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DEPOIMENTO DE APROVADA - NAYARA BERNARDES CAMPOS - MP/MG, MP/PR e TJ/RS

Olá, pessoal!

Aqui é o Júlio Miranda.

Quando idealizamos o projeto do Diagnóstico Esquematizado, um dos nossos grandes desafios era encontrarmos orientadores engajados, com o perfil adequado aos nossos objetivos. A responsabilidade é grande, pois cooperamos para a concretização do sonho daqueles que acreditam no programa. Não dá para fazer um trabalho "meia-boca"...

Assim, convidamos a Nayara para assumir os Diagnósticos da Magistratura Estadual. Já na primeira semana, com os primeiros feedbacks dos atendimentos dela, ficou bastante claro que acertamos na escolha.

Sem mais delongas, tenho o prazer de apresentar a vocês o depoimento da Nayara Bernardes Campos, minha colega no MP/MG.

Oi amigos concurseiros! É com muita felicidade que venho prestar meu depoimento para o blog Eduardo Gonçalves, com a expectativa de que seja um instrumento de resgate da esperança, para aqueles que a perderam, e de perseverança, para todos aqueles que estão no árduo caminho dos concursos públicos [é um depoimento grande, mas acho que vale a leitura rs].

Vou começar meu relato voltando à época em que entrei na faculdade de Direito. Cursei o ensino superior na Universidade Federal de Juiz de Fora, após a aprovação num dos vestibulares mais difíceis à época. Durante a graduação, fiz estágio voluntário numa das varas cíveis da cidade, e, após, outro estágio voluntário, desta vez no Ministério Público. Comecei, nesse período, a ter maior contato com as atividades do Promotor de Justiça, com as quais me identificava. Posteriormente, passei na prova para estagiar na Advocacia-Geral da União, onde permaneci por 2 anos, saindo apenas em razão da colação de grau.

Durante o curso de Direito, estudava apenas para passar, sem nem ao menos ter ideia de como era o estudo para concursos públicos, apesar de já ter em mente o que queria. Acho importante ressaltar essa ausência de preparação durante a graduação, principalmente porque muitos concurseiros me relatam, preocupados, que não aproveitaram a faculdade para estudar para concursos públicos. Fiquem tranquilos! Existe salvação! Hehe

Após formar, em abril de 2013, tendo em vista o recente estágio na AGU, concurso para o qual a prática antes de formado é considerada, resolvi estudar para prestar tal certame, que estava ‘programado’. Ou seja, eu, sem informação nenhuma do que é uma preparação para concursos de alto nível, achei que poderia estudar em pouco tempo para a AGU, e que conseguiria a aprovação. A intenção era fazer esse ‘concurso-meio’ (falta de noção, a gente vê por aqui! rs), para posteriormente me dedicar aos concursos para Magistratura e Ministério Público.

No entanto, o concurso para AGU não saía. Saiu o concurso para Procurador Federal, o qual prestei e fui reprovada. A frustração foi enorme. Até então, eu não realmente não fazia ideia da realidade dos concursos. Achava, inocentemente, que eu, que sempre fui estudiosa, consegui aprovação numa universidade cujo ingresso era dificílimo e passei na OAB ainda antes de formar, conseguiria obter êxito, bastando que me dedicasse, como sempre me dediquei. Mas o caminho do cargo público sonhado não era simples assim. E ‘engolir’ a reprovação foi difícil.

Nesse momento, comecei a fazer praticamente todos os concursos que abriam: assessor jurídico de Câmara de Vereador, Advogado de Município, Defensoria Pública, etc. Mudava de edital em edital, muito por influência da família, que também não entendia da realidade concurseira, e queria que eu ‘passasse logo pra qualquer coisa’ (vontade da qual eu compartilhava). A pressão psicológica que eu me impunha era enorme, pois, apesar de advogar (um pouco) no escritório da família, minha atenção e tempo eram voltados quase que exclusivamente aos estudos (ou seja, ainda era totalmente dependente dos meus pais, sem me sentir ‘útil’).

Observem que, apesar de dedicar muito aos estudos, não tinha método específico, não tinha planejamento, mudava os estudos a cada edital e a pressão, com o passar do tempo, só aumentava. Só consegui aprovação em concursos de prefeituras pequenas, e, ainda assim, fora das vagas previstas (ou seja, não consegui nada). Já tinham se passado 2 anos, e foi aí que resolvi estudar especificamente para os concursos que eu realmente queria (resolvi desistir de ‘concursos-meio’).

