral. Foi arrasador, uma tristeza sem tamanho, impetrei MS, mas não foi concedida nem a liminar, nem a segurança. Isso em setembro de 2013!!! Ali poderia ter acabado o sofrimento, e o sonho concretizado.
- TRF2-2012/2013 (RJ, ES):
Era o segundo concurso, concomitante ao TRF4. Fui aprovado na incrível 13º colocação na prova objetiva (mais de 4 mil candidatos inscritos). Mas caí em uma pegadinha na questão de tributário (IPI, imposto indireto, ilegitimidade do contribuinte de fato) e reprovei com 4,55 (pior que eu sabia a questão...). Busquei em Deus se devia recorrer, e senti que não era para pensar mais neste concurso, mas me inscrever no próximo (decidi confiar e não recorri, e o impossível aconteceu nesse próximo concurso do TRF2).
- TRF5-2012/2013 (Nordeste):
Também foi realizado conjuntamente com o TRF4 e TRF2, foi um concurso bem difícil também. Fui aprovado na objetiva (25º colocado), avancei em 13º na subjetiva. Para a sentença cível estavam aprovados apenas 80. Mas reprovei nesta sentença cível, com 4.82.
TRF3-2013/2014 (SP/MS): A prova objetiva foi em agosto de 2013 e mais uma vez avançamos para a segunda fase, realizada em outubro. Passei na subjetiva (dissertativa), passei na sentença penal com 8,5, mas fiquei na sentença cível com 5,0. Eu sabia quase tudo da sentença cível (tema: reintegração de posse em faixa de domínio/área não edificante de rodovia federal), pois havia defendido o DNIT pela AGU em caso muito semelhante. Mas no dia da prova aconteceu um fato minutos antes de distribuírem as provas e resolvi alterar um pouco a linha de raciocínio (detalhes por email, quem fez essa prova sabe o que aconteceu). Bem dolorida essa reprovação.
- Ministério Público Federal (MPF)-2013/2014 (Nacional):
Não era meu foco, mas o cargo de Procurador da República é extraordinário. Como não sei, mas fiz uma preparação de um mês focado para o MPF e avancei para a segunda fase. Mas caiu na mesma data do TRF3/TRF1 e escolhi fazer os TRF’s. Resultado: não fiz a segunda fase do MPF e reprovei nos TRF 3 e 1!!!
- Um esclarecimento aqui: em setembro de 2013 eu estava: aprovado para a prova oral do TRF4, aprovado para a sentença cível do TRF5, na segunda fase do TRF3 e do MPF. E pouco tempo depois estava eliminado de todos esses concursos. Dá para imaginar o sentimento de frustração!!!
- TRF1-2013/2014 (DF, MG, Centro-oeste, Norte):
A prova objetiva era no dia seguinte à segunda fase do TRF3. Não consegui fazer uma preparação adequada que sempre faço para as objetivas, e reprovei por duas questões. Ingressei com ação judicial, e com liminar fiz a segunda fase. Mas a questão de civil, que pedia para discorrer sobre o prazo de extinção do usufruto pelo não uso (!!!!), derrubou este concurseiro. Não era para ser mesmo. 
- TRF2-2014/2015 (RJ/ES): A TÃO SONHADA APROVAÇÃO!!!
Como havia dito a pouco, não recorri da eliminação na primeira prova escrita do concurso anterior, e resolvi me inscrever novamente neste concurso. Fiz a prova objetiva na Gávea (que lugar maravilhoso!!!) e aprovado na 6º colocação (5 mil candidatos inscritos). Na segunda fase eram dois dias, com sentença cível no primeiro e sentença penal no segundo. Provas difíceis e específicas. Saí com a sensação de não ter feito boa prova, em especial, no primeiro dia. E de fato, saiu o resultado da sentença cível e estava lá eu eliminado com 5,68. Pois dessa vez senti que era para recorrer, e assim o fiz. Mas mesmo com o recurso havia ainda a sentença penal. Seria muito difícil um provimento no recurso, e ser aprovado na sentença penal e questões