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Na Superquarta tratamos de temas relevantes para segunda fases, elém de ser um treinamento gratuito para essa prova. Participem.

EU PASSEI: DEPOIMENTO DE APROVADOS NOS CONCURSOS MAIS DIFÍCEIS DO PAÍS

Foi aprovado? Mande-nos seu depoimento. Será um prazer compartilhar e assim ajudar muitos concurseiros

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Olá pessoal, tudo bem?  Hoje saiu o edital do ENAM, e por isso vou disponibilizar para vocês algumas estatísticas e gráficos que vão ajudar ...

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DEPOIMENTO DE APROVADA - JULIANA GAMA (VENCEDORA DE VÁRIAS SUPERQUARTAS E HOJE DEFENSORA PÚBLICA FEDERAL)

Oi gente, bom dia.

Há algum tempo havia convidado a Juliana Gama, vencedora de várias SUPERQUARTAS, para escrever seu depoimento para o site. A Juliana foi aprovada na DPU e recentemente tomou posse como Defensora Pública Federal. 

É com imensa felicidade que recebi o depoimento da Juliana para o site, e hoje o publico. 

Parabéns Juliana pela conquista. Todos do blog ficamos muito felizes com sua aprovação! 

Sucesso na DPU. 

Vamos ao relato de aprovada: 

DEPOIMENTO DE APROVADA - NAYARA BERNARDES CAMPOS - MP/MG, MP/PR e TJ/RS

Oi amigos concurseiros! É com muita felicidade que venho prestar meu depoimento para o blog Eduardo Gonçalves, com a expectativa de que seja um instrumento de resgate da esperança, para aqueles que a perderam, e de perseverança, para todos aqueles que estão no árduo caminho dos concursos públicos [é um depoimento grande, mas acho que vale a leitura rs].

Vou começar meu relato voltando à época em que entrei na faculdade de Direito. Cursei o ensino superior na Universidade Federal de Juiz de Fora, após a aprovação num dos vestibulares mais difíceis à época. Durante a graduação, fiz estágio voluntário numa das varas cíveis da cidade, e, após, outro estágio voluntário, desta vez no Ministério Público. Comecei, nesse período, a ter maior contato com as atividades do Promotor de Justiça, com as quais me identificava. Posteriormente, passei na prova para estagiar na Advocacia-Geral da União, onde permaneci por 2 anos, saindo apenas em razão da colação de grau.

Durante o curso de Direito, estudava apenas para passar, sem nem ao menos ter ideia de como era o estudo para concursos públicos, apesar de já ter em mente o que queria. Acho importante ressaltar essa ausência de preparação durante a graduação, principalmente porque muitos concurseiros me relatam, preocupados, que não aproveitaram a faculdade para estudar para concursos públicos. Fiquem tranquilos! Existe salvação! Hehe

Após formar, em abril de 2013, tendo em vista o recente estágio na AGU, concurso para o qual a prática antes de formado é considerada, resolvi estudar para prestar tal certame, que estava ‘programado’. Ou seja, eu, sem informação nenhuma do que é uma preparação para concursos de alto nível, achei que poderia estudar em pouco tempo para a AGU, e que conseguiria a aprovação. A intenção era fazer esse ‘concurso-meio’ (falta de noção, a gente vê por aqui! rs), para posteriormente me dedicar aos concursos para Magistratura e Ministério Público.

No entanto, o concurso para AGU não saía. Saiu o concurso para Procurador Federal, o qual prestei e fui reprovada. A frustração foi enorme. Até então, eu não realmente não fazia ideia da realidade dos concursos. Achava, inocentemente, que eu, que sempre fui estudiosa, consegui aprovação numa universidade cujo ingresso era dificílimo e passei na OAB ainda antes de formar, conseguiria obter êxito, bastando que me dedicasse, como sempre me dediquei. Mas o caminho do cargo público sonhado não era simples assim. E ‘engolir’ a reprovação foi difícil.

Nesse momento, comecei a fazer praticamente todos os concursos que abriam: assessor jurídico de Câmara de Vereador, Advogado de Município, Defensoria Pública, etc. Mudava de edital em edital, muito por influência da família, que também não entendia da realidade concurseira, e queria que eu ‘passasse logo pra qualquer coisa’ (vontade da qual eu compartilhava). A pressão psicológica que eu me impunha era enorme, pois, apesar de advogar (um pouco) no escritório da família, minha atenção e tempo eram voltados quase que exclusivamente aos estudos (ou seja, ainda era totalmente dependente dos meus pais, sem me sentir ‘útil’).

