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ESTUDO DE DOUTRINA PARA CONCURSOS - DICAS


Olá caros leitores!

Aqui é Rafael Bravo, Defensor Federal, editor do blog e professor no Curso Clique Juris (www.cursocliquejuris.com.br).

Desejo a todos uma excelente semana de estudos! Foco e determinação que a aprovação se aproxima!

Hoje gostaria de passar para vocês uma questão que muitos alunos me perguntam através do e-mail. O tema de hoje é a importância de estudar doutrina nas provas de concurso!

A esmagadora maioria dos alunos que estudam com foco para os concursos costumam dedicar grande parte do seu tempo, quando não exclusivamente, para o estudo de doutrina, lendo livros adotados para concursos como Pedro Lenza, Ricardo Alexandre, Tartuce, dentre outras obras de peso! Peso mesmo...cada livro é um “tijolo” de mais de 2 mil páginas.

Primeiro gostaria de destacar que não tenho nada contra os livros de doutrina. Pelo contrário, admiro os professores que citei aqui, dentre outros. As obras são boas e muito completas, tanto que são adotadas por vários concurseiros. Claro que livro é questão de gosto pessoal, de se identificar com a leitura e ver qual obra é a mais didática para estudar.

O que quero tratar aqui é: Será que vale a pena ler todos esses livros para me preparar para as questões que exigem conhecimento doutrinário da prova?

Ao longo do tempo, vejo que em diversas provas para MP, Defensoria e Magistratura, o conhecimento de legislação seca tem sido mais cobrado em prova, sendo que em alguns certames 60 a 70% da prova exigiu conhecimento da letra da lei e de uma súmula ou julgado dos últimos informativos.

Por outro lado, vejo que vários concurseiros que focam muito em doutrina não conseguem passar da 1ª fase dos concursos, julgando que não lerem todo o livro e por isso não tiveram um bom resultado.
Caros, esse caminho parece equivocado! Cuidado com o foco apenas em doutrina!
O estudo para a fase objetiva tem demandado o conhecimento da legislação e jurisprudência em grande parte da prova, de modo que, em alguns casos, vale a pena você se dedicar a ler todas as leis do seu edital (CRFB, CP, CC, CPP, CPC, Legislação Penal extravagante, Tratados e Convenções de DHs) do que continuar “batendo na mesma tecla” da doutrina. Busque fazer algo diferente para conseguir melhores resultados!

Alguns alunos, inclusive, acho que vale a pena fazer um ciclo de estudos só de leitura de legislação. Já conversei com alunos que já decoraram tudo sobre a doutrina e possuem muita informação já guardada no cérebro, de modo que se saem muito bem em questões doutrinárias e discursivas, por exemplo. Entretanto, em questões de legislação, o resultado não é o desejado.

Nesses casos, aconselho que deixe a doutrina de lado durante 1 mês e foque em ler legislação todos os dias. Comece lendo 30 minutos de Constituição e passe para o CC, CPC, CP e CPP. Isso vai totalizar 2h a 3h por dia de estudo das leis. Leia tudo até o fim e insira outras leis na medida que for terminando determinada leitura.

Rafael, mas eu não tenho um bom conhecimento de doutrina e quero continuar estudando? Como faço?

Pessoal, a melhor forma de estudar doutrina é através de resumos e cadernos.
E aqui quero destacar um equívoco, ao meu ver, de alguns alunos que fazem cursos caríssimos, com várias vídeo-aulas de todas as disciplinas e, no final, me falam que não fizeram caderno e que dependem apenas dos resumos do curso.

Os resumos são bons, mas nada substitui o seu caderno! Nada! Existem alguns estudos que dizem que se você apenas prestar atenção na aula a absorção de conteúdo é de apenas 5% a 10%. Portanto, só assistir aula não garante um bom aprendizado.
Quando você presta atenção e anota o conteúdo de acordo com seu raciocínio, organizando tudo aquilo em uma folha de caderno, a taxa de aprendizagem dobra!
Rafael, e como faço para absorver pelo menos 70, 80% de todo o conteúdo? Após assistir a aula e fazer seu caderno, o restante da aprendizagem se dá lendo e relendo suas anotações!