do segundo dia. Mas, mas creia e veja o milagre. Eles liberaram antes do recurso da primeira prova o resultado da segunda prova escrita, e estava aprovado com 6,55. Duas semanas depois seriam divulgados os resultados de todos os recursos. Antes dos recursos apenas 14 candidatos foram aprovados. A esperança estava forte, as orações, o clamor, e a minha voz foi atendida, no dia de 26 de novembro de 2014 meu colega envia um email: Parabéns João!!! Teu recurso foi provido!!! Lágrimas, emoção, e sigo para a prova oral. Dessa vez não tinha nenhum problema na inscrição definitiva e minha prova oral foi marcada para o dia 22/1/2015, as 14:00 horas. Passei o final de ano de férias, mas estudando forte, só parei para a ceia de natal, e o ano novo. Nos demais dias, estudo e mais estudo, simulado no Skype e mais simulado. Chego no plenário do TRF2 com as 24 horas de antecedência para sorteio do ponto da arguição. Antes de rodar a urna com as bolinhas falei para os outros dois candidatos do meu turno: quero a bolinha 8, quero a bolinha 8 (pois era o ponto mais curto). E dentre os 15 pontos, caiu a bolinha 8!!! Já sentia que o grande dia estava próximo. Vou com minha esposa e filha para imprimir o ponto (em torno de 278 páginas para ler em um dia), e em seguida para o hotel. O estudo das 24 horas é muito tenso, pois você não consegue ler tudo, e começa a ficar com receio do examinador te perguntar exatamente aquilo que deixou de ler. Lá pelas 10:00 horas da manhã a ansiedade começou a bater forte, e um pouco de nervosismo, a concentração já tinha ido para o espaço, e não conseguia estudar direito (e você pode se perguntar: porque nervosismo? Só porque 9 anos de estudo e uma vida podem se resolver em uma hora de perguntas e respostas? Bobagem). Bato um lanche no quarto e as 13:00 visto o terno e vou para o TRF2. Começa a prova do primeiro candidato (já aprovado no TRF1, jogando toda uma pressão na minha prova, rsrsrsrs), e vou para a famosa sala do confinamento (conhecido pelos candidatos como sala da tortura). Termina a primeira prova e os servidores me encaminham para o plenário. Muita gente na plateia, inclusive minha esposa e filha. Sento na cadeira e o examinador começa a arguição, faz breve referência ao meu atual cargo de procurador federal, e diz que devo conhecer muito de direito administrativo, primeira matéria da arguição. Passam todos os cinco examinadores (com várias perguntas difíceis, e outras que não tinha estudado). Volto para a sala do confinamento para esperar a última candidata do meu turno. Finalizada a prova, volto ao plenário para divulgação das notas. Isso mesmo, olho no olho, na frente de todo mundo. Um dos candidatos nos leva para o meio do plenário para ouvir as notas. Coração, emoção, e tudo que possa imaginar. O Presidente da Banca inicia: declaro reaberto dos trabalhos do XV Concurso de JFS e informo que todos os candidatos foram aprovados. Olhei para o céu com um sentimento indescritível e nos abraçamos no plenário, todos batem palma. Foi um dos dias mais extraordinários da minha vida, algo que palavras não descrevem, todos esses 9 anos de estudos, de muitas derrotas, tristezas, angústias, e a aprovação estava ali, concretizada, realizada, para sempre.