Observem que, apesar de dedicar muito aos estudos, não tinha método específico, não tinha planejamento, mudava os estudos a cada edital e a pressão, com o passar do tempo, só aumentava. Só consegui aprovação em concursos de prefeituras pequenas, e, ainda assim, fora das vagas previstas (ou seja, não consegui nada). Já tinham se passado 2 anos, e foi aí que resolvi estudar especificamente para os concursos que eu realmente queria (resolvi desistir de ‘concursos-meio’).

Em 2015, me matriculei num curso específico para Ministério Público e Magistratura estaduais, do LFG. Por seis meses, me dediquei apenas a assistir as videoaulas, fazendo caderno detalhado de todas. Após terminar o curso, no segundo semestre do ano, me inscrevi no MPDFT e MPMS, e adquiri um Edital Esquematizado para o concurso do Distrito Federal. Tendo como base o edital esquematizado, comecei a fazer a revisão dos meus cadernos, complementando-os com doutrina, resolução de questões, lei seca (ainda não lia a legislação seca completa, mas apenas aqueles artigos que caíam nas questões) e jurisprudência. Fazia fichamento com o resumo de tudo isso junto (resumo de verdade rs).

Fiquei por 1 questão nos dois referidos concursos. A frustração pelas reprovações ainda era grande, eu tinha o psicológico muito frágil e ficava muito ansiosa, mas vi que estava no caminho certo. Percebi que, apesar do ‘tempo perdido’, pulando ‘de galho em galho’ nos concursos, eu tinha acertado a minha preparação, com planejamento e, principalmente, foco no concurso-alvo.

Logo em seguida, abriram os editais para o TJRS (2015) e TJRJ. Continuei usando o edital esquematizado para revisar minhas fichas, as quais eu ia complementando com dicas colhidas com a resolução de questões, leitura da lei seca e de súmulas, e estudo de informativos dos Tribunais Superiores (lia o site ‘Dizer o Direito’ aos sábados, fazendo caderno de resumos dos julgados, os quais revisava constantemente).

Na véspera do TJRJ, prova VUNESP, fiz muitas questões da banca, mas me sentia ainda muito despreparada, notadamente porque o último certame teve ponto de corte muito alto e fora cobrada muita letra de lei (e eu ainda não tinha familiaridade). Para piorar, ainda briguei com meu pai e escutei, dele, que eu “nunca seria juíza, pois ninguém quer uma juíza como eu”. Aí eu desabei. Fui fazer a prova extremamente cansada e devastada emocionalmente. Mas fiz, e saí da prova com uma boa impressão, sabendo que tinha sido a minha melhor até então, mesmo não esperando ser aprovada.

E tcharaammmm: FUI APROVADA! A primeira aprovação em primeira fase é inesquecível! É um misto de alegria e ansiedade boa demais! Comecei a fazer curso específico para a segunda fase. Nesse meio tempo, foi a prova objetiva do Tribunal gaúcho. MAIS UMA APROVAÇÃO! Era felicidade demais, mas não podia comemorar muito pois, na semana seguinte, era a prova subjetiva do TJRJ.

Cheguei ao Rio na quinta-feira, com febre, corpo ruim e etc (depois da prova, descobri que era dengue rs), mas me entupia de remédios e estudava. O curso preparatório me ajudou muito, fiz muitos simulados e me sentia preparada. Fui aprovada! :D Passava, então, para a fase de sentenças, a qual foi marcada para meses depois, em razão das olimpíadas que aconteciam no RJ. A prova do TJRS ainda não havia sido marcada.

Foi então que saiu a prova do MPGO, que eu também fui aprovada em primeira fase! Era uma fase muito boa, realmente! Me sentia confiante, preparada e sentia que a aprovação final estava próxima. Fui também aprovada em segunda fase. Faltava, então, somente o psicotécnico e a oral.

A vida estava confusa (MPGO, TJRJ e TJRS, todos simultaneamente), e eu acabava estudando para aquela etapa do concurso que estava mais próxima. Fiz a segunda fase do TJRS, cujo resultado demorou a sair. Nesse meio tempo, fiz a prova de sentenças do Tribunal carioca, e fui reprovada na cível. Foi um baque, um freio depois de tantas aprovações e numa fase em que eu estava nas nuvens. Mas, apesar de perder o TJRJ, eu ainda tinha o consolo de estar na oral do MPGO e o concurso do TJRS ainda estava correndo.

Ao passar para a oral, todos me parabenizavam e tinham minha aprovação como certa. Eram 40 vagas, e 50 candidatos na última fase eliminatória do certame. Nos concursos anteriores, havia um percentual pequeno de reprovação. Isso tudo me levava a acreditar que a aprovação estava muito próxima. Mais do que nunca, abri mão de tudo, estudava de domingo a domingo e condicionava a minha felicidade à posse (que, no meu ver, estava a poucos meses).

