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ESTUDO CONCILIADO: MAGISTRATURA FEDERAL E MAGISTRATURA ESTADUAL. É POSSÍVEL?

OLÁ MEUS AMIGOS DO SITE, bom dia de domingo a todos.

Eduardo quem escreve com uma postagem especial de domingo. 

Hoje vou tratar de uma dúvida muito grande de vocês: É POSSÍVEL CONCILIAR O ESTUDO PARA A MAGISTRATURA ESTADUAL E FEDERAL? 

Pois bem, analisemos a seguinte tabela:


MATÉRIAS– JUIZ ESTADUAL
MATÉRIAS – JUIZ FEDERAL
DIREITO CIVIL – estudar tudo, desde parte geral até família e sucessões.
DIREITO CIVIL – basta o estudo até direitos reais. Dispensado o estudo de família e sucessões.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL – cobrança muito parecida. Toda a matéria
DIREITO PROCESSUAL CIVIL -  cobrança muito parecida. Toda a matéria com um aprofundamento maior em Fazenda Pública em Juízo e Processo Judicial Tributário/Previdenciário.
DIREITO PENAL – cobrança muito parecida, divergindo apenas no direcionamento da parte especial.
DIREITO PENAL – cobrança muito parecida, divergindo apenas no direcionamento da parte especial onde deve ser priorizado crimes federais.
DIREITO PROCESSUAL PENAL – cobrança praticamente idêntica, salvo em tema de Júri (que aqui é prioridade).
DIREITO PROCESSUAL PENAL – cobrança praticamente idêntica, salvo em tema de Júri (que aqui não é prioridade).
LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL – cobrança aprofundada. Diferença quanto as leis a serem priorizadas.
LEGISLAÇÃO PENAL ESPECIAL – cobrança aprofundada. Diferença quanto as leis a serem priorizadas.
DIREITO CONSTITUCIONAL – cobrança praticamente idêntica.
DIREITO CONSTITUCIONAL – cobrança praticamente idêntica.
DIREITO ADMINISTRATIVO – cobrança praticamente idêntica.
DIREITO ADMINISTRATIVO – cobrança praticamente idêntica.
DIREITO AMBIENTAL – cobrança praticamente idêntica, mas um pouco mais aprofundado na Magistratura Federal.
DIREITO AMBIENTAL – cobrança praticamente idêntica, mas um pouco mais aprofundado na Magistratura Federal.
DIREITO DO CONSUMIDOR- cobrança muito parecida, aprofundando-se mais para a Magistratura Estadual.
DIREITO DO CONSUMIDOR- cobrança muito parecida, aprofundando-se mais para a Magistratura Estadual.
DIREITO EMPRESARIAL – cobrança aprofundada.
DIREITO EMPRESARIAL – cobrança aprofundada. A diferença é o enfoque. Aqui estuda-se propriedade industrial, por exemplo. Mas as diferenças não são grandes.
DIREITO TRIBUTÁRIO – a parte geral tem a mesma cobrança. Mudam-se os tributos em espécie.
DIREITO TRIBUTÁRIO – a parte geral tem a mesma cobrança. Mudam-se os tributos em espécie. Aqui é exigido o estudo dos Tributos Federais (inclusive contribuições para segunda fase).
DIREITO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE – cobrança aprofundada.
DIREITO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE – não é cobrado.  
DIREITO ELEITORAL – cobrança via de regra superficial (na maioria dos Estados), mas o aluno deve estudar.
DIREITO ELEITORAL – não é cobrado.
DIREITO PREVIDENCIÁRIO – não é cobrado.  
DIREITO PREVIDENCIÁRIO – cobrança rigorosíssima.
DIREITO ECONÔMICO – cobra-se apenas o básico em direito constitucional. Quando muito também algo de defesa da concorrência. Noções bem básicas.  
DIREITO ECONÔMICO – cobrança com certo grau de profundidade em todos os temas.
DIREITO FINANCEIRO – não se cobra nada além do regramento constitucional (que cai com raridade, inclusive).
DIREITO FINANCEIRO – cobrança aprofundada.
DIREITO INTERNACIONAL – não cobrado.
DIREITO INTERNACIONAL – cobrada. São questões fáceis, mas que demandam estudo de uma obra relativamente grande.


Então meus amigos, qual a diferença? O ENFOQUE em algumas matérias básicas, como PENAL e EMPRESARIAL, e a cobrança de ALGUMAS disciplinas em um edital e não em outro. 

É POSSÍVEL CONCILIAR? R= sim, é sim, pois as bases são as mesmas ao menos até DIREITO TRIBUTÁRIO. 

Terminada a base comum, aí entendo adequado que o aluno ESCOLHA SEU CONCURSO, se FEDERAL ou ESTADUAL, pois as matérias mudam radicalmente daí em diante. 

Se você escolhe a Magis Federal, por exemplo, não precisará fazer direito de família e sucessões, colocando no lugar direito previdenciário, por exemplo. 

Assim, ao focar em uma área vocês acabam por reduzir o caminho até a aprovação, pois diminuí a quantidade de matérias a serem estudadas e revisadas, ou seja, vocês ganham tempo de preparação e passam mais rápido. 

EDUARDO, ainda não sei o que quero da vida (Magis federal ou estadual)? R= se está na dúvida, vem para o Ministério Público que você não se arrependerá. Atuar ativamente no processo é muito mais legal. rsrsrs. Brincadeiras amigos, ambas as carreiras são gratificantes por igual e possuem o mesma envergadura constitucional. 

Mas falando sério, se está na dúvida faça o que é comum (vocês vão gastar pelo menos 1 ano e meio nas matérias comuns). Terminada a base comum, aí não tem jeito: ESCOLHA A ÁREA. 

O QUE É MAIS DIFÍCIL? R= Magis Federal, pois é muito menor o número de concursos e de aprovados. MAGIS ESTADUAL tem todo ano e em vários Estados, o que obviamente reflete no nível das provas. 

COMO ESCOLHER? R= Aptidão principalmente. Veja as matérias de sua predileção e com o que gostaria de trabalhar. Se gosta de previdenciário ou tributário, venha para a federal. Se gosta de criança e adolescente, família, sucessões vá para a Magistratura Estadual. 

QUEM TEM A MELHOR ESTRUTURA DE TRABALHO? R- No geral, a Magistratura Federal, com certeza. 

E O MELHOR SALÁRIO? R= Como muitos Estados não respeitam o teto, nesses casos os juízes estaduais ganharão mais. Na seara federal o teto é respeitado. 

Eis as considerações. Boa sorte na escolha de vocês. 

Bom domingo a todos.

Eduardo, em 09/07/2017
No instagram: @eduardorgoncalves


1 comentários:

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