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DEPOIMENTO DE APROVADA NO MPGO - TAÍS CAROLINE PINTO TEIXEIRA ANTUNES

Olá meus amigos bom dia. 

Inicialmente feliz dia dos pais a todos os concurseiros papais que abrem mão de tempo valioso com seus filhos visando a realização de um sonho. Você são feras.

Além disso, hoje vamos compartilhar o relato da Dra TAÍS CAROLINE, minha colega e veterana de faculdade, aprovada no MPGO. Fico muito feliz quando vejo meus colegas de faculdade sendo aprovados e fiquei muito feliz com a aprovação em especial da Taís.

Desejamos a ela muita sorte no MPGO com a certeza de que fará a diferença na vida da população goiana.


Aprenda e se inspirem com a trajetória da Taís. Vamos lá: 

Olá pessoal, tudo bem?
Estou aqui, a convite do Eduardo, meu calouro de Universidade, para contar um pouco da minha trajetória no mundo dos concursos até a aprovação no 60º Concurso do Ministério Público do Estado de Goiás.
Gostaria de deixar claro, inicialmente, que não pretendo lhes fornecer a “receita” da aprovação porque, infelizmente, ela não existe (ou ao menos não há uma fórmula mágica e única que dê resultado para todos). Esse texto se destina àqueles que, como eu, procuram um oásis de esperança em meio ao deserto da preparação.
Pois bem... “Senta que lá vem história”!
Sempre fui nerd (ou, como diziam na minha época, CDF). Por ser uma boa aluna, consegui uma bolsa de estudos em um colégio particular para cursar o ensino médio, fiz um simulado que me garantiu bolsa integral em um curso pré-vestibular e, ainda durante o terceiro ano, passei no vestibular da então Faculdade de Direito de Jacarezinho/PR, hoje UENP. Todo esse “sucesso”, aliado ao fato de que também fui uma ótima aluna durante a faculdade, fizeram com que eu imaginasse que era apenas questão de (pouco) tempo para passar em um concurso. Doce ilusão...
Iniciei a faculdade em 2006, antes do “boom” do estudo para concursos, especialmente do acesso aos cursos online, materiais digitalizados e, principalmente, das redes sociais. Não fazia ideia de como realizar um estudo doutrinário de base a longo prazo ainda na faculdade, ou então da importância da leitura incessante da lei seca (e lamento que, à época, ninguém me deu essas dicas). Reitero, sempre fui uma boa aluna, tirava boas notas, mas meu estudo se resumia às disciplinas e matérias que estavam sendo ministradas na faculdade. Imaginava que depois de formada os três anos de prática seriam suficientes para estudar todo o necessário e seria Promotora aos 25 anos. Mas não foi bem assim.
Apesar de ter uma vida confortável (economicamente falando), nunca pude me dedicar exclusivamente aos estudos. Comecei a trabalhar pouco antes de iniciar a faculdade, aos 17 anos, sempre com uma jornada de 8h diárias. Fui secretária em um escritório de advocacia, secretária na Sala dos Advogados na minha cidade, até que, em setembro de 2009, fiz a prova de estágio do Ministério Público e até dezembro de 2010 fui bolsista da instituição.
Após formada, em fevereiro de 2011, bateu o desespero típico do 6º ano: “e agora?”. A partir de então, seguiram-se alguns anos nos quais “abracei o mundo” e deixei de lado a preparação pra concursos: advoguei, fiz pós-graduação, mestrado, dei aulas, fiz estágio de pós-graduação, fui servidora comissionada da Câmara Municipal de uma cidade vizinha (ufa!). No final de 2012 surgiu a oportunidade de ingressar, como servidora comissionada, no Ministério Público do Estado do Paraná, o que me garantiu a estabilidade financeira para parar de trabalhar em 4 cidades diferentes. Apesar disso, ainda havia projetos pendentes que me impediram de focar 100% nos concursos.
Sendo assim, apesar de ter assistido algumas vídeo aulas e prestado a prova do MPSP em 2012, considero como meu início oficial da jornada concurseira o mês de agosto de 2014: já casada, com a dissertação aprovada, deixei as aulas e outras atividades e passei “apenas” ao trabalho de 8h/dia como Assessora, aliado aos estudos.
