Dicas diárias de aprovados.

Depoimento de aprovado - Eric Bortoletto Fontes - Aprovado no MPPR e no TJPR

Olá amigos tudo bem?


Dia especial para o blog, pois postamos depoimento de aprovado. Sempre que um leitor consegue a aprovação fico muito feliz e é, de fato, um dia a se comemorar muito. 


Hoje, mais especial ainda, porque é o depoimento do Eric Bortoletto Fontes, meu "calouro" de faculdade. Eric ingressou na UENP logo que eu saí. 


Agora, poucos anos depois de formado, duas aprovações: MPPR e TJPR. 


Ao Eric, parabéns pelas conquistas, e sucesso no MPPR (que tenho certeza será a carreira escolhida rs). Que seja muito feliz pelas Comarcas do Paraná! 


Vamos ao texto. 


Olá, pessoal!

Hoje tenho a imensa honra de compartilhar um pouco da minha trajetória com vocês. Ao ser aprovado, entrei em contato com o Eduardo Gonçalves para agradecê-lo e ele me fez esse gentil convite.

Cursei Direito na mesma Universidade que ele e, desde que resolvi estudar para concurso, o seu blog sempre se fez presente na minha preparação. Em especial, sempre gostei de ler os relatos dos aprovados. E não é que chegou a minha vez?!

Além dos belíssimos exemplos de superação, resiliência e garra, buscava extrair de cada depoimento dicas e métodos para adaptá-los à minha realidade e hoje espero, com o meu relato, contribuir de alguma forma.

Então, vamos lá...

Meu nome é Eric Bortoletto Fontes, tenho 27 anos e fui aprovado nos concursos do Ministério Público e da Magistratura, ambos do Estado do Paraná. 

Além desses certames, estou na fase oral da magistratura do Estado de Goiás e aguardo o resultado das sentenças do TJSP. Também fui aprovado na primeira fase da DPE-PR, mas acabei não fazendo a segunda fase.

Antes disso, porém, me graduei em Direito na Universidade Estadual do Norte do Paraná, tendo colado grau no início de 2018. No final do curso, decidi prestar concurso para Magistratura Estadual, e, de início, optei por comprar um cursinho     anual de vídeoaulas (G7 jurídico) e, paralelamente, para obter a prática jurídica, comecei a advogar.

Registro que, em razão do concurso do MP/Magistratura exigirem os três anos de prática jurídica, eu, inicialmente, não tinha “pressa” em me tornar “competitivo”. O intuito do cursinho era suprir as deficiências da graduação e, de certo modo, formar uma boa base. 

Já adianto, porém, que, fosse o objetivo prestar concursos de imediato ou em um curto prazo, teria agido diferente. Isso porque, mesmo após terminar o cursinho, quando fazia questões e simulados ia mal.

Além disso, no início dos estudos é normal que ainda não saibamos como e o que estudar, ou ainda, qual o melhor método para aprendermos. Tenho a impressão de que esse aprendizado leva tempo. Não tem jeito. É somente estudando e fazendo provas que “pegamos as manhas”.

Eu, por exemplo, demorei para entender que o meu jeito de estudar/aprender era lendo “em voz alta”. Ainda, releguei, por muito tempo, o estudo da lei seca e a feitura de questões. 

Fato é que, com o passar do tempo, entre erros e acertos, fui acertando o (p)rumo.

No ano seguinte, em razão de ter me mudado para Curitiba, resolvi fazer Escola da Magistratura. Assim, ao longo de 2019, fiz o curso de pós-graduação em Direito Aplicado na EMAP, com aulas todos os dias, pela manhã. De forma complementar, optei por ler um livro de cada matéria (“de capa a capa”), tendo pesquisado indicações dos mais indicados para cada disciplina em sites, no edital esquematizado do Eduardo e em depoimentos de aprovados. Comprei um por matéria. Minha meta, portanto, era concluir a pós e ler integralmente os livros.

Durante a pós, deixei a advocacia e comecei a assessorar no Tribunal de Justiça do Paraná, cargo que ocupei até próximo à prova oral. 

Assim, passei a trabalhar diariamente, das 12 às 19 horas e, por incrível que pareça, diferentemente do que eu imaginava até então, ter uma rotina de trabalho melhorou o meu desempenho e rotina de estudos.

Vale dizer, quando iniciei os estudos, acreditava que ter o privilégio de “só estudar” facilitaria minha preparação. Porém, conquanto tenha os seus inegáveis benefícios, no meu caso, eu percebi que, quanto mais tempo eu tinha, mais tempo eu perdia.