Se você, por exemplo, prepara o conteúdo para ensinar um amigo concurseiro e faz uma espécie de aula daquele conteúdo, os estudos indicam que a taxa de aprendizado e absorção daquele conteúdo é de 95%. Não é por outro motivo que quando somos professores e lecionamos uma disciplina 2, 3, 4 vezes já decoramos praticamente tudo sobre aquele conteúdo.

O que quero dizer pessoal é que nada substitui o seu caderno. Se você gastou dinheiro em um curso regular, faça seu caderno, anote, mesmo que sua letra seja feia ou você acha que não tem organização...anote e passe depois à limpo se for o caso.

Mais vale ler 200, 300 páginas de caderno (com conteúdo objetivo e completo, dicas de julgados e súmulas) em uma reta final do que ler 2.500 páginas de livro, com assuntos que às vezes nem interessam para o seu edital.

Outras dúvidas que tiverem sobre o estudo da doutrina é só me procurar! Estou à disposição e meus contatos seguem abaixo.

Espero ter ajudado a todos que se preparam para uma prova discursiva! Estudem com foco e determinação pois a aprovação está mais próxima do que você imagina!
Abraço e contem comigo!

Rafael Bravo                                                                 em 09/07/2018.
Instagram: @rafaelbravog
e-mail: rafaelbravo.coaching@gmail.com

11 comentários:

  1. Rafael,
    tendo em vista que um das prioridades deve ser a lei seca, como você orienta que tal estudo seja feito? Existe algum método para otimizar o aprendizado nesse caso?
    Normalmente, eu leio e saio grifando o que acho importante. Depois releio os tópicos e trechos destacados.

    Obrigado pelas dicas!

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  2. Fico pensando, se não é interessante pra concursos grandes, imagine para os menores como AJAJ/TJAJ

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  3. Eu sou exemplo desse assunto. Iniciei meus estudos de forma equivocada: lendo apenas doutrina (e não apenas 1! mas, no mínimo, 2 por conteúdo - rsrs) e um pouco de jurisprudência. Não gostava de ler a legislação (aliás, não gosto até hoje... rsrs), mas depois de 2 anos de estudos desta forma, resolvi adotar a legislação como ponto principal.
    Percebi que o meu desempenho nas provas melhorou em 100% praticamente. Após a ênfase na lei seca, consegui passar para a fase discursiva, por exemplo.
    Pena que não li um post desses antes, porque somente após 2 anos de estudos resolvi adotar o método mais adequado... mas faz parte! rsrs
    A questão de ensinar também é muito verdadeira para reter conteúdo. E revisar também... muito bom o post de hoje Rafael!!

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    1. Olá, você apenas lê a legislação ou a escreve também?

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    2. Olá, você lê a legislação ou a escreve?

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  4. Ótimas dicas Dr.! Aproveito para tentar sanar uma dúvida que tenho: se eu já vi os conteúdos durante a graduação mas nunca os estudei a fundo na doutrina, as vezes acho que não tenho a bagagem de conhecimento necessária para passar, por isso me pego lendo mais doutrinas em vez de lei seca. Meu foco atual é MPU/DPU/TRF para analista. Considerando que não tenho uma base boa de resumos de doutrina que já estudei, o que o Sr. indica para uma preparação de curto prazo (6 meses)?

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    1. Estou na mesma situação. Esse post me deu mais incentivo para recomeçar estudando mais a lei seca. Creio que algumas disciplinas vou ter ir acompanhando uma doutrina tb, como penal, pq muitas vezes não sei mais de que instituto se trata.
      Que postagem aliviante!!!

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  5. Ótimo texto! Na fase objetiva, lei seca e jurisprudência despencam! Porém, como deixar de estudar doutrina e se preparar para a segunda fase e prova oral, no qual o prazo entre uma fase e outra impedem sua leitura e a exigência passa a ser mais profunda e doutrinária?

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  6. Excelente!Vou seguir a recomendação. Ja faz anos que leio doutrina em cima de doutrina e na hora da prova escorrego em questões de letra de lei. Obrigada.

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  7. Excelente explanação, professor!

    Gratidão pelos ensinamentos.

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  8. Post meteórico, sem palavras..........obrigado mestre!!

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