Como dito acima, sempre fui uma boa aluna e consegui sucesso nos meus projetos com aparente “facilidade”. Por essa razão imaginava que se me dedicasse verdadeiramente aos estudos, a aprovação viria rápido. E isso foi um grande erro, que me custou um tempo precioso de recuperação entre algumas reprovações.
Mas passando ao que interessa, falemos da preparação (até porque isso tá parecendo um livro de autoajuda hahaha). Mais do que acertos, acredito que após todos esses anos tenho propriedade para apontar os principais erros que cometi durante os estudos:
1) Mudar constantemente de materiais, procurando sempre aquele que seria a “salvação da lavoura”;
2) Achar que um terceiro seria capaz de ensinar o caminho da aprovação com tabelas, organogramas, resumos, etc;
3) Gastar dinheiro com cursos milagrosos de “reta final” para primeira fase;
4) Demorar a compreender que as reprovações fazem parte do processo e aprender a usá-las como parâmetro para avaliar onde é necessário melhorar;
5) Negligenciar a importância da leitura da lei seca e a resolução de questões objetivas;
6) SE COMPARAR COM OS OUTROS (horas líquidas, tempo até a aprovação, etc).
Meu foco sempre foi o MP Estadual, razão pela qual meus estudos foram voltados para a carreira de Promotor de Justiça. Como dito acima, comecei a estudar em 2014, assistindo aulas do CERS e lendo algumas doutrinas, mas sem muito método, tendo como objetivo apenas fazer uma base com esse material. Em 2015, ao prestar o concurso do MPSP, me sentia preparada, já tinha 27 anos, ou seja, era hora de ser Promotora... COITADA! Não fiz nem 50% da prova, chorei, chorei, chorei (chorar foi uma constante durante a minha preparação hahahah), fiquei uns três meses sem estudar, questionando a vida, os céus e os deuses. Mas recomecei. E reprovei. MPGO, MPSC, MPMS, MPPR, todos em 2016 (esse também doeu demais, chorei em todo caminho de volta Curitiba/Cambará, mesmo antes do gabarito, pois sentia que não tinha dado).
Segui prestando concursos... MPRS, MPSP, MPRJ, MPMG... E seguia sem avançar de fase. Comecei a questionar minha capacidade, meus sonhos, achava que aquilo não era pra mim. Até que, em 2017, veio a primeira segunda fase: MPPR. Estudei como nunca no curto espaço de tempo entre as provas mas, infelizmente, não deu. Apesar da reprovação me senti renovada, confiante que o conhecimento estava ali em algum lugar.
Voltamos às preambulares e, infelizmente, às reprovações. MPSP, MPMS, MPMG. Novamente duvidei de mim: e se aquela segunda fase do MPPR tivesse sido um golpe de sorte? E se eu nunca mais passasse da fase dos X?
Começo de 2019, novo MPPR, nova segunda fase, nova esperança, nova reprovação. Nesse meio tempo prestei e fui aprovada no concurso de analista do MPSP, em uma boa colocação, e decidi que quando nomeada iria dar uma pausa no estudo para o concurso de membro e começar a planejar o futuro, filhos, viagens, coisas que a rotina de estudos acaba tirando de nós. Mas esse concurso, que via de regra anda rápido e nomeia muito, andou devagar e não nomeou quase ninguém na minha região. Hoje entendo que era pra ser assim.
Ainda em 2019: reprovada nas preambulares do MPSP, MPMG e MPSC. Veio o MPGO. Segundo o olho na vaga estaria dentro do corte, eis que, tanãnã... PROVA ANULADA. Já tinha passado por isso no MPRS - estar virtualmente dentro e ir mal na nova prova – o que me gerou todo tipo de ansiedade. Votei pra Goiânia, fiz a prova, saí achando que não tinha dado, mas deu. Vamos pra segunda fase: estudando entre Natal e Ano Novo, viajando com a família (pois decidi que não abriria mais mãos destes momentos), encarei os três dias de prova. Saí confiante. Eis que publicam o resultado: apenas 13 aprovados. Eu não estava entre eles. Quanta nota faltou? 0,06! Apenas esse mísero número que nem sei descrever me separava da prova oral. Vamos pro recurso, de corpo e alma. Recurso provido, nota majorada, SÓ VEM PROVA ORAL!... Surge a Covid-19 e, com ela, uma situação inédita: como ficariam os concursos durante a pandemia?