Logo, quando eu “perdi” as minhas tardes de estudo, comecei a dar valor para uma manhã bem gasta. Aliás, não só para as manhãs. No geral, comecei a valorizar mais o meu tempo e aproveitar os períodos livres que eu tinha, fosse uma hora, fossem quinze minutinhos. Então, a partir disso, compartilho com vocês uma primeira “lição”: valorizem o seu tempo

No meu caso, antes de iniciar os estudos, eu “escondia” meu celular (tirava ele do meu campo de visão), tomava meu café, pegava um copo da água e “esquecia do mundo”. Ainda, outro fator que incentivou a estudar com mais afinco, foi a compreensão (ou o “incômodo”) de que, ao não me entregar a um estudo de qualidade, eu estava “perdendo o meu tempo”.

Me lembro de estar trancado no meu quarto algumas vezes, estudando, e ouvir meus pais assistindo filmes, dando risadas. Ou, ainda, de ver meus amigos viajando ou em festas. Nestes momentos, eu pensava: “vou continuar aqui, estudando, mas, vou dar o meu melhor”.

Faço, porém, um gancho para esclarecer que, mesmo com as abstenções naturais que a jornada exige, eu NUNCA deixei de ter uma “vida social”. Inclusive, do contrário, creio que eu não teria passado em concurso algum.

O fato é que, nos períodos em que separei para estudar, eu, efetivamente, estudava. Buscava não perder tempo com desorganização, Instagram, procrastinação, etc.

E, com isso, avanço no relato para chegar no ponto que reputo “principal”.

Antes, porém, para contextualizar, voltando à linha do tempo, estamos no final de 2019, momento em que concluo a EMAP, bem como a leitura dos livros. 

No entanto, ao fazer provas e simulados, ainda tinha um baixo desempenho. No concurso da magistratura do Paraná de 2018, por exemplo, eu não cheguei aos 60 pontos.

Foi, então, que eu resolvi fazer uma autocrítica. Precisava rever o meu método de estudo. Pensava não ser possível que após fazer um ano de cursinho, um ano de escola da magistratura e de ter lido “todos os livros” de capa a capa, ficasse longe do corte nos concursos e fosse mal nos simulados.

Percebi que o problema não era, propriamente, falta de estudo ou de dedicação, mas sim o modo que eu estava estudando e, principalmente, o que eu estava estudando. 

Isso porque, embora soubesse dos “quatro pilares da aprovação” (doutrina, lei seca, jurisprudência e questões), eu estava me dedicando quase que integralmente à doutrina, muitas vezes lendo livros (ou capítulos) que sequer eram interessantes para o concurso que almejava. 

Deste modo, voltei a ler relatos de aprovados, conversar com amigos, fazer provas, etc., e cheguei à conclusão, óbvia, que precisava começar a ler a lei seca e fazer questões.

Portanto, entendi que não bastava simplesmente abrir um livro e estudar, era preciso método e organização. Embora clichê, absorvi a ideia de que deveria “gastar mais tempo afiando o machado do que cortando a árvore”. 

Precisava começar a ler a lei seca. Mas como? Onde? Com que frequência? De forma sequencial ou artigos selecionados? Como selecionar os artigos? Precisava estudar jurisprudência, mas ler informativos do site do STJ/STF ou ler informativos comentados do DOD? Lê-los integralmente ou de forma resumida? Precisava fazer questões: QC ou Revisaço? Todo dia? Quantas?

Dúvidas frequentes. Creio que não só minhas.

E as respostas para esses questionamentos não foram obtidas da noite para o dia. Aliás, não existe, propriamente, uma resposta correta para essas indagações. Existe aquilo que se adequa à sua realidade e que gera resultados.

Abaixo contarei o que, de fato, deu certo pra mim. Fato é que ler doutrina de forma desorganizada, não ler a lei seca e não fazer questões não havia gerado bons resultados (ao menos para fins de primeira fase). 

Por isso, penso que devemos sempre nos questionar se o nosso esforço está sendo “recompensado”, se o nosso estudo está evoluindo.

Acredito que não devemos ser afoitos a ponto de mudar a todo tempo de método, mas também não devemos insistir em uma organização fadada ao fracasso (leia-se, insistir no erro). Portanto, devemos acreditar no método que elegemos enquanto ele estiver dando bons resultados. E o bom resultado para quem estuda pra concurso é acertar questões, evoluir nos simulados, passar em primeiras fases.

Consigno, ainda, quanto aos resultados almejados, que não podemos lutar contra as “regras do jogo”. Vale dizer, eu sabia que na primeira fase havia uma cobrança preponderante de lei seca e, por óbvio, também tinha ciência de que no dia da prova eu iria responder questões, muitas delas repetidas ou semelhantes às já feitas anteriormente pela Banca Examinadora. Porém, ainda assim, durante dois anos, não me dediquei suficientemente à lei seca e fiz pouquíssimas questões, o que, hoje, considero um erro. 