Enfim pessoal, faria tudo de novo para viver o que senti na aprovação. Valeu a pena cada segundo de estudo, cada derrota, cada queda nesta longa caminhada. A palavra de ordem é acreditar que um dia o objetivo será atingido. Uma passagem conhecida nos exorta que aquele que pede recebe, quem busca encontra e quem bate abre todas as portas. Alguns dos nossos objetivos exigem apenas pedir e caminhar, outros temos que buscar, alguns deles, e o sonho da magistratura federal foi o exemplo perfeito, exigiu que eu batesse. Jesus bateu na porta do meu coração e eu abri para Ele entrar e transformar a minha vida para todo o sempre (aliás, Ele ainda está batendo nas portas de muitas vidas). Da mesma forma você terá que pedir, buscar e bater, e te digo que vais receber, vai encontrar, enfim, o teu sonho você vai realizar. Finalizo esse testemunho com um trecho de uma música que descreve bem a minha vida:
“Aquilo que parecia impossível
Aquilo que parecia não ter saída
Aquilo que parecia ser minha morte
Mas Jesus mudou minha sorte
Sou um milagre e estou aqui” (Voz da Verdade)
- Dicas para concurso
Bom, o que falarei serve que para quem é normal, mediano, pois assim que sou, esforçado, dedicado, com disciplina. Existem e conheço alguns concurseiros que são gênios do conhecimento jurídico, do tipo de estudar cinco meses e passar no MPF e TRF junto. Eu não sou essa pessoa, os gênios são exceções, e eles não tiram vaga de ninguém.
- A faculdade: 
- não aprova ninguém. 
- é necessário fazer uma excelente faculdade, não a instituição, você mesmo fazer de forma excelente o curso de direito.
- estudo para concurso na faculdade? Depende de cada um, eu creio que tem que se dar importância primária às disciplinas cursadas, e podendo realizar as provas de concurso para estar sempre no ritmo, estudando em especial nas férias.
- O concurso:
- é requisito para o acesso aos cargos públicos.
- é uma competição, onde vence quem está mais preparado.
- é um desafio para gigantes, para quem é vencedor. Guerreiros vencem, mas perdem muitas batalhas também.
- é uma especialização do direito, para quem almeja as carreiras jurídicas (procuradorias, MP, DP, magistratura). É como fazer uma pós-graduação, mestrado, você se especializa em concursos públicos.
- Trabalhar ou fazer estágio pode atrapalhar?
- desde que seja na área jurídica, de maneira alguma. O estágio/trabalho te ajuda a pensar, a viver o direito, é extremamente importante, em especial, nas subjetivas.
- lembre-se que na prova subjetiva o examinador quer que você apresente uma solução a um conflito de interesses, o que é muito mais fácil quando se atua com o direito vivo.
- Estudando para concurso público
- É preciso saber razoavelmente de tudo, e em algumas matérias saber tudo (vide abaixo);
- Cursinho é necessário? Não fiz nenhum curso pra a magistratura federal, exceto as rodadas objetiva, subjetiva e sentenças da Emagis e o simulado para a prova oral do Ênfase. Entendo que cursinho é necessário apenas quando: 
a) se não se fez uma boa faculdade;
b) está há muito tempo sem estudar;
c) determinadas disciplinas que se têm mais dificuldades.
- Quantas horas de estudo são necessárias? As que você tem disponível. Também muito pessoal, varia de pessoa para pessoa. Eu estudei na faculdade em média de 3 horas líquidas por dia, depois aumentei para umas 6 horas líquidas diárias, e no último ano entre 4/5 horas diárias, em média de 26/30 horas por semana (sempre de segunda a sábado, não estudo domingo, e isso é essencial). Uma coisa é certa, eu poderia ter estudado algo em torno de 7/8 horas líquidas por dia, em média de 50 horas por semana. Mas não estaria agora escrevendo essas dicas para vocês, certamente teria desistido logo no início, pois concurso público é PROJETO DE VIDA A MÉDIO/LONGO PRAZO, é MARATONA, não é corrida de 100 metros. Já perceberam como o maratonista enfrenta a prova? Posso te dizer que em um ritmo não acelerado, mas constante, acelerando mais próximo ao final da corrida, diferente do corredor de 100 metros, que é explosivo, mas de curta duração. Concurso público é acima de tudo amadurecimento, não simples acumulação de conhecimento.