Fiz a prova e, apesar de sentir que não tinha ido tão bem, achava que daria certo. Porém, não deu. Reprovei no grupo de penal, processual penal e legislação extravagante. Meu mundo caiu. Afinal, eu estava extremamente cansada, sem vida social, sem viajar, sem dinheiro e... sem aprovação. O choro era inevitável. A dor e a decepção também. Explicar para todos aqueles amigos e familiares, que estavam torcendo, era ainda pior.

Mas não desisti. Percebi que, além de estudar, era preciso que eu amadurecesse, me tornasse ainda mais forte e entendesse que, para chegar à posse, eu teria que conviver com todo tipo de obstáculo, mas que deveria estar firme, sem desistir. Percebi que meu estudo já estava dando resultados e que a aprovação demandava apenas tempo, paciência e resiliência. Não importava o que acontecesse, eu estaria estudando e buscando meu objetivo. Se viessem mais reprovações, eu estaria preparada.

Vi que não adiantava abrir mão de tudo e ficar emocionalmente frágil. Parei de condicionar minha felicidade à posse. Comecei a viver (claro, com moderação e equilíbrio), respeitar os sinais de cansaço do corpo e da mente e compreender que eu precisava ter paciência.

Resolvi fazer a prova para delegado de Goiás, passei na primeira fase e, logo após a segunda, o concurso foi suspenso. Nesse tempo, tinha saído edital para tão sonhado concurso para ingresso no Ministério Público de Minas Gerais. Na mesma época, saiu o MPPR.

Estudei muito focada para o MPMG, tanto que, na semana da prova, de tão ansiosa e cansada, não conseguia mais estudar. Percebi que se eu forçasse, não conseguiria. Larguei tudo e passei a semana descansando. Me revigorei e, no sábado, fiz algumas revisões. Fiz a prova descansada, atenta e focada (apesar de chocada com a famosa ‘teoria da graxa sobre rodas’).

Fui aprovadaaaa!! Logo em seguida, no momento em que eu menos queria, fui convocada para a prova de sentenças do Rio Grande do Sul. Parei tudo para revisar meus materiais de sentenças. Fui fazer a prova desgostosa, achando que não ia adiantar nada, que não consegui me preparar direito e acabei perdendo tempo para estudar para a primeira fase do MPPR, que era na semana seguinte.

Novamente, veio a aprovação! Passei para a segunda fase do MPPR. Aí me assustei: a prova do MPMG era sábado e domingo (o dia inteiro). Na segunda começava a prova do MPPR, até na sexta. Comecei a estudar as matérias comuns dos dois concursos, separando pequena parte do tempo para estudar especificamente algumas matérias que exigiam maior atenção em cada um. E fui. E fui aprovada nas duas!!!!! Era muita felicidade, principalmente para quem, já escolada com as reprovações anteriores, não estava esperando tanta benção.

Um detalhe importante: na semana da segunda fase do MPPR, saiu o resultado das sentenças do TJRS. Na época da prova, eu tinha certeza que seria reprovada em civil e aprovada em penal. Mas foi exatamente o contrário. Sabendo que minha sentença criminal estava boa, pedi a uma amiga que fizesse o recurso (pois eu estava em prova no Paraná). Meu recurso foi aceito!

Nesse momento, eu percebi o quão feliz eu era: tinha a oportunidade de fazer 3 PROVAS ORAIS, nos concursos mais disputados do país! Mas, dessa vez, mesmo sabendo que dificilmente reprovaria em 3 provas, mantive o pé no chão, estava ciente que eu precisava me manter equilibrada e serena para conseguir compatibilizar o estudo para as provas, que aconteceram num intervalo de 10 dias (16, 18 e 26 de outubro).

Costumava falar para os amigos que eu estava ‘vivendo loucamente, um dia de cada vez’. Eram muitas viagens (psicotécnico e entrevista social em 3 estados diferentes), além dos exames médicos e preparação de documentos. Isso tudo sem contar que eu precisava manter os estudos! Diante do cenário, não me cobrava horas a fio estudando. Estudava quando dava, nos intervalos das viagens, mas me dedicava em manter-me calma, descansada e consciente.

Fui a primeira candidata na prova oral do MPPR. No mesmo dia, fui para Porto Alegre. Na terça-feira, sorteei meu ponto no TJRS (concursos para a magistratura sorteiam o ponto a ser arguido no dia anterior à prova). Estudei aquele ponto dentro do hotel, incessantemente (havia matérias como recuperação extrajudicial de bancos). Fiz a prova do TJRS na quarta e, na quinta, voei para Belo Horizonte. Chegando em Confins... JÁ ERA APROVADA PARA JUÍZA NO RIO GRANDE DO SUL!!!!!!

