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DEPOIMENTO DE APROVADO - RUDÁ FIGUEIREDO - PROMOTOR DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA

Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o!

Friedrich Nietzsche

Oi, pessoal!

Meu nome é Rudá Figueiredo e, hoje, sou Promotor de Justiça no estado da Bahia, sendo agraciado pelo 1º no lugar no certame para ingresso na carreira. Além disso, leciono na graduação e em cursos preparatórios para concursos.

Minha trajetória profissional se iniciou em 2007, quando ingressei no bacharelado em Direito da Universidade Federal da Bahia, concluído no início de 2012. Contudo, comecei a estudar para concursos muito mais tarde, em 2017, após advogar por alguns anos e deslindar que, efetivamente, desejava a carreira pública, notadamente, o cargo de membro do Ministério Público.


Há, nesse ponto, um aspecto, para mim, importante. Efetivamente, tive colegas que decidiram fazer concursos desde a graduação e, por isso, dedicaram-se aos estudos voltados às provas desde então. Naturalmente, ao saírem da faculdade, estavam encaminhados no universo das provas. É que a aprovação é o resultado de uma equação cujas variáveis são tempo, esforço e, claro, uma pitada de capacidade. Digo isso para que as pessoas se apercebam não apenas da necessidade da caminhada, como do autoconhecimento e da autocompaixão. Apenas vocês, caros concurseiros e concurseiras, sabem a dor e delícia de ser o que são, entendem suas próprias motivações, realidades e trajetórias. Por isso, são as únicas pessoas que podem, efetivamente, construir os ladrilhos da caminhada pessoal. Por isso não devem se comparar a outros candidatos e candidatas. Por isso precisam ser pacientes com os próprios erros e aceitar a própria falibilidade, esforçando-se, no entanto, a cada dia, para superá-los. Por isso, também, não devem ter medo de mudar a trajetória (ou estratégia), adotar novos caminhos, de acordo com o autoconhecimento, compreendendo, no entanto, que toda escolha tem ônus e bônus.

Deixar a advocacia me fez alterar totalmente o rumo de minha vida e, como todos os leitores deste perfil devem saber, o mundo dos concursos não é fácil. Contudo, lhes digo: valeu a pena pagar o preço pelo meu sonho. Não poderia me sentir mais realizado e essa capacidade de reorganização foi essencial, inclusive, para lidar com os diversos percalços do caminho. Sobre isso, Freud aconselharia: “olhe para dentro, para as suas profundezas, aprenda primeira a se conhecer”. “Torna-te quem tu és”, diria Nietzsche, acrescentando, certamente, “só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fieis a nós mesmos”.

Já havia feito especialização e mestrado no período em que comecei minha trajetória nos concursos. Efetivamente, os estudos feitos ao longo da vida e a experiência ajudaram. Contudo, o universo dos concursos é único e distinto. Então, em diversas frentes dessa batalha, comecei do zero. Precisava estudar diversas matérias com as quais não mantinha contato há muitos anos. Outrossim, a maneira de estudá-las precisava ser absolutamente diferente.

Quanto ao modo de estudar, algumas observações são necessárias, iniciando pela disciplina e a rotina, as quais, efetivamente, afiguraram-se imprescindíveis: a quantidade de assuntos é enorme e, efetivamente, precisamos reter, por tempo considerável, muitas informações. No entanto, com o tempo aprendi que a vida não precisa se encerrar nos estudos (sabe o Natal? Não precisa deixar de comer a ceia para ler a 8.666). Efetivamente, imprescindível seguir a vida, mas com equilíbrio, pois o desafio é grande e, decerto, envolve de disciplina. A rotina não deve se encerrar nos estudos, mas deverá girar em torno deles. Por que isso? É que ao construir sua rotina em torno do seu horário de estudo, você pode dedicar-se a essa atividade, no momento separado para ela, sem pensar em outras obrigações e compromissos. Lamentavelmente, levei um tempo até descobrir isso e, por essa razão, muitas vezes, me autoflagelei por não conseguir prestar atenção, e. g., naqueles dispositivos do SNUC, pois olhava o relógio a cada dez minutos, para verificar se estava no horário de sair para um compromisso. Creio que isso sirva, sobretudo, para quem padece de ansiedade, tem um pensamento muito acelerado e dispersa facilmente.

De fato, cometido rosário de erros: não me entender, não traçar uma estratégia de acordo com meu perfil, me punir pela minha própria falibilidade. Mas com o tempo e, principalmente, com a capacidade de reelaboração, aprendi a lidar melhor com tudo isso, mesmo porque, desistir nunca foi uma opção. Parafraseando Freud: “Fui um homem afortunado; na vida nada me foi fácil”.

Ainda derredor do método, iniciei fazendo leituras dos livros largamente indicados para concursos, com metas de páginas diárias. Não senti, entretanto, progressão, no desempenho em provas, por tal via, mesmo passados alguns meses lendo e fichando as obras, o que foi muito frustrante. Assim, decidi reavaliar minha estratégia, pois, efetivamente, os meus objetivos eram absolutamente indiferentes a mim e a minha necessidade de alcançá-los. A eles eu precisava me adequar e não o contrário. Em verdade, os objetivos, de modo geral, são indiferentes àqueles que os buscam. Eles vivem em nossos sonhos, habitam nossa alma, mas não nos amam. Se você quer alcançá-los, não ache que eles se aproximarão de você. Cabe a você caminhar até eles, quiçá transpor abismos.