Em 2015, me matriculei num curso específico para Ministério Público e Magistratura estaduais, do LFG. Por seis meses, me dediquei apenas a assistir as videoaulas, fazendo caderno detalhado de todas. Após terminar o curso, no segundo semestre do ano, me inscrevi no MPDFT e MPMS, e adquiri o Edital Esquematizado do Eduardo Gonçalves para o concurso do Distrito Federal. Tendo como base o edital esquematizado, comecei a fazer a revisão dos meus cadernos, complementando-os com doutrina, resolução de questões, lei seca (ainda não lia a legislação seca completa, mas apenas aqueles artigos que caíam nas questões) e jurisprudência. Fazia fichamento com o resumo de tudo isso junto (resumo de verdade rs).

Fiquei por 1 questão nos dois referidos concursos. A frustração pelas reprovações ainda era grande, eu tinha o psicológico muito frágil e ficava muito ansiosa, mas vi que estava no caminho certo. Percebi que, apesar do ‘tempo perdido’, pulando ‘de galho em galho’ nos concursos, eu tinha acertado a minha preparação, com planejamento e, principalmente, foco no concurso-alvo.

Logo em seguida, abriram os editais para o TJRS (2015) e TJRJ. Continuei usando o edital esquematizado para revisar minhas fichas, as quais eu ia complementando com dicas colhidas com a resolução de questões, leitura da lei seca e de súmulas, e estudo de informativos dos Tribunais Superiores (lia o site ‘Dizer o Direito’ aos sábados, fazendo caderno de resumos dos julgados, os quais revisava constantemente).

Na véspera do TJRJ, prova VUNESP, fiz muitas questões da banca, mas me sentia ainda muito despreparada, notadamente porque o último certame teve ponto de corte muito alto e fora cobrada muita letra de lei (e eu ainda não tinha familiaridade). Para piorar, ainda briguei com meu pai e escutei, dele, que eu “nunca seria juíza, pois ninguém quer uma juíza como eu”. Aí eu desabei. Fui fazer a prova extremamente cansada e devastada emocionalmente. Mas fiz, e saí da prova com uma boa impressão, sabendo que tinha sido a minha melhor até então, mesmo não esperando ser aprovada.

E tcharaammmm: FUI APROVADA! A primeira aprovação em primeira fase é inesquecível! É um misto de alegria e ansiedade boa demais! Comecei a fazer curso específico para a segunda fase. Nesse meio tempo, foi a prova objetiva do Tribunal gaúcho. MAIS UMA APROVAÇÃO! Era felicidade demais, mas não podia comemorar muito pois, na semana seguinte, era a prova subjetiva do TJRJ.

Cheguei ao Rio na quinta-feira, com febre, corpo ruim e etc (depois da prova, descobri que era dengue rs), mas me entupia de remédios e estudava. O curso preparatório me ajudou muito, fiz muitos simulados e me sentia preparada. Fui aprovada! :D Passava, então, para a fase de sentenças, a qual foi marcada para meses depois, em razão das olimpíadas que aconteciam no RJ. A prova do TJRS ainda não havia sido marcada.

Foi então que saiu a prova do MPGO, que eu também fui aprovada em primeira fase! Era uma fase muito boa, realmente! Me sentia confiante, preparada e sentia que a aprovação final estava próxima. Fui também aprovada em segunda fase. Faltava, então, somente o psicotécnico e a oral.

A vida estava confusa (MPGO, TJRJ e TJRS, todos simultaneamente), e eu acabava estudando para aquela etapa do concurso que estava mais próxima. Fiz a segunda fase do TJRS, cujo resultado demorou a sair. Nesse meio tempo, fiz a prova de sentenças do Tribunal carioca, e fui reprovada na cível. Foi um baque, um freio depois de tantas aprovações e numa fase em que eu estava nas nuvens. Mas, apesar de perder o TJRJ, eu ainda tinha o consolo de estar na oral do MPGO e o concurso do TJRS ainda estava correndo.

Ao passar para a oral, todos me parabenizavam e tinham minha aprovação como certa. Eram 40 vagas, e 50 candidatos na última fase eliminatória do certame. Nos concursos anteriores, havia um percentual pequeno de reprovação. Isso tudo me levava a acreditar que a aprovação estava muito próxima. Mais do que nunca, abri mão de tudo, estudava de domingo a domingo e condicionava a minha felicidade à posse (que, no meu ver, estava a poucos meses).