Era muitoooo boom!!! Uma felicidade sem tamanho! Já fui ligando para a família para dar a tão sonhada notícia. Mas não queria que isso se espalhasse, afinal, ainda tinha a prova mais desejada: o MPMG, na semana seguinte. Fiquei 1 semana em hotel, estudando especificamente para o Parquet mineiro. Na semana deste, mais uma notícia: APROVADA NO MPPR!!!!!!

Aí já não tinha como melhorar (mentira, tinha sim! rs). De novo, não espalhei a notícia, para não desfocar do MPMG. Na quinta à tarde, foi 1h45min de prova oral. Durante a preparação, estava ansiosíssima, mas, por obvio, chegar na prova já aprovada em dois grandes concursos, é um alívio imenso. Foi minha arguição mais tranquila.

Aí sim, contei para todos: amigos e família. Todos comemorando minhas duas aprovações! E tudo o que eu passei, todo sofrimento, toda a angústia e frustrações, de repente, valeram a pena! E mais: minha posse no TJRS já estava marcada para 09 de novembro! Foi uma loucura!

Alguns dias depois, OUTRA APROVAÇÃO!!!! Dessa vez, naquela instituição que me inspirava desde a época do estágio voluntário. Eu era tri! Eu poderia “pedir música no Fantástico”! rs

E, logo em seguida, fui de mala e cuia para o Rio Grande do Sul, fiz o curso de formação, conheci pessoas maravilhosas, tive experiências fantásticas, amadureci, e resolvi, não sem dor no coração, pedir exoneração para voltar para meu Estado natal e para a instituição que era meu objetivo final.

Por mais que, à época da reprovação no MPGO, uma das fases mais difíceis da minha vida, fosse impossível entender tudo o que tinha acontecido, hoje, depois de tantas felicidades, percebi que tudo vem no seu tempo. As aprovações vieram no momento certo, quando eu estava realmente preparada para a exercer os cargos. E, depois de tudo, eu só tenho a agradecer a Deus por cada etapa vivenciada, cada desafio superado e cada vitória proporcionada.

Essa é a minha história como concurseira. Mas, além de ser uma “história de sucesso”, gostaria que vocês, leitores, a vissem como uma história de frustração superada, de aquisição de paciência, de advento de maturidade. Nada é tão difícil que não possa ser superado pela nossa força de vontade. Em tudo na nossa vida é necessário equilíbrio. E paciência, sempre. Essas são as mensagens que gostaria de passar para todos que estão se preparando para concursos. Fé, perseverança, resiliência, equilíbrio e... sucesso!

Postado originalmente em 08/04/2018

DEPOIMENTO DE APROVAÇÃO PARA PROCURADOR DA REPÚBLICA - LAIZ MELLO DA CRUZ ANTÔNIO

Oi gente, bom dia a todos. 

Hoje trago o relato da Laiz Mello, aprovada no 29 CPR para procurador da República. 

Tive o prazer de conhecer a Laiz no curso de prova oral que fizemos. Ela havia ficado de fora das vagas do curso, mas insistiu e participou. Fiquei muito feliz em conhecê-la e desde aquele momento tive certeza que seria aprovada com uma excelente nota, como de fato foi! 

Laiz parabéns!!!!!! Espero que seja muito feliz no MPF!

DEPOIMENTO DE APROVADA EM VÁRIOS CONCURSOS DA ÁREA ADMINISTRATIVA - GABRIELA ZAVADINACK


Oi gente, bom diaaaa. 

Hoje trago a vocês um depoimento bem legal da Gabriela Zavadinack, aprovada no TST e em 4 TRTs. O relato e a trajetória são ótimos e vocês podem tirar muitas dicas. 
Agradeço a Gabriela e ao mesmo tempo a felicito por todas as aprovações. 
Segue o texto: 