Posto isso, eu precisava achar resposta a essas e outras perguntas para me tornar competitivo e começar a passar em concursos e somente as obtive com o passar do tempo, entre erros e acertos.

E quais foram elas?

Em primeiro lugar, penso que o que realmente me permitiu lograr êxito nos concursos foi a organização por meio de um cronograma

Eu notei que perdia muito tempo decidindo aquilo que iria estudar no dia. Ao acordar, me sentava à mesa e me via diante de, pelo menos, doze matérias a serem estudadas. “Hmm.. hoje eu quero ler o que?”. Aí pegava o livro de Processo Penal do Renato Brasileiro, com suas duas mil páginas. E então, “vou estudar qual capítulo de Processo Penal? Continuo o que eu li semana passada? Mas o que eu li semana passada?” (...) “Ah, esse capítulo não porque é muito grande. Aliás, nem tô mais afim de Processo Penal hoje. Vou pra Civil”. Aí surge o volume único do Tartuce e por aí vai.

A solução foi pegar todas as matérias do edital e separá-las ao longo da semana: escolhia duas matérias por dia, uma grande (ex civil) e uma pequena (ex consumidor). Distribuía as disciplinas conforme a minha maior ou menor dificuldade (uma “fácil” com uma “difícil”). Ainda, pensava em outros fatores para otimizar os estudos. Na segunda-feira, por exemplo, para começar a semana, optava por uma matéria que eu gostava para me dar “ânimo de estudar”. Domingo ficava para eventuais pendências e descanso.

Logo, eu não precisava mais acordar e decidir o que ler. Eu já dormia sabendo que, no outro dia, por exemplo, eu teria de ler o capítulo de responsabilidade civil do Tartuce; ler os artigos 924 a 977 do CC; fazer 10 questões e ler o site do buscador do DOD, com o filtro de responsabilidade civil. A partir de então, eu só precisava executar. 

Feita a divisão/organização das disciplinas, eu sabia que eu precisava, em cada uma delas, 1) ler a lei seca; 2) ler a doutrina; 3) fazer questões; e, 4) ler a jurisprudência. Então, dentro do meu cronograma, inclui essas quatro fontes de estudo. 

Com relação à LEI SECA, creio que seja, paradoxalmente, o estudo mais difícil de ser realizado, ao menos de forma profícua. Digo paradoxal, pois, por um lado, é “só ler” os artigos. Mas, ainda assim, é algo complexo e difícil. Eu, particularmente, não tinha vontade de ler. Quando lia, achava chato. Sentia que não aprendia nada.

E o que eu fiz? Bom, eu tentei ler o vade mecum (abrir e lê-lo, simplesmente, sem nenhuma organização), ler o site do planalto, ver vídeo do YouTube, etc. Não deu muito certo. 

Penso que comecei a evoluir quando comprei o plano do legislação destacada e fiz sua leitura integral. Já adianto que, no início, eu não conseguia cumprir a meta diária. Às vezes ficava dois ou três dias numa leitura que era de apenas um dia. O lado bom foi que me obrigou a ler muitos artigos e, por conseguinte, isso me fez acostumar a ter um contato maior com a lei.

Porém, embora ache a proposta excelente, eu não gostava do fato de ter de ler algumas leis ou alguns artigos que não eram objeto de cobrança, isto é, que não fossem interessantes para uma primeira fase de juiz/promotor. 

Assim, pensei que tinha de focar nas principais leis de cada matéria e, em algumas delas, nos seus capítulos ou artigos objetos de maior cobrança. Por exemplo, a LSA tem mais de 200 artigos e ouso dizer que 10% deles são, de fato, interessantes para uma primeira fase.

Para “descobrir” o que era importante dentro do vasto universo legislativo que temos, usei o material do Eduardo Belissario (ele grifa, em um arquivo do word, os artigos que já foram objeto de cobrança nas provas e, a partir disso, é possível dirigir a leitura somente a eles); fiz também minhas próprias questões e fui percebendo o que geralmente era alvo de cobrança e, por fim, desenvolvi (e creio que isso não seja uma particularidade minha, mas dos aprovados em geral) um pouco de intuição ou percepção dos assuntos de predileção das bancas (identificar aquilo que tem “cara de prova”).

Em síntese, separei, por disciplina, quais leis iria ler e dividi uma média de artigos que leria por dia.

