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DEPOIMENTO DE APROVADO - JOÃO PEDRO ANTUNES LIMA

Olá meus amigos do site,

Hoje trago um depoimento muito especial, o do João Pedro. Um dos verdadeiros amigos que fiz durante a jornada dos concursos. João foi aprovado na AGU, PGM-Salvador e será em breve na PFN (falta apenas a prova oral). Além disso, João está nos ajudando no site com postagens para Procuradorias toda sexta. 

Um depoimento muito especial e que muito ensina a todos sobre a preparação correta para concursos. Não deixem de ler. 

Antes do depoimento, trago uma frase do Diego Hypolito: "Olha, são muitos momentos que passei para chegar até aqui. Não tenho palavras, não imaginei que estaria aqui. Não consigo explicar o quanto estou feliz. Povo brasileiro, se eu consegui, todos podem conseguir. Não desistam dos seus sonhos. A primeira, quando era favorito para ficar com uma medalha, caí de bunda. Na segunda, caí de cara. Aqui, caí de pé"

O espírito é esse. As reprovações fazem parte da caminhada. O concurseiro cai de bunda, cai de cara, mas um dia cai em pé! NUNCA DESISTAM DOS SEUS SONHOS. 

Vamos agora ao Depoimento do João: 
Olá, pessoal! Meu nome é João Pedro Antunes Lima da Fonseca Carvalho (é grande, eu sei, haha), tenho 25 anos, sou advogado e concurseiro, moro em Recife/PE e, com muita alegria, fui recentemente aprovado no concurso da AGU (ainda sairá a colocação final) e da PGM-Salvador (27º lugar), além de estar esperando a prova oral da PFN. A convite do Edu, venho dar este depoimento para passar a vocês um pouco da minha trajetória até estas aprovações.
Eu começo o depoimento dizendo não sou mais inteligente que ninguém nem tenho mais facilidade. Isso não existe, pessoal! As únicas coisas que diferenciam quem já passou para quem ainda está estudando são o tempo de estudo e/ou a determinação. Determinação principalmente.
Dito isso, tudo começou no final da faculdade (segundo semestre de 2013), quando eu efetivamente decidi que queria fazer concurso para a advocacia pública – com uma predileção para as carreiras da AGU. Nesta época, no término da faculdade, prestei logo o exame da OAB e decidi deixar o estágio no MPF para me dedicar aos estudos de concurso. Como não tive dificuldade com a OAB, achei que seria “fácil” a vida de concurseiro (grande engano!) e comecei a me dedicar para a prova de Procurador Federal/2013 na qual não obtive êxito, pois ainda estava muito “verde” nos estudos, ainda não tinha a manha do quê e como estudar para provas de alto rendimento. De toda forma, foi uma experiência valiosíssima para mim, pois pude perceber – ainda no final da faculdade – que não era nada impossível, bastava ter dedicação e força de vontade.
Em fevereiro de 2014, após as festividades e comemorações da formatura, comecei efetivamente a me dedicar aos concurso da advocacia pública e, com o apoio incondicional dos meus pais, virei realmente concurseiro. Passei a estudar em tempo integral e me matriculei num curso telepresencial específico para concursos. Com um leve “peso na consciência”, resolvi fazer também uma pós graduação em Direito Administrativo na UFPE para pelo menos ter algo a mais além dos concursos. E foi aqui que comecei a perceber como a rotina é, ao mesmo tempo, inimiga e aliada dos concurseiros. Inimiga por que esta rotina é totalmente desgastante, cansativa e cheia de incertezas; por outro lado, é uma forte aliada para nossa aprovação, pois é com ela que se adquire o conhecimento necessário para passar. Sem essa rotina não há vitória ou, no mínimo, será mais difícil.
Pois bem, no segundo semestre de 2014 saiu o edital da PGE/RN e resolvi me dedicar para esta prova. Neste meio tempo, ainda advoguei para uma empresa perante a Justiça do Trabalho, porém percebi que aquilo não ia me levar muito longe e renunciei a oportunidade para focar apenas no concurso. Não foi uma decisão fácil, já que eu passaria a depender financeiramente dos meus pais, mas, sem dúvida, foi uma decisão acertada. Passada a prova, apesar do grande esforço, fiquei na objetiva por causa de 2 questões (acho que fiz 73). Na época, fiquei bastante triste e repensei os concursos, mas no fundo eu sabia que aquilo mostrava que eu estava no caminho certo, pois ainda não contava nem com 1 ano de estudos e já tinha “batido na trave” numa prova de alto nível, disputada por pessoas que já eram PFN, AGU, PGM etc. Abstraí a derrota, segui em frente nos estudos e tive a LIÇÃO 1 dos concursos: tem que ler a lei seca! Até esta prova, eu priorizava muito o estudo de manuais, obras doutrinárias e quase nada de lei seca e este foi um dos calos na minha prova objetiva.