Olá, pessoal, meu nome é Gabriela Zavadinack, sou Analista no Tribunal Superior do Trabalho, e hoje vou contar a minha trajetória para vocês.
Iniciei meus estudos em fevereiro de 2014, aos 25 anos. Havia acabado de me formar em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas sentia que meu futuro não estava nessa área. Durante a faculdade, sempre pensei na possibilidade de prestar concurso público, e conversava sempre com a minha família sobre isso. Então minha mãe, servidora do TRT 9, chegou para mim e disse: “E aí, o que você vai fazer da sua vida agora? Vai ficar no jornalismo mesmo ou vai estudar para concurso?”. Eu, que NUNCA tinha estudado Direito na minha vida, resolvi fazer os concursos do TRT SP e do TRT Campinas (que estavam abertos naquela época) para sentir as provas e tomar a decisão sobre qual caminho seguir. Lembro que, após prestar os dois concursos, pensei: “Se eu estudar pra valer, eu passo”. Foi o que eu fiz.
Defini o cargo e o concurso: Analista da Área Administrativa (por não ter formação em Direito) de Tribunais do Trabalho (por serem 24 tribunais + o TST). Comprei apostilas, cursos online (que não eram tão difundidos como hoje), passei a montar meus resumos e a “comer com farinha” toda aquela imensidão de matérias absolutamente novas para mim. Salvo português, eu tive que aprender TUDO literalmente do ZERO. Lembro, também, que fui muito desencorajada, pois é um cargo que quase não chama. Eu sempre ouvia: “Se eu fosse você, faria para outro cargo, pois para ser chamada nesse, você vai ter que passar entre os primeiros colocados”. Minha resposta sempre foi: “Pois então eu vou ficar entre os primeiros”. Resultado? Fiz isso CINCO vezes: 5º no TRT 9, 9º no TRT 20, 6º no TRT 24, 4º no TST e 8º no TRT 15.

DEPOIMENTO DE UMA AUDITORA DE CONTROLE EXTERNO EM INÍCIO DE CARREIRA

Olá, gente! 

Continuando nossa "série" de depoimentos,vamos ao terceiro relato. Dessa vez, vamos prestigiar os que estudam para TCEs com o depoimento de uma Auditora de Controle Externo. 

Convidei Janaína, nossa leitora do site, para falar um pouco sobre a carreira. 

Espero que o relato seja de muita inspiração para vocês!

Excelente fim de semana a todos e todas! 

Lembrem-se: vai dar tudo certo ;)

Gus (@holandadiaskershaw)
22/12/18 

APROVADOS NA DPU! DICAS PARA QUEM PASSOU NA ORAL!

Bom dia caros leitores do site!

Aqui é Rafael Bravo, editor do site do Edu, Defensor Federal e professor do Curso Clique Juris!

Essa semana se inicia com uma excelente notícia!! O resultado da prova oral da DPU acabou se ser publicada no Diário Oficial e agora temos a definição dos novos colegas Defensores e Defensoras que irão ingressar na carreira e prestar assistência jurídica a todos que mais necessitam pelo Brasil à fora! Precisamos sempre de guerreiros com sangue novo e verde para lutar por uma sociedade mais justa, mais igualitária e defender os mais vulneráveis! Vamos em frente!!

Gostaria de parabenizar em especial os alunos do site, que nos acompanham nas postagens, mandam e-mails e comentários e que estão bem preparados para essa nova etapa!! 

Parabéns especial para Carla, Samara, Romeu e Vinícius (alunos do curso da prova oral feito pelo Edu)!

Ainda, parabéns para Juliana, que sempre nos acompanhou respondendo as questões da superquarta e que foi aluna minha e do Marco Dominoni na turma preparatória da Oral da DPU do Clique Juris!! Parabéns Ju! Estamos muito felizes pelo seu sucesso!

Não podemos esquecer também de parabenizar a Carina, coachee da Hayssa, e Edmilson, amigo do editor Rafael Formolo, que também acompanha sempre as postagens do Site do Edu!!

Enfim, são muitos alunos que tiveram contato com nossa equipe, seja estudando com a gente, pedindo orientações pelo e-mail ou acompanhando as postagens do site! Isso demonstra que estamos no caminho certo!!

DEPOIMENTO DE APROVADA - LARISSA MAFRA - AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO

Oi amigos!

Hoje trago a vocês o depoimento da colega Larissa Mafra, aprovada recentemente em dois cargos no concurso do Tribunal de Contas do Estado do Pará para Auditor de Controle Externo.

O site é acompanhado por pessoas de todas as áreas, não apenas jurídicas, que buscam aqui informações, bibliografias, dicas e orientações sobre concursos. Esse depoimento é uma singela homenagem a Larissa e a todos vocês que prestigiam o site :)

Que esse relato estimule muitos de nossos leitores! Parabéns, Larissa! Força, gente! 

Gus, em 14/01/2017.