- Como estudar: sempre em lugar isolado (é isso mesmo, vida de concurseiro é solitária, triste e difícil, sem exageros, é ser antissocial). Eu alterava entre sentado em uma cadeira (tem que ser confortável, e indico a gastar uma grana com mesa e cadeira) ou deitado no sofá, cama, até na rede já estudei (aliás, já estudei no ônibus, no avião, na rodoviária, no aeroporto, em véspera de natal, feriado então era só para estudar, férias, etc.).
- Quantos dias por semana: sempre de segunda a sábado. Não estudo domingo, pois ter um dia para esquecer o mundo dos concursos é importante. Dia para estar com a família, atividades pessoais, descansar, etc. Estudava feriados, pois no domingo parava. Férias tirava para estudar, mas umas duas ou três vezes por ano fazia uma semana ou duas de descanso, para retomar o fôlego (lembre-se é maratona!!!).
- O que estudar – tripé da aprovação
- Primeiro, ser curioso com o direito. Sempre nos sites de tribunais (STF, STJ, TRF), blog jurídicos (indico o Vitorelli Diniz, Bruno Barros, Direito Federal, Eduardo Gonçalves, João Paulo Lordelo, etc.).
- Doutrina: sempre os mais indicados para concurso, escolhendo aquele que você se sentiu mais adaptado. 
- Jurisprudência: são os informativos e notícias no site. Sites do espaço jurídico, EBEJI e saber o direito. Em especial para quem pretende ser juiz.
- Lei e CF seca: não tem como fugir, é 70% da prova objetiva.
-Bibliografia
É PESSOAL, não existe bibliografia certa ou errada, o que eu fiz foi ver as dicas do pessoal aprovado, dar uma folheada nos livros e ficar com aqueles onde a leitura fluiu mais para mim (cada um é cada um). Mas segue a bibliografia que utilizei (não quer dizer que li tudo):
Constitucional: Gilmar Mendes, Pedro Lenza, Alexandre Moraes;
Administrativo (no mínimo dois autores): José dos Santos Carvalho Filho, Celso Antônio, Rafael Oliveira;
Tributário (no mínimo dois autores): Ricardo Alexandre, Alexandre Rossato (grifei meu livro, e revisei umas oito vezes), Kioshi Harada, Leandro Paulsen (três livros: Curso de Direito Tributário, Impostos (li só os impostos federais) e Contribuições, muito bom esses livros);
Civil: Flávio Tartuce (Manual), Sebastião de Assis Neto (Manuel da Juspodivm), coleção do Cristiano Chaves de Farias;
Processo Civil: Fridie Didie Jr., Marinoni, Humberto Theodoro Júnior, Marcus Vinícius Rios Gonçalves;
Penal: Rogério Greco (demais), Luiz Regis Prado, Fernando Capez (Parte Geral) + José Paulo Baltazar Jr. (Crimes Federais, essencial);
Processo Penal: Norberto Avena; Paccelli; Renato Brasileiro; Victor Eduardo Rios Gonçalves;
Previdenciário: Frederico Amado (perfil concurseiro);
Empresarial: André Luiz Santa Cruz Ramos, Fábio Ulhoa Coelho;
Internacional: Paulo Henrique Portela (sem dúvidas), Rezek;
Ambiental: Anderson Furlan, Frederico Amado (perfil concurseiro);
Financeiro: Regis Fernandes de Oliveira;
Econômico: Lafayete Josué Petter (verbo jurídico);
Consumidor: Cláudia Lima Marques;
Sentença Cível: Nagibe Neto, Alexandre Henry Alves;
Sentença Penal: José Paulo Baltazar Jr. (esse é bão heim);
Humanística: aqui o problema é enorme, apenas posso indicar o livro de Filosofia do Direito do Paulo Nader, de resto, é cada um por si e Deus por todos.
- Vide a abaixo quais matérias deve-se adotar mais de um doutrinador.

