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DEPOIMENTO DE APROVADO: VICTOR HUGO DO NASCIMENTO MARANHÃO - APROVADO NO MPF (31 CPR - PROCURADOR DA REPÚBLICA) - APROVADO GENTE COMO A GENTE.

Oi meus amigos, tudo bem? 


Hoje vou trazer um depoimento excepcional para vocês, relato do VICTOR HUGO DO NASCIMENTO MARANHÃO, aprovado no 31º Concurso para o cargo de Procurador da República e futuro colega de profissão! 


Um relato excepcional que mostra que com organização, força de vontade e acima de tudo disciplina é possível a aprovação em qualquer concurso, inclusive no mais difícil deles! 


Desejamos ao VICTOR muito sucesso na carreira, que sua posse seja ainda esse ano e que se realize profissionalmente no MPF por completo. 


Vamos ao relato, e acho legal começar de traz para frente para vocês já sentirem o que será esse depoimento: 


Como diz um grande amigo, “sou gente como a gente”. Não estudei em universidade federal, não sou um gênio e apenas consegui cursar Direito porque fui beneficiado pelo FIES. Durante muito tempo, enxerguei o concurso do MPF como algo inalcançável, mas ainda assim, acreditando, me esforçando e contando com a ajuda especial das pessoas que Deus colocou no meu caminho, consegui chegar até aqui.


Após alguns anos acompanhando este blog e buscando inspiração nas histórias de sucesso aqui publicadas, espero que minha trajetória possa contribuir de alguma forma para aqueles que ainda estão no caminho da preparação.

Meu nome é Victor Hugo do Nascimento Maranhão, tenho 31 anos, sou formado em Direito desde 2018 e iniciei minha preparação para concursos públicos ainda durante a graduação.

Em meados de 2018, fui aprovado nos concursos para Analista do MPU e para a Polícia Militar do Distrito Federal. Fui nomeado como soldado da PMDF, função que exerci até o início de 2022. Nesse período, após concluir o curso de formação, retomei os estudos e, já com o objetivo de prestar concursos que exigiam prática jurídica, consegui uma vaga como voluntário em uma das promotorias do MPDFT. Contudo, acabei interrompendo novamente a preparação quando fui finalmente nomeado para o cargo de Analista do Ministério Público Federal.

Somente em 2023 decidi retomar os estudos de forma mais consistente. Entretanto, naquele mesmo período enfrentei a perda do meu irmão e, posteriormente, também da minha mãe, o que me levou a adiar mais uma vez esse projeto. No final daquele ano, percebi que ocupar meu tempo conciliando trabalho e estudos para ingressar na instituição que tanto admirava seria uma forma de atravessar aquele momento difícil e, ao mesmo tempo, buscar um propósito maior.

Foi então que tomei a decisão de manter constância inabalável nos estudos (com a mesma obstinação que já tinha me rendido as aprovações anteriores) e decidi direcionar meus esforços para os concursos da magistratura federal, conciliando essa preparação com disciplinas específicas cobradas no concurso do MPF. Para minha alegria, fui aprovado no ENAM 1/2024, o que me permitiu dar início efetivo ao projeto. 

Na fase inicial dessa retomada, selecionei algumas obras com as quais já havia tido contato em anos anteriores(muitas delas segui a indicação aqui do blog), mas realizei a leitura apenas de capítulos específicos, salvo quanto ao Manual de Direitos Humanos, de André de Carvalho Ramos, cuja leitura integral foi fundamental em diversas etapas da preparação – recomendo fortemente para concursos federais.

Apesar disso, a base principal da minha preparação foi um curso completo do G7 Jurídico, complementado por algumas disciplinas do Gran jurídico (Pablo Stolze e Nestor Tavora). Na medida que acompanhava as aulas, aproveitava para estudar os dispositivos legais mencionados pelos professores. Ao final, para minha surpresa, praticamente toda a parte relevante do meu VadeMecum estava grifada.

Nunca utilizei métodos de revisão sistemática ou algo muito controlado. Optava por estudar matéria por matéria e na medida que esgotava uma e iniciava outra. Foi a forma mais simples que encontrei de ter o controle de ter estudado todos os pontos mais relevantes das matérias. Também resolvia muitas questões de provas anteriores para a fase objetiva.

Durante o ano de 2024, prestei alguns concursos para magistratura e para Ministérios Públicos estaduais, sempre sem perder o foco principal. Em 2025, fui reprovado na fase discursiva do TRF-2. Pouco tempo depois, contudo, consegui aprovação na prova objetiva e na fase discursiva do TRF-3, mas acabei sendo eliminado na sentença cível por apenas 0,35 ponto, resultado que foi especialmente doloroso.

Na sequência, também obtive aprovação nas provas objetivas do TRF-1 e do 31º CPR, passando a conciliar a preparação para as fases subsequentes de ambos os certames.

