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DEPOIMENTO DE APROVADO- VITOR COSECHEN- ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO DO MINISTÉRIO DA FAZENDA

Oi meu caros, hoje posto o depoimento do Vitor, aprovado para o concurso de técnico administrativo do Ministério da Fazenda (e que aceitou nosso convite de compartilhar as experiências dele com todos nós). 
Ao ler o depoimento dele, vocês perceberão que não existe nenhum material milagroso (fujam daqueles todo o edital em 400 páginas), que devem fugir de materiais de 'banca de esquina' e que fazer uma boa reta final, pós-edital, faz toda diferença e pode ser determinante para a aprovação de vocês (dica para os candidatos do INSS, por exemplo). 
No mais, vamos ao texto;
Olá pessoal! Tudo bom? Embora minha experiência concurseira não seja nem de perto excepcional como a dos ilustres editores do Blog Eduardo Gonçalves, resolvi aceitar o convite de elaborar um depoimento falando um pouco sobre a minha pessoa e os concursos prestados.
Pois bem, meu nome é Vitor Cosechen, sou de Cascavel- Paraná. Fui nomeado para Assistente Técnico Administrativo do Ministério da Fazenda com 21 anos, após uma série de entraves e chutes bem pra fora do gol rs.
Sempre tive grande influência dos meus pais para me tornar "concurseiro", vez que meu pai é Magistrado do Estado do Paraná e minha mãe é Oficial de Justiça do Tribunal Regional do Trabalho. Preciso "representar" hahahaha.
Pois bem. Sempre tive uma vida muito boa, nunca me faltou nada, ainda assim, por conta da maneira que fui criado, sempre quis ganhar dinheiro o mais rápido possível, para poder viajar e gastar com minhas coisas sem nenhum peso na consciência.
Já com 17 anos me inscrevi para o concurso do Banco do Brasil, peguei uma apostila daquelas de 500 páginas da Banca da esquina e mandei bala! Fiz um plano de estudar umas 2-3 horas por dia, de acordo com a minha disponibilidade. Foi horrível! Algumas questões apresentadas não tinham nem gabarito, imaginem então a resolução! hahahaha. O resultado foi o esperado, reprovei, sem conseguir atingir a média nas matérias específicas. Ainda assim, consegui uma boa média nas matérias gerais, por conta da minha base (minha mãe sempre foi muito rígida comigo nos estudos hahaha!).
No ano que fiz 18, já cursando a faculdade de Direito, tive uma bela idéia! Servir ao Exército, no Núcleo de Formação de Oficiais da Reserva! No curso, você deveria realizar provas físicas e testes escritos durante um ano (ganhando 600 reais), e de acordo com a sua classificação, tinha a possibilidade de entrar como Oficial da Reserva, de acordo com a disponibilidade de vagas no final do curso! O salário de Oficial era 7 mil reais! Na minha cabeça, eu ia estudar pra caramba, passar naquilo, e continuar morando com meus pais esbanjando 7 mangos por mes ! Teta! Com o incentivo de meu pai e sob os protestos de minha mãe, fui para o alistamento militar e me declarei voluntário!  Nisto, fomos separados para os testes seletivos, o que, salvo engano, eram mais ou menos 350 homens,  para dali serem escolhidos os 20 que futuramente seriam Aspirantes. 
Os conhecimentos da prova escrita eram bem básicos,  fui bem. Já a parte física tive muitos problemas. Nunca fui de correr! Ainda assim, com um pouco de treino, consegui e fui selecionado para o curso de Formação de Oficiais.
Pensei que ia ficar um ano trabalhando meio período e preparando meu futuro. Ledo engano. Foi um ano de labuta. Minha natureza não era adequada para o Exército. A disciplina de uma rocha simplismente não era comigo. Isso resultou em diversas repreensões. Outra coisa complicada eram os serviços, não foram ocasiões raras as que nós deveríamos tirar serviço no final de semana, os quais iam das 7 da manhã de um dia até as 7 da manhã do outro. Foi extremamente complicado levar o Exército com a Faculdade, o que me resultou em 1 semestre de atraso. Eu sempre estava exausto e nunca conseguia estudar. Quando tinha provas no Exército eu levantava as 2 da manhã porque não conseguia estudar dias antes. Felizmente, nas provas, nunca fui mal, mas também não era bom.
Resultado: Fiquei em décimo quarto lugar (pelo que eu me lembre) e no meu ano abriu apenas uma vaga! É amigão, eu sai cansado, mas uma pessoa mudada. O que antes eu encarava como difícil, de repente não era tanto assim. Agora eu tinha tempo pra estudar e ficava muito feliz por isso, uma nova fase de minha vida começava.