- Como estudar/técnicas
- Técnica do resumo: é a melhor sem dúvida, mais toma muito tempo.
- Técnico do grifo: tem que saber grifar. Não pode ir grifando tudo. Ler primeiro e depois grifar. Fazer breves apontamentos para a releitura. 
- Técnica de leitura dinâmica (ler com explosão, 50/60 páginas por hora): importante para a reta final e provas orais.
- Prova oral: é importante treinar com amigos (presencial) ou via Skype (fiz via Skype, pois moro no interior, do interior, do interior).
- Grupos de estudos, com participantes focados e interessados, são valiosos. Mas cuidado, eles também podem atrapalhar se não estiverem comprometidos.
- Resolução de questões é importantíssimo.
- REVISÃO: aqui está a “alma do negócio”, sem revisão meu amigo concurseiro, a tua aprovação está longe, bem longe.
- Como estudei
- Bom, para TRF/MPF deve-se estudar sempre para segunda fase, pois é onde as coisas realmente apertam profundamente.
- Existem duas formas de estudo: sem edital e com edital:
SEM EDITAL: tem que formar teu próprio material de resumo com estudo pesado de doutrina base. Aqui levam dois anos no mínimo, com uma doutrina de cada matéria, fazendo o TEU PRÓPRIO RESUMO, grifando, resumindo, do jeito que preferir. Depois vai revisar tudo isso;
COM EDITAL: aqui continua a revisão das matérias, uma semana por matéria, ou do jeito que preferir, mas tem que ler tudo nos 3 meses do edital. Tem que fazer questões objetivas toda semana, eu indico a emagis.
No mês da prova apertava com lei seca e informativos do dizer o direito. Aqui é bom comprar os livros dele e tentar ler todos os resumos de INFO dos 2 ultimos anos.
No sábado eu lia TODAS as súmulas separadas por assunto do livro do dizer o direito e a revisão de véspera dele.
Na segunda fase, é esquecer lei seca, e ficar revisando doutrina do teu material e estudar a banca, o tribunal da prova e revisar os INFO.
Em suma, digo que no geral eu estudei 85% de doutrina, 10% de INFO e 5% de lei seca. Aperto lei seca e INFO perto da prova objetiva, E SOMENTE!!!!!!!!!!!!
- As matérias chaves
Para a prova objetiva tudo é importante por igual. Agora, na segunda fase, onde a coisa aperta de verdade, seguem algumas considerações:
TRF: tem que dominar, saber tudo e mais um pouco em Administrativo, Tributário e Processo Civil. Essas duas primeiras eu indico fortemente que vocês adotem dois livros de doutrina pesada. Tem que saber bem, mas bem mesmo: Constitucional e Civil. As demais têm que saber também, mas essas que me referi são a chave do sucesso.
AGU: Administrativo, Constitucional e Processo Civil.
MPF: depende muito da banca. Sendo que nos últimos: Constitucional, Administrativo, Internacional, Humanos, Civil, Penal e Processo Penal.
- Realizando as provas de concurso público
- Provas objetivas: muita leitura de lei seca e resumos, com informativos e resolução de questões objetivas.
- Provas subjetivas: 
- estude sempre para esta fase, alterando o estudo apenas quando é publicado o edital ou algumas semanas antes.
- escreva o que sabe e o que não sabe também. Na minha prova da AGU não sabia a questão de direito econômico, mas escrevi tudo o que podia e foi a minha maior nota na subjetiva. 
- estudar o examinador nas provas de magistratura, fundamental, sempre cai o que o examinador escreve.
- Provas de sentenças: tem que treinar, treinar e treinar. Fiz as rodadas da Emagis (todo sábado fazia uma sentença, nas condições das provas, ou seja, consultando apenas a legislação seca). Não tem outro segredo a não ser o treino e ler várias sentenças.
- Prova oral: o grande desafio. Se chegou aqui é porque tem totais condições de tomar posse. Algumas dicas: na frente do examinador seja respeitoso, mas não amedrontado, nervosismo é natural. Não se mostre inseguro. Acerte ou erre com 100% de certeza. Aceite a crítica. Nunca critique o examinador. Não fique fazendo citação de autores. Você é quem conhece o direito. Maiores detalhes vocês vão saber nessa fase.
- Vale a pena recorrer?
- não preciso dizer mais nada, só fui aprovado na AGU e no TRF2 porque recorri!!! Recurso é fase do concurso, recorra sempre e sempre.
- Quando a aprovação vem?
- não se preocupe, não se desespere, ela vem na hora certa.
- Dica de ouro:
Dica do primeiro colocado no XIV concurso de Juiz Federal da 4ª Região: tente estar motivado o maior tempo possível na sua preparação, pois a aprovação vem após aquisição do conhecimento mínimo necessário para resolver as questões de prova.
Eu vou além, ESTUDE MESMO SEM MOTIVAÇÃO, TRISTE, DEPRIMIDO, COM SOM, COM CHUVA, COM VITÓRIA, COM DERROTA, APENAS ESTUDE, pois entendo que é extremamente complicado estar motivado em todos os momentos por muito tempo, em razão das reprovações, dificuldades, sacrifícios para estudar, etc.
Estude quando tiver nada mais importante para fazer. Mas lembre-se que poucas coisas serão mais importantes do que estudar (palavras do Edilson Vitorelli).
Essa fase de sua vida é passageira, é curta, mas vai de gerar satisfação para o resto da vida.
Por fim, estude até que a posse os separe (em termos é claro, o estudo é importante até o fim da carreira, e depois dela também, ter cultura é bom).
- Elemento de suporte, de apoio, de força, de motivação
Todos nós precisamos desse elemento surpresa, específico, particular, que para mim é DEUS, a presença de Jesus Cristo, que nunca me abandonou, nunca me deixou desistir, nunca esqueceu os meus sonhos.
Para qualquer dúvida ou assunto, segue meu contato: “augusto_ca88@yahoo.com.br”.
JOÃO AUGUSTO