DEPOIMENTO DE APROVADA NO 28 CPR - GABRIELA TAVARES

Olá, pessoal!
Como estão?
Depois de muitos pedidos, trago o depoimento da minha amiga e aprovada no 28º CPR, Gabriela Tavares.
Beijão
Hayssa

"Após a minha aprovação no 28ºCPR algumas pessoas pediram para que eu publicasse um depoimento sobre minha trajetória nos estudos e, como na época em que eu era concurseira esses relatos me motivavam bastante, nada mais justo do que fazer o mesmo para tentar ajudar tantas outras pessoas que estão enfrentando esse mundo difícil (quase desumano rs.) dos concursos.
Bom, inicialmente vou me apresentar. Meu nome é Gabriela de Góes Anderson Maciel Tavares, tenho 26 anos e atualmente sou assessora jurídica de Procurador Regional da República na PRR2.
Durante a faculdade eu fui uma boa aluna, tinha notas boas, meu CR final ficou acima de 9,0, porém apenas estudava o necessário para passar de período (todos sabem que a faculdade de Direito não é das mais difíceis). Infelizmente eu só fiz o básico e nada além disso.
Nos cinco anos de faculdade fiz estágio na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e por um curto período no Tribunal de Justiça. Devo muito à Defensoria do Rio de Janeiro, aprendi bastante, no entanto, mesmo sabendo que o meu destino seriam os concursos públicos, nunca quis ser Defensora ou Juíza. Minha maior dúvida era entre o Ministério Público e a Procuradoria do Estado. No entanto, as atribuições do Ministério Público, principalmente no âmbito da tutela coletiva, fizeram com que eu optasse por tentar ingressar na carreira.
Após a formatura comecei a estudar intensamente para concurso público. No início eu tinha o pensamento de “vou estudar para tudo, pois não tenho o tempo de prática jurídica para o MP”. Ou seja, eu acreditava que perto de completar a prática bastaria estudar uns 6 meses para o MP que eu passaria. Ledo engano. Quem é concurseiro “normal” (tem pessoas diferenciadas, nunca foi meu caso) sabe que 3 anos estudando para o MP é pouco.
Lembro-me bem da primeira prova de concurso que fiz. Prova da PFN de 2012. Eu estava estudando há 6 meses e achava que já estava devidamente preparada (hahaha). Resultado: acertei 30% da prova. Quando vi o resultado fiquei arrasada, chorei muito. Mas de certa forma aquela prova foi essencial para eu perceber que em concurso público de alto nível o buraco é bem mais embaixo.
A partir daquele momento comecei a focar na carreira dos meus sonhos. Porém, mais uma vez cometi um grande erro. Mesmo preferindo o MPF, foquei meus estudos para o MPRJ, pois achava que seria impossível passar no concurso para Procurador da República, conhecido como o mais difícil do país.
Fiquei 2 anos estudando para o Ministério Público Estadual. Nesse tempo eu fazia todos os concursos de alto nível que apareciam, mas sem desviar os estudos para o MP. Fiz Defensoria de SP (minha primeira segunda fase), do Paraná e do RJ, Procuradoria dos Municípios de SP e de Niterói, TJRJ e TJSC. Após o meu primeiro ano de estudos, eu comecei a passar para todas as segundas fases que fiz, mas sempre perdia.
Durante esse tempo eu tive um grande avanço em primeiras fases. Na minha primeira prova objetiva (PFN) acertei apenas 30%, já na última, para o cargo de Juiz de Santa Catarina, realizada em julho de 2015 (após a prova objetiva do MPF), fui a primeira colocada. O segredo? Treinar, treinar e treinar.
Já bastante cansada da rotina de estudos e de não ver muito resultado nas provas discursivas, eis que abriu o edital do 28º CPR. Na época eu quase não fiz a inscrição, justamente por acreditar que seria impossível passar nesse concurso. Acabei fazendo no último dia.
Quando saiu o edital do MPF eu estava em duas segundas fases: Procuradoria de Niterói e Defensoria do Estado do RJ. Nesse momento cometi um outro grande erro: não estudei para o MPF. Estava focada nessas outras provas. A minha tática era a seguinte: normalmente estudava apenas para MP Estadual, mas no caso de uma eventual segunda fase, me direcionava para essa prova.
Conclusão: fiz a primeira fase do MPF sem estudar NADA de internacional, humanos e econômico. Durante a prova eu escolhi as matérias de cada grupo em que eu tinha maior facilidade, assim garanti meus pontinhos nelas e consegui fazer o mínimo em cada grupo. Com o gabarito percebi que seria possível. Consegui fazer o mínimo no G1, G2, e G3, mas fiquei no G4 apenas por uma questão, sendo que o boato era de que algumas seriam anuladas.
Quando saiu o resultado da prova objetiva, e eu vi meu nome na lista, fiquei uns 5 minutos em estado de choque e depois 1 hora chorando e rindo ao mesmo tempo. Mas depois me bateu um desespero.