Nesse momento, cometi mais um erro de avaliação. A vigência de editais para provas de meu interesse me fez buscar cursos de “reta final”, os quais apontavam o caminho para revisão dos assuntos do edital. Mas eu ainda não estava pronto para apenas revisar. Ademais, como trabalhava e estudava, para revisar todo o assunto até a prova, teria de ler apenas a “lei seca” até ela. O finito tempo por mim detido não me permitiria sequer uma revisão completa. Este método (leitura apenas da lei), para mim, resultou infrutífero. Simplesmente não tenho capacidade de ler a lei com atenção por horas e reter as informações ali presentes. Novo método, novo(s) tombo(s), novos ajustes!

Concluí, então, algumas coisas: (a) precisava de um método que contemplasse, sim, a lei, mas que me fizesse reter as informações ali contidas; (b) precisa reavaliar minha impaciência para chegar à aprovação, sem me preocupar com as provas agendadas naquele momento.

De fato, esse foi um momento chave em minha trajetória, pois percebi que muito da ansiedade com relação aos concursos derivava do rompimento que universo dos certames impunha à ordenação cronológica de minha mente, formada através de anos de educação formal divididos em unidades, bimestres, semestres, provas e férias (mais uma vez, a indiferença dos meus sonhos me aplacando).

Efetivamente, na trajetória dos concursos precisamos estudar o que não gostamos, por tempo indefinido. Não existe mais semestre, unidade ou férias; só há você e uma infinidade de assuntos; angústia pelo edital que não vem ou pela prova que está perto demais. Às vezes, tinha a sensação de que estava no meio de um oceano (de assuntos), cônscio da necessidade de nadar para chegar à terra firme, mas sem saber por quanto tempo precisaria fazê-lo.

Percebi então que precisava ter um calendário meu, que respeitasse meu tempo e minhas necessidades, a partir do qual eu pudesse construir a base para meu sucesso. Decidi então reiniciar a jornada, mas, dessa vez, construindo o mapa para chegar ao ponto almejado, com consciência de meus erros e acertos. Vale citar, que, durante meus estudos, eu trabalhava, exercendo o cargo de assessor da Procuradoria de Justiça Criminal do próprio MP-BA, e lecionava na Faculdade Baiana de Direito. Assim, detinha menos tempo para os estudos e, portanto, concluí que precisava também ter mais paciência com meu rendimento e progressão, traçando metas realistas de atividades diárias, de acordo com minha realidade.

Cheguei, então, ao método a partir do qual tive maior evolução nas provas, logrando, por fim, aprovação, qual seja, seguir o cronograma pré-elaborado de um curso, adaptando-o a minha rotina. O cronograma indicava exatamente os temas e fontes a serem consultados a cada dia, contemplando lei, doutrina, jurisprudência e resolução de questões. Seguindo essa fórmula, não me ocupava mais da angústia de pensar no que ler, quando ler, quanto ler, e focava apenas em ler, pelo período necessário e, principalmente, no tempo que eu detinha! Também assisti aulas, em matérias nas quais tinha maior dificuldade, sempre as inserindo na lógica de meu cronograma (elas substituíam, nesse caso, o livro ou resumo).

Ficaram, da caminhada, algumas lições básicas, que sintetizo em cinco princípios, os quais aplico, hoje, em todas as minhas atividades: (1) conhece-te a ti mesmo; (2) conhece teu desafio; (3) formula sua estratégia cotejando autoconhecimento e sua peleja; (4) tenha autocompaixão: aceita seus defeitos e limitações, inclusive suas necessidades humanas, e não se compare a outras pessoas (cada indivíduo é único, detendo qualidades e realidade próprias); (5) seja indiferente ao tempo.

Tive diversas reprovações, naturalmente, em todo esse caminho, todas demarcando os erros alhures referidos, todas e todos necessários para meu crescimento. De toda sorte, fui chamado para falar de minha trajetória e toda trajetória é inglória. Ordinariamente, silenciosa, até seu ponto culminante. Então se reinventa e, aos olhos dos que a testemunham, no mais das vezes, por erro, fica à vista apenas o cume, restando ao novo caminho, naturalmente, o silêncio. Fico grato, portanto, por colocar luzes, conquanto “de acordo com minha miopia”, sobre parte do trajeto, no afã de, ainda que em soslaio, ajudar na jornada de outros e outras que trilham o caminho dos concursos.

RUDÁ FIGUEIREDO, Sigam no instagram @rudafigueiredo
30/08/2020

3 comentários:

  1. Confesso que dentre vários depoimentos de aprovados, este foi pra mim especial, tocou-me à alma com arrebatadora força. Gratidão por compartilhá-la conosco!

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  2. Que redação! Que trajetória! Parabéns!

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