Após sair do Exército, engrenei nos estudos para a faculdade e para os concursos. Eu não queria mais ser um aluno média. Realizei o concurso de nível médio da PF, ficando em 110, salvo engano. Infelizmente, apenas 80 eram classificados.
Posteriormente, saiu o concurso para Assistente Técnico Administrativo. Era esse, vislumbrei ali o começo de meu futuro. Eu poderia ser lotado na Receita Federal ou na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Ambos eram órgãos excelentes. Na minha cidade, estavam sendo oferecidas 5 vagas. Se eu fosse para a PGFN, ganhava prática jurídica. Agora, se eu fosse para a Receita Federal, teria a possibilidade de  morar 2 quadras do local de trabalho (Delegacia da RFB/CVL/PR).
Nunca estudei tanto em toda minha vida. Sábado, Domingo, dia de semana, feriado, todo dia era dia. Estava com "sangue no olho". Foi muito importante o apoio de minha namorada, bem como de meus pais, que compreenderam e aceitaram as renúncias que eu fiz (por diversas vezes deixei de ir nas reuniões de família e deixei minha namorada em casa no final de semana pra estudar). Depois de três meses intensos,  fui fazer a prova em Curitiba /PR. Durante a prova, ocorreu algo estranho. Quando eu abaixei a cabeça e levantei, já tinham se passado 3 hrs ! A concentração foi muito grande! Sai confiante, mas como eram poucas vagas, fiquei inseguro.
Para encurtar a história, não vou entrar em detalhes sobre a euforia de você ficar apertando F5 e esperando o resultado.
Saiu o resultado, passei em quinto lugar das 5 vagas para Cascavel! Tava aí, DOU publicado, dentro das vagas,  Direito Adquirido, agora só esperar a nomeação! hahahaha
Só para materializar o que eu estava imaginando desde o começo do concurso, acabei lotado na Delegacia da Receita Federal de Cascavel Paraná, morando 2 quadras do meu local de trabalho, com um horário bom de fazer e que me da espaço para estudar.
Meu método de estudos: o que me ajudou muito na época foram os ciclos do Alexandre Meireles. Ele tem um texto excelente que recomendo para qualquer concurseiro.
Mas principalmente, ao meu ver, é estudar com todas as forças. O mind set que o concurseiro deve ter é a de estudar até a exaustão. Até não poder mais. O máximo que conseguir. Realizar muitas questões também. O ideal é chegar na prova com a mente tranquila, certo de que fez tudo que era possível.
Materiais: estudei pelas apostilhas do Ponto dos Concursos. Contudo, vários professores sairam e não acho que o curso continua com o mesmo nível (opinião pessoal). Outra coisa, evitem cursos que são "milagrosos" (ex: todo o edital com questões em 300 páginas), e ainda, os cursos "puro marketing". O que te interessa é o conteúdo, motivação vem de dentro, não é o professor que tem que dar.
Quanto a quem faz faculdade ou pretende começar: escolha com cautela. A faculdade da muito mais trabalho do que a gente pensa. A minha, por exemplo, me dificultou no abono de faltas no tempo de Exército e eu acabei por reprovar em algumas matérias por falta. Eles colocaram um prazo de 3 dias depois da falta para protocolar, e depois disso, você "perderia o direito". Óbvio que essa regra não era pra todos. Depois fiquei sabendo que diversas pessoas juntavam tudo e protocolavam de uma vez, por exemplo. Sem os 3 dias de prazo. Fora isso, se a coordenação não for competente, o stress que você terá acabará por te atrapalhar MUITO!
Ademais, se dedique para a faculdade. Não é tão dificil e são 5 anos de estudo, nos quais você poderá fazer uma ótima base. 
Quanto aos interessados em trabalhar na Receita Federal, o ambiente é muito bom e você pode ir pra praticamente qualquer setor dentro da Delegacia, cada um com as suas particularidades. Pode trabalhar na repressão aduaneira, no centro de atendimento ao contribuinte, setores de cobrança, entre outros. Não tenho certeza, mas acredito que o único que seria mais "restrito" seria o setor de fiscalização, no qual predominam Auditores. Em outros setores, há um misto de servidores do Ministério da Fazenda, Serpro, Auditores e Analistas.
A grande maioria dos servidores são extremamente cordiais e promovem um ótimo ambiente de trabalho. A Receita também promove cursos presenciais para o aperfeiçoamento de tempos em tempos. 
Bem, minha carreira concurseira começou agora. Espero que o relato seja útil para algumas pessoas. Próxima parada: MPF! 
Agradecemos ao Vitor. Foi um prazer publicar seu texto. 

EDUARDO

1 comentários:

  1. Obrigado pela historia!
    Ja prestei concursso...penso em engajar no MF, começando pelo Assistente Tec.Administativo.
    Sucesso.

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