Bons estudos a todos.



29 comentários:

  1. Parabéns, João! E obrigado por compartilhar sua história de sucesso. A vida sofrida do concurseiro precisa de estímulos assim! Que Deus continue iluminando sua caminhada!

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  2. Parabéns João! Digno de honra! Não tenho tamanha perseverança.

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  3. Só a Fé explica tanta persistência! Parabéns! Trajetória emocionante!

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  4. Muito obrigada por compartilhar sua história conosco!!! Parabéns pelo sucesso e por sua trajetória!! Felicidade!!!

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  5. Uau! Era tudo que eu precisava.. Chorei muito lendo sua história! A minha não se compara a 1%.. aliás, nesse momento estou percebendo o quanto sou desmotivada por nada..! Orei para Deus, enxuguei as lágrimas e vou continuar firme e forte! Obrigada pelo seu depoimento! Que Deus abençoe muito você na função de juiz!

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  6. Oi joão, Parabéns pela Aprovação. Mas meu parabéns vai acima de tudo pela coragem e sinceridade no seu depoimento de vida doída, porém com persistência em acreditar na vitória.Me encontrava caído e derrotado, mas hoje renasço para vida e para os estudos com fé em Jesus Cristo eu chegarei lá, mesmo que demore muito tempo eu estarei lá e quando lá estiver voltarei a postar uma mensagem de agradecimento por esse dia. Que Deus de proteja todos os dias de sua vida e que suas decisões tenha a benção do PAI.

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  7. Oi joão, Parabéns pela Aprovação. Mas meu parabéns vai acima de tudo pela coragem e sinceridade no seu depoimento de vida doída, porém com persistência em acreditar na vitória.Me encontrava caído e derrotado, mas hoje renasço para vida e para os estudos com fé em Jesus Cristo eu chegarei lá, mesmo que demore muito tempo eu estarei lá e quando lá estiver voltarei a postar uma mensagem de agradecimento por esse dia. Que Deus de proteja todos os dias de sua vida e que suas decisões tenha a benção do PAI.

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  8. Oi joão, Parabéns pela Aprovação. Mas meu parabéns vai acima de tudo pela coragem e sinceridade no seu depoimento de vida doída, porém com persistência em acreditar na vitória.Me encontrava caído e derrotado, mas hoje renasço para vida e para os estudos com fé em Jesus Cristo eu chegarei lá, mesmo que demore muito tempo eu estarei lá e quando lá estiver voltarei a postar uma mensagem de agradecimento por esse dia. Que Deus de proteja todos os dias de sua vida e que suas decisões tenha a benção do PAI.

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  9. João, parabéns pela aprovação.