Após a primeira derrota, o rendimento do estudo caiu um pouco, mas o diferencial aqui foi seguir em frente com a certeza do que eu queria. Para minha sorte, menos de um mês após o fracasso, em janeiro de 2015 saiu o edital da PGE/PR, o que era uma nova oportunidade para mim. Novamente, resolvi me dedicar ao concurso e fui encarar esta prova no sul do país. Esta prova foi o divisor de águas na minha vida de estudos. Após a fase objetiva, conferindo o gabarito, os rankings da internet indicavam que eu estava na 2ª fase, o que me encheu de ânimo e vontade de estudar para as próximas etapas. Contratei curso, montei horário, enfim, realmente me doei para a PGE/PR certo que de que meu nome estaria na lista de aprovados na fase objetiva. Todavia, para minha surpresa, quando saiu o resultado eu não fui aprovado, novamente, por causa de uma questão. Isso mesmo! Fiz 74 e a nota mínima foi 75, em razão da cláusula de barreira do concurso. Aqui eu realmente senti a derrota: chorei, pensei em desistir, achei que não era capaz etc. Mesmo diante de tamanha frustração, tive forças e continuei estudando, principalmente acreditando que em breve sairiam os editais de AGU/PFN. Desta segunda derrota tive as LIÇÕES 2 dos concursos: tem que ler jurisprudência/súmulas! Costumo dizer que foi uma súmula vinculante que me tirou desta prova. Esta prova foi o diferencial na minha preparação por que foi justamente por não desistir e continuar estudando que eu cheguei bem na AGU/PFN/PGM-Salvador. No mesmo período, ainda tive que lidar com a perda do meu avô, momento que foi muito difícil.
Como eu estava beeem para baixo, mas sabia que queria continuar até alcançar a minha meta, resolvi contratar um “coach” a fim de reparar possíveis falhas na minha preparação e eis que dei a sorte de encontrar o famoso Eduardo Gonçalves que sempre foi super prestativo, sincero e comprometido comigo. Depois de falar com Edu, foquei integralmente na PFN (cargo que sempre tinha desejado), já ciente que o edital estava prestes a sair. Em julho de 2015, saem os editais da PFN e AGU e passo a me dedicar integralmente a estas provas! Era de domingo a domingo que eu estudava. Neste período, certo do que eu queria, as renúncias foram imensas! Por exemplo, no dia dos pais eu fiquei em casa estudando enquanto minha família viajou. Cada um sabe o tamanho das suas renúncias, mas elas são – em algum momento – necessárias para chegar à aprovação.
Para minha felicidade, consegui aprovação nas primeiras fases com excelentes notas tanto na PFN (fiquei em 18º) quanto na AGU (fiquei em 20º). Pouco tempo depois ainda saiu o edital da PGM-Salvador e também obtive aprovação boa na primeira fase. A partir daqui, com ânimo renovado e aquela sensação do “agora vai” me debrucei por completo no estudo para as provas subjetivas (2ª fase) destes concursos. Neste período (entre novembro/2015 e janeiro/2016) eu só fazia estudar e treinar, treinar e treinar provas de segunda fase. As renúncias aqui chegaram ao limite máximo, pois nem a festa de família eu comparecia (tinha gente que nem me chamava mais hahaha). Estudei no natal e no ano novo, com uma folga do dia 1 de janeiro, por que também ninguém é de ferro. Fiz a primeira subjetiva em dezembro/2015 na PGM-Salvador. Foi um dia inteiro de prova com um intervalo rápido para almoço. Na volta, estudos a todo vapor para a AGU que ocorreu no início de janeiro e, depois, para a PFN que foi no final de janeiro.
Saí de todas com a sensação de dever cumprido, mas na da AGU eu vivenciei o drama da anulação da 2ª fase. Isso por que na aplicação da prova em Recife/PE faltou energia e o prédio não tinha gerador. Ficamos por mais de 4 horas esperando a energia retornar, o que apenas aconteceu quando o resto do Brasil já estava terminando a prova. Neste dia, fiz prova das 18h às 23h, sendo que no outro dia havia prova nos dois turnos! Enfim, foi horrível! E, após longa espera, veio a efetiva anulação da prova subjetiva e reaplicação da 2ª fase.
Entre as duas 2ª fases da AGU, vieram os resultados positivos da PGM-Salvador (aprovação definitiva) e da PFN (faltava a oral), tendo ficado bem classificado nas duas. Aí aqui veio outro drama: como conciliar os estudos para a oral da PFN e subjetiva da AGU?! Para minha sorte, o destino ajudou e a oral da PFN foi sucessivamente adiada (até hoje eu ainda não fiz), razão por que me dediquei totalmente para a prova da AGU. Após reaplicação da prova, senti novamente que estava na briga e já comecei a preparação para a oral da AGU que estava prevista para menos de 2 meses. O resultado definitivo da subjetiva me encheu de alegria novamente, dando uma nova força para estudar para a prova oral e encarar este último desafio.
A prova oral é um capítulo a parte em qualquer concurso, pois envolve muita tensão, até por que a gente já está bem perto da realização do sonho. No meu caso, para acalmar os nervos, passei a treinar semanalmente com amigas de concurso – que me ensinaram bastante, diga-se – e conciliar as revisões do meu material. Fiz também um curso específico, porém afirmo que o diferencial da prova oral é realmente o treino com os amigos e o controle emocional. No dia prova, encarei de forma leve (apesar do nervosismo) e coloquei na cabeça que aquele era meu momento. Eis que no dia 18/07/2016 finalmente veio o momento que eu tanto aguardava e me vi aprovado para o cargo de Advogado da União, com nota 90 na prova oral!
Neste momento, meus amigos, eu senti que tudo, TUDO valeu a pena para eu chegar onde eu cheguei. Todas as renúncias, horas de lazer, enfim, tudo pareceu pequeno quando vi meu nome na lista de aprovados para o concurso que deseja e, ainda mais, quando vi a felicidade de meus pais, da namorada e dos amigos que sempre me compreenderam.