Com relação à DOUTRINA, percebi que não fazia sentido ler integralmente os livros. Isso porque existe um núcleo de assuntos/temas que são de “conhecimento obrigatório”, pois, são cobrados em todos os certames. Por exemplo, em Direito Constitucional, fiz um levantamento e vi que sempre caía controle de constitucionalidade, poder constituinte, classificação da constituição, hermenêutica, etc.

Ou seja, com relação à doutrina, fiz um RAIO-X dos assuntos que eram alvo de cobrança em cada matéria. Para tanto, usei alguns livros da juspodivm, usei o sistema de porcentagens do QC, comprei alguns materiais na internet e também fiz meus próprios levantamentos. Ao final, montei uma lista de temas doutrinários que deveriam ser estudados em cada disciplina e os li ao longo do ano. 

Incluí o estudo da JURISPRUDÊNCIA de forma correlata à doutrina. Isto é, ao ler um determinado tema doutrinário, entrava no site do Buscador Dizer o Direito e lia os julgados sobre aquele assunto.

É importante montar um bom método de estudo da jurisprudência (e digo jurisprudência em sentido amplo). Isso pois, a cada dia, novos julgados são publicados. Semanalmente temos uma nova edição de informativos. Além disso, temos as súmulas, os recursos repetitivos, teses de repercussão geral, teses de IRDR’s e de IAC’s, jurisprudência em tese... Enfim, há uma ampla gama de decisões judiciais a serem estudadas e que cada vez mais estão sendo cobradas nos certames. Logo, é importante destinar um período de estudo somente para lidar com ela.

Com relação às QUESTÕES, firmada a premissa da imprescindibilidade de sua realização durante a preparação, passei a fazê-las diariamente. Tinha metas modestas e as respondia diretamente no site do QConcurso, de acordo com a disciplina que estudava no dia. Porém, não fazia questões somente do assunto que eu havia estudado. Escolhia a disciplina e usava como filtro concursos de carreiras jurídicas (MP, Magis, DPE, Procuradoria, Delegado). Em seguida, gastava um tempo significativo lendo os principais comentários.

Percebi que fazer questões é uma excelente forma de aprender novos conteúdos; ver como os assuntos estão sendo cobrados e, principalmente, de revisar os assuntos já estudados. Portanto, FAÇAM QUESTÕES!

No cronograma que montei, eu não instituí um sistema de revisões. Confesso que já tentei seguir aqueles esquemas de revisões pré-definidas (a cada 24 ou 7 dias, etc), mas não deu certo. Então, as revisões ocorriam quando eu fazia as questões, com a leitura dos comentários. Caso, eventualmente, eu sentisse a necessidade de rever algum tema, anotava e o estudava posteriormente (geralmente nos domingos). Não fiz caderno de erros, embora pareça uma boa ferramenta de estudos.

Foi assim, então, que montei o meu cronograma e consegui ser aprovado em todas as primeiras fases que prestei. Creio que sem esse estudo organizado e estratégico não teria conseguido ou, pelo menos, demoraria mais.

Como meu texto já está MUITO comprido, vou encerrando por aqui, destinando este relato, sobretudo, àqueles que estudam para a primeira fase.

Surgindo uma nova oportunidade, volto aqui e lhes conto sobre a segunda fase (do MP e da Magis) e sobre a prova oral.

Qualquer dúvida, estou à disposição, seja nos comentários, e-mail (ericbfontes@gmail.com) ou no instagram (@ericbfontes).

Agradeço uma vez mais o Eduardo pela oportunidade e pelo convite.

Encerro com um poema de Mario Quintana, chamado “Das Utopias”:

“Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas!”

Persistam!

Um abraço.

Eric. 

10 comentários:

  1. É incrível como as histórias se conectam, pois li o texto do Eric e percebi que foi exatamente o que aconteceu comigo. Meus parabéns amigo, e sucesso na tua jornada.

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  2. Que depoimento, bicho! Muito, mas muito inspirador! Deus te abençõe, amigo! Parabéns pelas aprovações e pelo depoimento!

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  3. Que depoimento incrível! Além de inspirador, contém muitas dicas valiosas. Muito obrigada, Dr. Eric.

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  4. Melhor texto que já li nesse blog! Obrigada, Eric!

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  5. Inspirador. Obrigada pelo relato!

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  6. Dicas valiosíssimas!!

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  7. Muito útil. Pode ter a parte 2! Parabéns pelo texto e pelas aprovações!

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  8. A entrevista mais completa de um aprovado que já vi! Obrigada Eric, pela humildade de explanar de forma detalhada seu método de estudos, dicas valorosíssimas. Inspirador demais!! Parabéns pelas aprovações!

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  9. Excelente texto Eric, parabéns e sucesso, seja em qual das carreiras optar. Obrigado pelas dicas valiosas.

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