Nesse período, realizei a leitura de todas as questões discursivas cobradas nas Super Quartas, sempre com foco na identificação de padrões e modelos de resposta. Especificamente para o MPF, dediquei-me à leitura de diversas ações civis públicas, sobretudo na área ambiental, matéria com a qual eu tinha pouco contato na prática profissional. Resolvi fazer isso após perceber que nos concursos anteriores caíram questões e peças que, de fato, eram muito semelhantes as que já haviam sido propostas por membros da instituição.

As demais disciplinas, em grande medida, faziam parte da minha rotina de trabalho no próprio Ministério Público Federal.

Em 27 de outubro de 2025, ainda sem saber o resultado dessas provas, minha filha nasceu e, mais uma vez, tive que suspender os estudos. Essa pausa durou cerca de dois meses, pois, no início de dezembro, prestei a prova objetiva do MPDFT e também fui aprovado. Foi então que decidi fazer um esforço adicional — o que só foi possível graças ao apoio da esposa maravilhosa que tenho — para me preparar para a etapa discursiva, marcada para o início do mês de março de 2026.

Ocorre que, logo no início do ano, foi divulgado o resultado da prova discursiva do MPF e havia sido aprovado. Diante disso, resolvi abandonar a preparação para o MPDFT e direcionar todos os meus esforços para a fase oral do concurso.

Nesse período, tive a felicidade de contar com o auxílio da minha chefe e amiga, Hayssa Kyrie Medeiros Jardim, que tem muita experiência nas fases discursivas e oral, inclusive autora de obra sobre o tema (já li publicações dela aqui no blog também). Seus conselhos e orientaçõesextraídos de conversas informais foram valiosíssimos e contribuíram significativamente para mudar minha percepção acerca da forma correta de encarar essas etapas do concurso. Também foi a pessoa com quem, ao longo de quatro anos trabalhando juntos, pude aprender muito. Foram inúmeras as vezes em que discutimos as melhores soluções para casos concretos, e sempre me impressionava com sua rapidez de raciocínio e sua capacidade resolutiva. Essa vivência profissional foi extremamente enriquecedora e contribuiu significativamente para a minha formação e preparação. Ela me mostrou que uma jornada de trabalho não é, necessariamente, um obstáculo à aprovação; pelo contrário, quando conduzida com propósito e desejo de crescimento, pode se transformar em uma grande aliada no desenvolvimento das competências necessárias para alcançar esse objetivo.

Particularmente, antes de realizar a prova oral, e sobretudo em razão do tempo recente que havia permanecido afastado dos estudos após o nascimento da minha filha, tinha a percepção de que essa seria a etapa mais desafiadora. No entanto, após iniciar os treinamentos com colegas aprovados, contar com o auxílio de uma grande amiga, Kettilly Ingrid, também Analista do MPF e ter em mente os conselhos da Dra. Hayssa, fui gradualmente mudando minha perspectiva.

No dia da prova, consegui manter a tranquilidade e encarar o momento com leveza e coragem, apesar do enorme respeito e admiração que tinha pelos examinadores, muitos dos quais eu conhecia apenas pelos noticiários. 

Para aumentar ainda mais a pressão já existente no momento da espera do resultado da prova oral, uma semana antes, saíram os resultados do TRF-1 e do MPDFT, e fui reprovado em ambos. No TRF-1, fiquei a apenas por 0,84 ponto da aprovação na sentença criminal. Confesso que esses resultados aumentaram bastante minha aflição e fizeram surgir dúvidas sobre o desfecho do concurso que eu mais almejava. Depois de uma longa espera, finalmente saiu o resultado e fui aprovado.

Como relato final, acho válido mencionar que durante a rotina de estudos, tentava direcionar o máximo de tempo possível que tinha para a preparação. Nas retas finais, suspendia praticamente tudo, inclusive academia e exercícios físicos — algo que não recomendo. Foram incontáveis as noites em que, após uma rotina de trabalho que terminava às 19h, esticava os estudos até 1h da manhã em uma sala de estudos para conseguir manter a meta em dia.

Também fazia acompanhamento constante dos informativos por meio do buscador dizer o Direito, ferramenta que considero essencial.

Por fim, gostaria de destacar algo sobre o qual encontrei poucos relatos. Como diz um grande amigo, “sou gente como a gente”. Não estudei em universidade federal, não sou um gênio e apenas consegui cursar Direito porque fui beneficiado pelo FIES. Durante muito tempo, enxerguei o concurso do MPF como algo inalcançável, mas ainda assim, acreditando, me esforçando e contando com a ajuda especial das pessoas que Deus colocou no meu caminho, consegui chegar até aqui.


VICTOR HUGO DO NASCIMENTO MARANHÃO, aprovado no 31º Concurso para o cargo de Procurador da República. 



Sucesso VICTOR, que você seja muito feliz no MPF. 


07 de junho de 2026!


Eduardo, no instagram @eduardorgoncalves

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