Portanto, eu digo a vocês: é possível! Basta acreditar no seu potencial e se dedicar, ao máximo, nos estudos para atingir o seu objetivo. Repito o que disse no início: não existe ninguém mais inteligente ou com maior facilidade! Existe apenas a determinação para ir atrás do que se sonha e a capacidade de superar as frustrações que podem ocorrer nesta caminhada. Tenham determinação e força de vontade e a aprovação de vocês será certa!

Por fim, o parabéns ao João e que escolha, de acordo com suas vocações, a carreira que vai seguir, pois mostrou estar apto a qualquer carreira jurídica do país. A AGU ganha muito com sua chegada!

Eduardo, em 14/08/2016

8 comentários:

  1. Edu, você tem previsão pra nova turma de coach? nunca consigo. :(

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  2. Parei com o coaching há quase um ano. Desculpe não poder ajudar. ATT

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  3. Nunca deixem de trazer depoimentos! Gosto muito, leio sempre !

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  4. Ei Eduardo!

    Primeiramente, gostaria de agradecer pela sua colaboração! Ela é extremamente valiosa! Acesso diariamente o seu blog e acho que é o melhor portal de conteúdo para os concurseiros especialmente aqueles que, assim como eu, estão focados e advocacia pública federal.

    Mas então, gostaria de sugerir que você nos desse dicas de como estudar lei seca! É uma dificuldade grande que tenho! Faço estudo de doutrina e informativos, mas sinto que, por me faltar um método, a lei seca fica sempre relegada a segundo plano.

    É isso! Desde já obrigada por tudo!

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  5. é o melhor blog do Brasil! Excelentes depoimentos e dicas! Gratidão imensa!

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  6. Muito motivador! Encontrei muitas semelhanças com minha história nesse depoimento! Tenho 24 anos e em 2015, no último semestre do curso, também sai do estágio no MPF para me dedicar à OAB e monografia. Ainda em 2015, fiz o concurso da AGU (advogado da união) e também reprovei na objetiva, mas vi que se continuasse estudando podeira passar. No início de 2016, comecei minha dedicação exclusiva para concurso. Agora, há um mês atrás, fiz a prova da PGE/MA, e também por duas questões não atingi a nota de corte, fiz 71, o corte foi 73. Se tudo continuar parecido, ano que vem eu passo, também com 25 anos. Espero que a história continue semelhante! hehe

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  7. Depoimento bastante motivador! Achei algumas semelhanças com minha história. Tenho 24 anos, e em 2015, no último semestre da faculdade, decidi sair do estágio no MPF para me dedicar à OAB e monografia. Também não tive dificuldades com a OAB e decidi prestar o concurso de Advogado da União ainda em 2015, não obtive êxito na objetva, mas percebi que se me dedicasse teria condições de ser aprovado. Então, agora em 2016, iniciei minha dedicação exclusiva para concursos e há um mês prestei o concurso da PGE/MA e também não consegui aprovação na prova objetiva por duas questões, fiz 71 e o corte foi 73. Espero que a história continue parecida e ano que vem eu consiga a aprovação, também com 25 anos. hehe

    Grande Abraço!

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