Muitas pessoas me falavam: “Gabriela, se você passou nessa prova objetiva do 28ºCPR, você já está dentro do MPF, a primeira fase é a mais difícil”. Porém, eu não pensava assim, já que não estava preparada para enfrentar uma prova discursiva de internacional e humanos nível MPF.
Entre a primeira e a segunda fase eu estudei MUITO, passava a noite acordada estudando (não recomendo). Como fui pega no susto, além de ler alguns capítulos importantes de alguns livros, como os de André de Carvalho Ramos e Daniel Sarmento, me agarrei no “Santo Graal” e não larguei mais, era o que eu podia fazer, já que o tempo entre uma prova e outra era muito curto. Ele me salvou.
Após a prova escrita eu comecei a estudar para a prova oral, porém meio descrente, pois acreditava que não tinha conseguido avançar no concurso. Justamente por não estar confiante, o meu ritmo de estudos caiu bastante. Além do mais eu estava muito cansada, pois 2015 foi um ano em que praticamente não respirei, já que foi uma prova atrás da outra.
Eu passei para a prova oral através de recurso, pois, mais uma vez, tinha ficado no G4. Quando saiu o resultado dos recursos eu estava com passagem comprada para Porto de Galinhas no dia seguinte (para vocês verem como eu estava confiante haha). Ao ver meu nome na lista eu chorei desesperadamente e, óbvio, cancelei a viagem na mesma hora, já que faltava apenas 1 mês para a prova oral.
A minha preparação para a prova oral se basou no “Graal do Igor”. O Igor Spíndola, uma pessoa iluminada (hahah), coordenou uma atualização do Graal voltado apenas para a prova oral, ou seja, bem menor do que a versão original. Eu achava que iria conseguir ler o Graal de todas as matérias, além de fazer revisão antes da prova. Doce ilusão. Apenas consegui terminar as matérias em que eu possuía maior dificuldade ou maior medo (Internacional e Humanos).
Para a prova oral eu me inscrevi em dois cursos: Vitorelli e CEI. Os dois foram muito proveitosos para mim, principalmente pelo feedback, mas, sinceramente, os treinos via Skype com os demais colegas foram fundamentais e fizeram a diferença.
A minha prova oral foi no dia 20/10/2015, fui para Brasília com dois dias de antecedência e levei uma mala lotada de livros. Nem preciso dizer que não li nem 1/3 do que levei. No grande dia, graças a Deus, foi tudo bem, eu estava extremamente calma (muito mais calma do que nos treinos) e focada. O ambiente da prova é muito tranquilo, os examinadores e servidores são muito solícitos. O pior não é a prova oral, mas os dias que a antecedem.
No dia 29/10 saiu o tão esperado resultado. Ver o meu nome na lista de aprovados foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Sem dúvidas valeram a pena todo o esforço e todas as renúncias.
Por fim, vou contar um pouco sobre a minha rotina de estudos. Eu não trabalhava, então possuía o dia integral para estudar. Acordava às 7:00h e começava a estudar às 8:00h, parava às 12:00h para almoçar e tirava um cochilo até às 13:00h (eu estudava em casa). Depois apenas parava às 17:00h para lanchar por meia hora e estudava até às 21:00h. É óbvio que durante esses períodos às vezes eu interrompia os estudos por 10 minutos, mas nada além disso. Tinha dias em que eu não tinha o mesmo rendimento, isso é extremamente normal, desde que não seja a regra. Aos sábados eu parava de estudar um pouco mais cedo, por volta das 19:00/20:00h e aos domingos estudava apenas pela manhã.
Abdiquei de diversos momentos com meu noivo, minha família e meus amigos, sem contar os feriados e finais de semana trancada em casa. Minhas saídas se limitavam a fazer algo mais light, como cinema ou jantar. Eu sei o quão difícil é esse período na nossa vida, ficamos desgastados tanto fisicamente como emocionalmente, no entanto, pense que isso é provisório e que ao final tudo vale a pena. Tente não fazer dessa fase mais desgastante do que ela já é.
Sempre gostei de fazer fichamentos, achava mais fácil para revisar depois (revisem!). Não concordo com pessoas que querem impor um método de estudo, cada um tem o seu. Descubra o que melhor se encaixa ao seu perfil.
Nunca fiz cursos regulares, sempre preferi módulos específicos. Fiz os seguintes módulos: a) Direito Penal, Ana Paula Vieira de Carvalho, Curso Ênfase (excelente, super recomendo), b) Direito Civil, Fabrício Carvalho, Curso CEAP (excelente), c) Direito Constitucional, Daniel Sarmento, Curso Master (excelente), d) Direito Administrativo, Rafael Oliveira, Curso Fórum, e) Direito Tributário, Andreia Veloso, Curso CEAP, f) Processo Civil, Erik Navarro, Curso Ênfase.
Bom, é isso. Após a minha experiência em concurso público posso dar dois conselhos: (1) Foque na carreira dos seus sonhos, independente da dificuldade para alcançá-la. Nada é impossível, basta ter disciplina. (2) Quem estuda passa!
Espero que gostem.