Depois de muita incerteza, e considerando o número pequeno de candidatos (vinte e um), fizemos a prova oral em junho, respeitando as medidas de segurança necessárias. No dia 15 de junho pela manhã, no Salão Nobre do MPGO, ouço meu nome, minhas notas, e enfim a tão sonhada aprovação chegou. Ainda passamos pela prova de tribuna e pelos títulos, de caráter classificatório. E ontem fui oficialmente nomeada Promotora de Justiça Substituta.
Agora vamos para o que acredito que funcionou durante a minha preparação. Como tinha pouco tempo para ler doutrinas, fiz, logo que lançou, em 2017, o curso G7 Jurídico para carreiras do MP e Magistratura. Imprimi o material fornecido, encadernei, acompanhei assistindo as aulas, complementei com o estudo regular, atualizando temas e incluindo informações, e foi essa a minha base da preambular à oral.
Considero que foi a partir daí que entrei no rumo de um estudo regrado (antes pulava de galho em galho atrás do método milagroso). Aprendi a ler lei seca e fazer questões (o que até então deixava em segundo plano), e indicava em meu Vade Mecum os artigos mais cobrados para revisar antes das provas, passando a ter um referencial dos assuntos importantes.
Jurisprudência: Dizer o Direito, sempre.
Doutrina: comprei vários livros, mas em face do tempo escasso, muitos permaneceram praticamente novos. Utilizava apenas para complementar informações ou fixar pontos que sabia serem relevantes, especialmente para a segunda fase.
Aliás, para a segunda fase os cursos preparatórios foram muito úteis, especialmente pelo estudo de banca e compilação de materiais dos examinadores. Já para a prova oral, muito, muito, MUITO TREINO, leitura dos materiais já estudados, temas de predileção do examinador e, também, temas jurídicos da moda (me perguntaram sobre o Inquérito das Fake News).
A aprovação também só é possível com uma rede de apoio: uma família que compreenda essa trajetória, um(a) companheiro(a) que abrace seu sonho (te amo Thiago), amigos que aceitem suas ausências e celebrem suas vitórias. Não descuidem da saúde mental (faço terapia desde antes dos concursos e foi essencial). Façam atividade física. Encarem o concurso como um projeto e não como um fim em si mesmo, pois a vida passa e são as memórias, histórias e experiências que moldarão nosso ser. E não se esqueçam: Juízes, Promotores, Defensores, Delegados, todos somos servidores públicos. Nossa função é servir à sociedade e a população, ouvir, respeitar e zelar pela observância dos direitos e garantias fundamentais.
Escrevo esse texto em 28 de julho de 2020, meu aniversário de 32 anos. Não fui Promotora aos 25. Nem aos 30. Mas tenho certeza que hoje estou mais preparada do que nunca para exercer tão relevante mister. E se pudesse resumir esse texto em poucas palavras, elas seriam: Nunca desistam dos seus sonhos e estudem, pois tudo valerá à pena.
Abraços,
Taís Caroline.

4 comentários:

  1. Gostaria de registrar que essa aprovada é minha amiga e mais, minha amiga pessoal. Hahahahah. Aprovação mais que merecida. Meu orgulho! ❤

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  2. Não sou de ler relatos, mas a semelhança da trajetória me deu uma injeção de ânimo, pois muito semelhante à minha! Parabéns Drª, sucesso!

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  3. Excelente texto, nos faz pensar que as coisas acontecem no seu devido tempo, também imaginava que iria estar "concursado" aos 25 anos, até então, aos 28 anos, a tão sonhada aprovação não apareceu, mas seguindo confiante que é só questão de tempo até chegar a minha vez. Enquanto isto, vou me motivando com as histórias aqui compartilhadas, que por sinal, ajudam muito. Parabéns equipe Eduardo Gonçalves.

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