Fiz a prova e, apesar de sentir que não tinha ido tão bem, achava que daria certo. Porém, não deu. Reprovei no grupo de penal, processual penal e legislação extravagante. Meu mundo caiu. Afinal, eu estava extremamente cansada, sem vida social, sem viajar, sem dinheiro e... sem aprovação. O choro era inevitável. A dor e a decepção também. Explicar para todos aqueles amigos e familiares, que estavam torcendo, era ainda pior.

Mas não desisti. Percebi que, além de estudar, era preciso que eu amadurecesse, me tornasse ainda mais forte e entendesse que, para chegar à posse, eu teria que conviver com todo tipo de obstáculo, mas que deveria estar firme, sem desistir. Percebi que meu estudo já estava dando resultados e que a aprovação demandava apenas tempo, paciência e resiliência. Não importava o que acontecesse, eu estaria estudando e buscando meu objetivo. Se viessem mais reprovações, eu estaria preparada.

Vi que não adiantava abrir mão de tudo e ficar emocionalmente frágil. Parei de condicionar minha felicidade à posse. Comecei a viver (claro, com moderação e equilíbrio), respeitar os sinais de cansaço do corpo e da mente e compreender que eu precisava ter paciência.

Resolvi fazer a prova para delegado de Goiás, passei na primeira fase e, logo após a segunda, o concurso foi suspenso. Nesse tempo, tinha saído edital para tão sonhado concurso para ingresso no Ministério Público de Minas Gerais. Na mesma época, saiu o MPPR.

Estudei muito focada para o MPMG, tanto que, na semana da prova, de tão ansiosa e cansada, não conseguia mais estudar. Percebi que se eu forçasse, não conseguiria. Larguei tudo e passei a semana descansando. Me revigorei e, no sábado, fiz algumas revisões. Fiz a prova descansada, atenta e focada (apesar de chocada com a famosa ‘teoria da graxa sobre rodas’).

Fui aprovadaaaa!! Logo em seguida, no momento em que eu menos queria, fui convocada para a prova de sentenças do Rio Grande do Sul. Parei tudo para revisar meus materiais de sentenças. Fui fazer a prova desgostosa, achando que não ia adiantar nada, que não consegui me preparar direito e acabei perdendo tempo para estudar para a primeira fase do MPPR, que era na semana seguinte.

Novamente, veio a aprovação! Passei para a segunda fase do MPPR. Aí me assustei: a prova do MPMG era sábado e domingo (o dia inteiro). Na segunda começava a prova do MPPR, até na sexta. Comecei a estudar as matérias comuns dos dois concursos, separando pequena parte do tempo para estudar especificamente algumas matérias que exigiam maior atenção em cada um. E fui. E fui aprovada nas duas!!!!! Era muita felicidade, principalmente para quem, já escolada com as reprovações anteriores, não estava esperando tanta benção.

Um detalhe importante: na semana da segunda fase do MPPR, saiu o resultado das sentenças do TJRS. Na época da prova, eu tinha certeza que seria reprovada em civil e aprovada em penal. Mas foi exatamente o contrário. Sabendo que minha sentença criminal estava boa, pedi a uma amiga que fizesse o recurso (pois eu estava em prova no Paraná). Meu recurso foi aceito!

Nesse momento, eu percebi o quão feliz eu era: tinha a oportunidade de fazer 3 PROVAS ORAIS, nos concursos mais disputados do país! Mas, dessa vez, mesmo sabendo que dificilmente reprovaria em 3 provas, mantive o pé no chão, estava ciente que eu precisava me manter equilibrada e serena para conseguir compatibilizar o estudo para as provas, que aconteceram num intervalo de 10 dias (16, 18 e 26 de outubro).

Costumava falar para os amigos que eu estava ‘vivendo loucamente, um dia de cada vez’. Eram muitas viagens (psicotécnico e entrevista social em 3 estados diferentes), além dos exames médicos e preparação de documentos. Isso tudo sem contar que eu precisava manter os estudos! Diante do cenário, não me cobrava horas a fio estudando. Estudava quando dava, nos intervalos das viagens, mas me dedicava em manter-me calma, descansada e consciente.