Bibliografia:
Constitucional: Daniel Sarmento (módulo e livro) e todas as ações e pareceres de Deborah Duprat, bem como as publicações da 6ªCCR.
Eleitoral: José Jairo Gomes.
Internacional: Portela e Graal.
Humanos: todos os livros de André de Carvalho Ramos. Para mim, o mais importante é o “Processo Internacional de Direitos Direitos Humanos”.
Administrativo: Rafael Oliveira (livro e módulo).
Ambiental: Frederico Amado.
Tributário: Ricardo Alexandre.
Financeiro: Harrison Leite.
Consumidor: Leonardo Medeiros.
Econômico: Graal.
Civil: No início dos meus estudos eu li o Tartuce, mas depois que fiz o módulo do Fabrício Carvalho apenas estudei pelo meu caderno.
Processo Civil: Daniel Assumpção.
Penal: No início li o livro do Bitencourt, mas depois apenas estudei pelo meu caderno do módulo da Ana Paula Vieira de Carvalho.
Penal Parte Especial: Rogério Sanches.
Processo Penal: Pacelli e Fischer."  

APÓS A APROVAÇÃO

Olá pessoas! Como estão? Firme nos estudos?
Bem... gostaria de agradecer a torcida de vocês! Muito obrigada! Deu tudo certo na prova oral do MPF e consegui passar...
Mais abaixo eu falo, um pouco, como foi minha preparação para o concurso.
Antes disso, gostaria de disponibilizar meus serviços de coaching para aqueles que pretendem fazer concurso pro MPF. Lembrem-se que o 29º CPR está no forno, prestes a sair. Então é hora de otimizar os estudos, reunir o material e esgotar o edital.
Quem quiser, pode me mandar e-mail (hayssamedeiros@gmail.com), que eu mando a proposta bem explicadinha.
Informo, desde já, que fui coachee de Nathália Mariel e a sua ajuda (da minha amiga musa master diva) foi essencial para garantir a minha aprovação.
Pretendo repassar adiante tudo que me foi ofertado/ensinado.
Que comecem os jogos!!!!

Sobre a preparação:
Eu sempre soube o que era necessário fazer para passar na prova do MPF, mas nunca pus em prática. Em abril de 2014 eu decidi que iria aplicar aquilo que eu pensava.
Com a ajuda da minha amiga Nathália Mariel e de outros amigos aprovados no 27º CPR, eu comecei a esmiuçar o edital do MPF, comprar os livros indicados (tem um post no Blog sobre a bibliografia) e a estudar.
Programei meus estudos para as poucas horas diárias que tinha na semana e fiquei vários finais de semana estudando.
Não foi fácil mesmo.
Identifiquei minhas deficiências, mapeei as provas anteriores, dissequei o site da PGR, da ESMPU, os Boletins Científicos e as publicações dos examinadores.
Estudei bem direitinho o tanto que pude, pois estava grávida (esperando meu segundo filho).
O edital estava para sair em junho de 2014, mas só vou sair em nov/dez de 2014. Então esse adiamento foi muito bom pra mim.
Minha filha nasceu em setembro/2014 e eu continuei estudando como dava (pelo tablet e, quando ela deixava, eu conseguia ler livros sentada na mesa).
A prova objetiva foi em abril e eu senti que "poderia ser". E de fato foi. Fiz a subjetiva, e também senti que "poderia ser". Consegui fazer a prova oral e aqui estou, aprovada!
Passei muitas provações, superei inúmeros obstáculos e cada vez que havia problemas no meu caminho, mais eu me dedicava para superá-los porque eu sabia que "essa era a minha vez".
Outra dica que eu dou: NÃO PROCUREM ATALHOS, FÓRMULAS MÁGICAS!!!!
Prefiram o caminho longo, pois este trará a tão sonhada aprovação.
Nada de resumos milagrosos. Não, mesmo! O famoso resumo só serve para os estudos para a prova oral e olhe lá.
De resto é bunda na cadeira e leitura dos livros, textos, artigos, pareceres e tudo que disser respeito aos membros da banca do MPF.
Ah... refazer as provas anteriores também é uma boa dica!
Espero que gostem
Beijos, beijos
Hayssa

DEPOIMENTO DE APROVADA- LENIZE MARTINS LUNARDI PEDREIRA/ MP-PR, MP-MG, MP-MT!

Olá meus amigos. Hoje trago para vocês o depoimento da colega Lenize Martins Lunardi Pedreira, Promotora de Justiça no Estado do Paraná e aprovada em 3 concursos de MPs no ano passado! Ou seja, quem quer MP não pode perder esse depoimento e a bibliografia sugerida. 
Gostaria de agradecer a Lenize pelo depoimento, que tenho certeza os ajudará muito. Vamos a ele:

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