Oi meus amigos, tudo bem?
Vejo muitos alunos usando IA nos estudos indiscriminadamente, e isso pode custar caro ao final.
IA é ótimo, mas para concursos, onde a memorização humana é o grande diferencial, não pode ser usada para tudo e nem vai ser a fórmula mágica que vai te dar a aprovação.
Onde ter mais cuidado:
1- A IA é ótima para elaborar resumos, mas ela comprovadamente inventada dados ou jurisprudência em certos casos, então é bom ter cuidado.
O que eu sugiro: hoje os principais cursos do país já têm apostilas bem completas, então acredito que usar IA para resumo não é o melhor. Eu usaria material consolidado de cursinho como regra, acho bem melhor que correr o risco de usar IA.
2- Muitos alunos usam IA para elaborar questões para treino.
Isso para mim também não é o melhor, pois temos o banco de questões das próprias Bancas que ao final e ao cabo mostrarão para o aluno o perfil daquela instituição. Muito melhor usar as questões do CEBRASPE para prova CEBRASPE do que pedir para IA gerar questões aleatórias e que não refletem, muitas vezes, o perfil dessa instituição (e muitas vezes com gabarito errado).
Onde eu acho legal usar IA:
Especialmente para treino de segunda fase, correção de dissertação, ajuda na melhora na escrita - ela te elabora questão e ajuda no feedback, isso sim é valioso.
Onde eu acho que não ajuda:
No acúmulo de material, em se tornar acumulador e sempre ter mais e mais material produzido sem revisão humana.
Olá meus amigos, tudo bem?
Tema importante e que merece reflexão séria: o uso da inteligência artificial nos estudos para concursos públicos.
Vejo muitos alunos utilizando IA de forma indiscriminada, como se ela fosse uma solução automática para aprovação. E aqui vai um alerta importante: isso pode custar caro ao final da preparação.
A inteligência artificial é uma ferramenta extremamente útil. Não tenho dúvida disso. O problema é transformar a ferramenta no centro da preparação.
Concurso público, especialmente concurso de alto nível, continua exigindo aquilo que sempre exigiu: repetição, memorização, leitura ativa, revisão e construção de raciocínio jurídico próprio.
IA não substitui isso.
E mais: o diferencial em provas difíceis continua sendo memória humana associada à capacidade de argumentação.
Vejo muitos alunos usando IA para elaborar resumos. Pode ajudar? Sim.
Mas existe um problema relevante: a IA frequentemente inventa dados, cria jurisprudência inexistente ou simplifica temas complexos de forma errada. Quem já estudou profundamente percebe isso com facilidade. O iniciante, muitas vezes, não percebe.
Por isso, sinceramente, não acho que a IA seja o melhor caminho para elaboração de material-base.
Hoje os principais cursos do país possuem apostilas muito completas, produzidas por professores especializados e revisadas humanamente. Para estudo teórico, continuo achando muito mais seguro trabalhar com material consolidado e que estão no mercado há anos.
A bem da verdade é que o material base dos últimos 15 anos é o mesmo e isso já fez milhares de juízes, promotores e demais aprovados. A base está aí há pelo menos 15 anos e tem dado certo. Eu sempre digo, ninguém reinventa a roda do dia para o outro tornando errado ou ineficiente o que deu certo para milhares de pessoas na última década.
Outro ponto: alunos usando IA para criar questões.
Aqui, para mim, o problema é ainda maior.
Concurso não é apenas conteúdo. Concurso é perfil de banca.
A forma como o CEBRASPE cobra é diferente da FGV. Que é diferente da FCC. Que é diferente de uma banca própria de MP.
Quando o aluno abandona o banco real de questões para treinar em questões artificiais produzidas por IA, ele perde contato com o padrão da banca que efetivamente irá julgá-lo.
E mais: muitas dessas questões vêm com gabarito errado ou fundamentação frágil.
Sinceramente, acho muito mais eficiente resolver questões reais da instituição que aplicará sua prova.
Agora, onde eu realmente vejo valor na IA?
Especialmente em treino de segunda fase.
A IA consegue ajudar bastante em:
Nesse ponto, acho uma ferramenta extremamente útil.
Também pode ajudar o aluno a identificar problemas de clareza, repetição e estrutura argumentativa.
Onde eu acho que a IA menos ajuda é no acúmulo excessivo de material.
Vejo alunos produzindo:
e revisando cada vez menos.
O aluno vira acumulador de material e perde aquilo que realmente aprova: revisão, consolidação, revisão, memorização.
No final, a aprovação continua vindo de uma lógica relativamente simples:
IA pode auxiliar nesse caminho.
Mas não substitui estudo sério focado e memorização, consolidação do conhecimento e conseguir colocar isso em prova.
Certo meus amigos?
Em tempo: esse texto foi escrito com o auxílio de IA, mas eu dei a ele todos os caminhos do que eu acredito, do que acho que funciona e do que acho que não funciona, do que eu usei e do que os leitores do blog usaram com sucesso. Todo o caminho e experiência foi dado com o conhecimento humano acumulado para a IA escrever e ainda sim para eu revisar (e tive que mudar muita coisa).
Em tempo, aqui está a bibliografia que o blog indica para concursos.
Eduardo, em 09/05/2026
No instagram @eduardorgoncalves
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