Fui a primeira candidata na prova oral do MPPR. No mesmo dia, fui para Porto Alegre. Na terça-feira, sorteei meu ponto no TJRS (concursos para a magistratura sorteiam o ponto a ser arguido no dia anterior à prova). Estudei aquele ponto dentro do hotel, incessantemente (havia matérias como recuperação extrajudicial de bancos). Fiz a prova do TJRS na quarta e, na quinta, voei para Belo Horizonte. Chegando em Confins... JÁ ERA APROVADA PARA JUÍZA NO RIO GRANDE DO SUL!!!!!!

Era muitoooo boom!!! Uma felicidade sem tamanho! Já fui ligando para a família para dar a tão sonhada notícia. Mas não queria que isso se espalhasse, afinal, ainda tinha a prova mais desejada: o MPMG, na semana seguinte. Fiquei 1 semana em hotel, estudando especificamente para o Parquet mineiro. Na semana deste, mais uma notícia: APROVADA NO MPPR!!!!!!

Aí já não tinha como melhorar (mentira, tinha sim! rs). De novo, não espalhei a notícia, para não desfocar do MPMG. Na quinta à tarde, foi 1h45min de prova oral. Durante a preparação, estava ansiosíssima, mas, por obvio, chegar na prova já aprovada em dois grandes concursos, é um alívio imenso. Foi minha arguição mais tranquila.

Aí sim, contei para todos: amigos e família. Todos comemorando minhas duas aprovações! E tudo o que eu passei, todo sofrimento, toda a angústia e frustrações, de repente, valeram a pena! E mais: minha posse no TJRS já estava marcada para 09 de novembro! Foi uma loucura!

Alguns dias depois, OUTRA APROVAÇÃO!!!! Dessa vez, naquela instituição que me inspirava desde a época do estágio voluntário. Eu era tri! Eu poderia “pedir música no Fantástico”! rs

E, logo em seguida, fui de mala e cuia para o Rio Grande do Sul, fiz o curso de formação, conheci pessoas maravilhosas, tive experiências fantásticas, amadureci, e resolvi, não sem dor no coração, pedir exoneração para voltar para meu Estado natal e para a instituição que era meu objetivo final.

Por mais que, à época da reprovação no MPGO, uma das fases mais difíceis da minha vida, fosse impossível entender tudo o que tinha acontecido, hoje, depois de tantas felicidades, percebi que tudo vem no seu tempo. As aprovações vieram no momento certo, quando eu estava realmente preparada para a exercer os cargos. E, depois de tudo, eu só tenho a agradecer a Deus por cada etapa vivenciada, cada desafio superado e cada vitória proporcionada.

Essa é a minha história como concurseira. Mas, além de ser uma “história de sucesso”, gostaria que vocês, leitores, a vissem como uma história de frustração superada, de aquisição de paciência, de advento de maturidade. Nada é tão difícil que não possa ser superado pela nossa força de vontade. Em tudo na nossa vida é necessário equilíbrio. E paciência, sempre. Essas são as mensagens que gostaria de passar para todos que estão se preparando para concursos. Fé, perseverança, resiliência, equilíbrio e... sucesso!

Em 08/04/2018.

20 comentários:

  1. Depoimento maravilhoso! Obrigada por compartilhar conosco sua história. Estava precisando muito. Que Deus continue te abençoando!

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  2. Que história!! Obrigada por compartilhar!

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  3. Obrigado por compartilhar sua inspiradora trajetória!

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  4. Muito bom o depoimento. Estou na caminhada.

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  5. História linda, parabéns ������

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  6. Fantástico! Que Deus ilumine sua caminhada!

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  7. Parabéns. Meu sonho tbm é o MPMG. Sucesso!

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  8. Nayara, obrigada por compartilhar sua trajetória conosco! Você é uma grande inspiração.

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  9. Nayara, parabéns pela sua trajetória!
    Todos os depoimentos postados aqui são legais. Porém, o seu fez muito sentido para para mim.
    Estava precisando de algo assim. Obrigado!!!

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  10. Eu me sinto muito confortado lendo histórias assim. Já amarguei reprovações e ainda continuo na luta.Tenho esperança que logo chegará meu dia e testemunharei aqui no site do Edu minha aprovação.

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  11. Obrigada por compartilhar!!

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  12. Marcelo Rodrigues12 de abril de 2018 20:49

    Muito obrigado !!!!

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  13. Maravilhoso e inspirador! Gratidão!

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  14. Maravilhoso e inspirador! Gratidão!

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  15. Parabéns! Me emocionei! Estou na luta e digerindo uma frustração, mas vou em frente!!

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  16. Faz um outro depoimento contando quais bibliografias utilizou e como era sua rotina de estudos!!!!

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