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O QUE FAZER DIANTE DE QUESTÕES OBJETIVAS ABSURDAS? #NÃOATEORIADAGRAXA #NÃOAOESTADOVAMPIRO

Olá meus amigos, bom dia. 

Nas últimas provas, especialmente em DIREITO CONSTITUCIONAL, estamos percebendo questões absurdas. Já vimos algumas no MPPR (teorias meio estranhas) e agora vimos novamente no MPMG. Trago um exemplo do MPMG: 


9- Sobre a teorização constitucional:
I- O fenômeno da constitucionalização simbólica com a padronização de um simbolismo jurídico invariavelmente fomenta o surgimento do Estado Vampiro.
II- A teoria da graxa sobre rodas valoriza a corrupção como um aspecto positivo, com a possibilidade de implemento do crescimento econômico.
III- A teoria discursiva do direito procura equacionar o discurso de fundamentação e o de aplicação do direito, de modo a colocar no primeiro o ponto final de equilíbrio do sistema dentro da solução dos conflitos.
IV- A concepção de justiça formatada a partir do véu da ignorância rompe o vínculo de equidade entre os atores de um discurso jurídico.
Somente é CORRETO o que se afirma em: 
A) I e II.

B) I.
C) II.
D) III e IV. 


Sabem quantas pessoas sabiam que a resposta correta era a letra C, ou seja, o que foi dito sobre a teoria da graxa sobre rodas estava certo, e o que foi dito sobre o Estado Vampiro estava errado? R= NINGUÉM SABIA, NINGUÉM MESMO, QUIÇA NEM MESMO O EXAMINADOR ANTES DE ALGO ESPECÍFICO QUE ACONTECEU NA VIDA DELE (LEITURA DE UMA OBRA ESPECÍFICA QUE TENHA GOSTADO, PARTICIPAÇÃO EM UMA BANCA OU PLATÉIA DE ALGUMA PALESTRA). 

Claro que teve gente que acertou, mas na MAIS ABSOLUTA SORTE

Esse tipo de questão é absurda, e não retira do candidato qualquer tipo de conhecimento. 

Ela está na prova por simplesmente estar. 

OU vocês acham que o candidato mais bem preparado do MPMG sabia essa questão? Não sabia... Ninguém sabia... Trata-se de uma questão 0 a esquerda (mesmo). 

E você, nobre leitor, o que deve fazer diante desse tipo de pergunta. Aliás, vamos ao que vocês não devem fazer: 
1- Não se desesperem. Como eu disse, esse tipo de questão não mede conhecimento. E como é uma questão absurda, ela não será decisiva para a aprovação, afinal de contas os melhores também erraram essa questão (um ou outro acertou na sorte). Assim, mantenham a calma e pensem: "se eu não tenho como saber, ninguém tem". Bola para frente e continue a prova serenamente.

2- Não mude seu estudo. Muita gente se desespera ao ver essas provas doidas e fica pensando "Meu Deus, tenho que aprender essas teorias para o próximo concurso". Não, você não tem que mudar seus estudos por questões absurdas das bancas. Você não deve comprar outro livro para buscar acertar esse tipo de questão. Lembrem-se que vocês têm mais de 10 matérias para estudar, então não vale a pena ficar correndo atrás de questões que ninguém vai acertar. Deixem as teorias doidas caindo, e continue errando (seu erro será compensado com mais acertos no geral). 

Agora, o que você deve fazer? R- aprender a teoria doida que caiu (estranha naquela concurso), pois ela pode cair novamente, já que outro examinador pode ter a visto e gostado. Ex: MPGO cobrou uma teoria bem doida (que eu nem lembro o nome para falar a verdade) após o MPPR cobrou a mesma teoria na segunda fase (como eu não fazia MPEs, não vi a questão do MPGO e, consequentemente, tirei 0 nessa questão quando ela caiu no MPPR). 

Enfim, essas eram as dicas. Espero que tenham gostado.

Eduardo, em 14/04/2017


3 comentários:

  1. Parabéns pelo post doutor Eduardo. Sempre acompanho as postagens do blog. Na condição atual de concurseiro, vejo esse tipo de questão como um grande desrespeito aos milhares de candidatos que estudam de forma séria para os concursos. O prejuízo é ainda maior quando essas perguntas esdrúxulas são cobradas em uma segunda fase. Infelizmente, tem sido a tendência de muitas bancas. Aliás, ouso tecer uma crítica: me parece que algumas bancas não tem o interesse de aprovar um número razoável de candidatos, mas sim, manter o "mito" de dificuldade de determinados concursos, aprovando pouquíssimos candidatos. É nesse cenário que "brotam" as mais variadas pérolas de sabedoria dos nossos examinadores. Um forte abraço e fique com Deus.

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  2. Perfeito seu comentário... quando vejo essas questões na prova chego a dar risada. Se você está afiado na lei e na jurisprudência, vai fazer uma boa primeira fase independente dessas questões, que são lamentáveis mas não são decisivas na aprovação. Essa e outra questão eram duas em 80 do MPMG que cobravam doutrina maluca, as outras 78 praticamente todas eram padrão de concurso de MP.

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  3. Olá, Eduardo!
    Sou frequentador assíduo do site e um grande fã seu (desde a postagem no instagram tomando uma stella na preparação para a oral do MPF heheh), mas tenho que discordar do seu comentário: realmente é indignante que questões "sem pé nem cabeça" sejam exigidas nos certames públicos; todavia, não achei essa questão de toda absurda. É que bastava ao candidato um conhecimento superficial da teoria de Rawls (ou da teoria discursiva do direito) e que se percebesse no termo "invariavelmente" uma limitação exagerada (a exemplo dos clássicos "em nenhuma hipótese" e "necessariamente"). Resolvendo-se estas 2 assertivas (I e III ou IV) já se acertaria a questão.
    Ou seja, embora o chute ainda se fizesse necessário, creio que ele não foi exigido em dose muito maior do que a que já estamos acostumados heheh
    Grande abraço ao time!

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