    Pela sua longa experiência em concursos, poderia me dizer se há uma idade limite a partir da qual os examinadores começam a olhar torto ou com desconfiança?

    Pergunto porque já ouvi a esse respeito e gostaria de tirar essa dúvida.

    Abraço!

    TC.

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    1. Desculpe, não sou o João mas gostaria de sugerir que você afastasse esse pensamento, senão ele te bloqueia. Pense apenas em fazer o seu melhor. Boa sorte, e sucesso!

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  10. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  11. Uma coisa que ficou clara para mim :talvez o concurso de analista possa ser mais pesado que os concursos jurídicos, por causa das disciplinas básicas! Sabias palavras! Parabéns pela Vitória!

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  12. Motivação para recomeçar! Me senti abençoada por este testemunho!

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  13. Confesso que quando comecei a ler pensei: mais um relato de um CDF que vai contar quantos concursos passou em 1º lugar. Surpreendente o depoimento e a humildade de compartilhar também as derrotas. Identifiquei-me em muitos pontos. Que Deus o proteja sempre, juntamente com sua família.

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  14. Admirável João, assim como muitos, também fui às lágrimas com seu testemunho e me identifiquei em muitos aspectos. Sou analista do Judiciário Estadual, estudo pra magistratura e muitos milagres já aconteceram comigo pra que eu chegasse até aqui. Alguns conseguem grandes conquistas sem recorrer a Deus. Quanto a mim, reconheço, com toda humildade, que sem Ele jamais conseguiria e jamais conseguirei qualquer coisa. Para aqueles que não creem (registro meu incondicional respeito), seu testemunho serve como exemplo de persistência, de disciplina e como um excelente conjunto de dicas para a preparação e para a aprovação. Para os cristãos, sejam evangélicos ou católicos, assim como eu, seu testemunho, além de ajudar na preparação do estudo, também evangeliza e revigora nossa fé. Muito Obrigado por ter compartilhado sua história. Deus te abençoe sempre.

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  15. Parbéns. Obrigado por compartilhar sua vitória conosco. Você merece!

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  16. Nossa!Que estória inspiradora,forte e digna de um vencedor.Obrigada por compartilha-la conosco.

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  17. Leitura certa e na hora certa. relato bastante inspirador.

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  18. João,

    Sua história é incrível e comovente. A simplicidade e a espontaneidade por trás das suas palavras torna impossível não sentir empatia e respeito por toda essa trajetória longa e cheia de dificuldades.

    Mais uma prova de que sacrifícios não são fáceis, mas sempre rendem frutos. Na minha visão, o mais admirável é você ter assumido essa postura tão madura ainda muito jovem.

    Parabéns por tudo.

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  19. Sua história é inspiradora e edificante! Parabéns! Melhor que qualquer coaching!

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  20. Sensacional! Já li algumas dezenas de vezes, enquanto crio coragem! Que Deus honre seu esforço e determinação! Muito inspirador! Maria Amélia

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  21. Parabéns pela sua história. Muito inspiradora! Deus sempre em primeiro lugar!

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  22. Parabéns João pela linda história... Você conseguiu emocionar e inspirar muitos com sua determinação e perseverança. Parabéns.

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  23. Chorei...lindo, toca na alma pela fé, sinceridade e garra.
    A força vem DEle.

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  24. João, emocionei-me bastante com seu depoimento. Percebi que posso também chegar lá. Pela primeira vez li que para fechar o edital são necessários 2 anos de estudo e já estava preocupada, pois a maioria dos depoimentos que li contam que fecham o edital em 6 meses :P
    Obrigada por compartilhar suas dores e vitórias.
    Que Deus conserve você sempre com humildade no coração.
    Parabéns!!

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  25. Parabéns! a jornada é solitária, fria e exaustiva, mas o sucesso recompensa.

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  26. O depoimento mais lindo que já li, chorei lendo, mas tenho certeza que grande são os propósitos de Deus para a sua vida, obrigada!

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  27. Eu sempre volto aqui para ler este relato lindo, primoroso, tremendamente inspirador.

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