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A IMPORTÂNCIA DE SE TER UMA ESTRATÉGIA E ACREDITAR NELA


Olá, pessoal.

Há um ano e meio faço os Diagnósticos Esquematizados para concursos de Ministério Público Estadual.

Após conhecer a fundo a trajetória de mais de uma centena de alunos, o que ainda me surpreende é a ausência de uma estratégia clara de preparação pelos candidatos.

De fato, conversando com colegas aprovados e conhecendo outros por terceiros, fica evidente que não há nenhuma estratégia infalível ou pré-determinada para a aprovação.

No entanto, na mesma medida, não há nenhum aprovado que não tenha tido alguma estratégia, seja ela qual tenha sido.

A premissa, portanto, é que NÃO HÁ ESTRATÉGIA CERTA, mas é necessário que se tenha CERTA ESTRATÉGIA.

Assim como um cientista se debruça sobre o seu objeto de estudo, o estudante precisa se dedicar a conhecer o seu desafio.

O primeiro passo, penso, é reconhecer o terreno em que se está pisando.

Ao verificar o nível de dificuldade do certame desejado, o candidato certamente verificará que não há espaço para uma preparação “meia boca”.

Definido que o desafio será verdadeiramente encarado, o aluno PRECISA estabelecer sua estratégia de preparação.

Em termos objetivos, em geral, concursos demandam conhecimentos doutrinários, normativos e jurisprudenciais. E as provas são feitas por meio de questões, sejam objetivas, discursivas ou orais.

O que, então, a estratégia precisa abranger?

- conteúdos doutrinários;
- conteúdos normativos;
- conteúdos jurisprudenciais;
- resoluções de questões.

Não é imprescindível que todos os conteúdos sejam estudados simultaneamente, mas é preciso que a estratégia estabeleça quando e como cada um deles será enfrentado.

Os conteúdos, por óbvio, não são estanques, pois estão sempre em evolução e se modificam, de modo que a estratégia precisa ser maleável a ponto de se verificar as carências e sanar as dificuldades a todo tempo. Em resumo, o candidato precisa estar sempre atualizado.

Vejo nos conteúdos doutrinários a maior dificuldade dos candidatos. O aluno pretensioso acredita estar preparado para todas as fases do certamente e, por isso, relega esse conhecimento e se dedica apenas para as provas objetivas. O aluno muito cauteloso acha que nunca sabe o suficiente e está sempre estudando novas doutrinas, na busca pelo material perfeito (que não existe!). O primeiro avança no sinal vermelho e o segundo fica travado no sinal amarelo.

Os conteúdos normativos são preteridos pela imensa maioria dos candidatos, pois são “chatos” demais. Porém, na estratégia, quem não se submete a encarar um vade-mécum seco despreza a grande porcentagem de questões de uma prova objetiva (e não se enganem, das discursivas e orais também).

Parece consenso que o Dizer o Direito trouxe o caminho para o estudo dos conteúdos jurisprudenciais. Hoje em dia, não há grade de preparação que não estabeleça rotina para o estudo das decisões. A revisão de véspera, como o próprio nome revela, é uma revisão e, por essência, demanda que o aluno tenha estudado anteriormente o conteúdo.

Sempre me perguntei por que a imensa maioria dos candidatos não resolvem questões. É como se um jogador de futebol fizesse fortalecimento muscular, acompanhamento nutricional, alongamento, trabalho psicológico e... não treinasse futebol.

As provas são feitas de questões e é treinando as resoluções que essa tarefa é facilitada.

Adquirida a consciência da premência de uma estratégia, o grande desafio é manter a escolhida. Aqui reside um dos grandes pecados dos candidatos.

Por insegurança, ansiedade ou medo, os alunos modificam a estratégia a cada mês – ou meses – e isso fere de morte a constância da preparação.

O resultado é a sensação de sempre estar começando, o que acaba com a motivação de qualquer pessoa.

A dica, portanto, é: tenham uma estratégia e acreditem nela.

Júlio Miranda, em 14/03/2019.
No Instagram: @juliocomiranda

3 comentários:

  1. Dr. Julio. iniciei um plano de estudos a algumas semanas, é obvio que a insegurança sempre paira, com o questionamento de se realmente é a forma correta para estudar.
    A partir de que ponto o senhor indica a repensar ou até mesmo alterar o plano de estudos?

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    Respostas
    1. Boa noite,
      Eu sugiro que só modifique a estratégia quando encerrado o planejamento inicial, desde que abranja os conteúdos mencionados na postagem.
      Lembre-se que a evolução é lenta.
      Abraço, Júlio.

      Excluir
  2. Bem eu "Por insegurança, ansiedade ou medo, os alunos modificam a estratégia a cada mês – ou meses – e isso fere de morte a constância da preparação." ��

    ResponderExcluir

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