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COMO É TRABALHAR NA ASSESSORIA E ESTUDAR PARA CONCURSO?

Olá gente! Bom dia nessa segunda de carnaval a todos. 

Lembrem-se de que se forem descansar no feriado não terem nenhum peso na consciência. Descansem plenamente. Não há problema descansar nesse feriado, desde que compense estudando nos próximos. O que não é adequado é que o concurseiro descanse em todos os recessos, comprometendo seu ritmo de estudos. 

Convidei a Raiza, minha contemporânea de faculdade, para narrar a vocês a rotina de trabalhar na assessoria do MP, bem como contar como concilia com seus estudos para o próprio MP. Jornada dupla galera, faz parte e vocês devem ser organizar para cumpri-la e vencer do mesmo modo. 

Segue o excelente texto da Raíza, a quem agradeço pela disponibilidade.

Aguardamos, agora, seu próximo depoimento aqui para o site como PROMOTORA DE JUSTIÇA! 

Ao texto: 

Boa tarde pessoal.

Meu nome é Raíza Alves Rezende, tenho 25 anos, sou assessora de uma promotoria de justiça no MPPR há três anos e quero ser Promotora. O Eduardo me chamou pra compartilhar com vocês um pouco sobre a jornada dupla na assessoria e os estudos pro MP.

Não poderia deixar de manifestar minha solidariedade para com todos aqueles que precisam trabalhar, seja qual for a razão (questões financeiras ou opção), pois não são poucos os guerreiros e a nossa hora chegará!

Quero primeiro esclarecer o que é a função, para aqueles que desejam assumir este cargo tão importante. Apesar das diferenças entre estados, alguns comissionados (Paraná), outros concursados (São Paulo), pode-se traçar uma linha básica. O assessor exerce a chefia do gabinete do Promotor de Justiça; atua em uma função de confiança. O cargo foi criado para uma jornada de 08 horas por dia, em duas frentes de auxílio: 1 – Judicial: elaboração de pareceres e petições de alta complexidade, além de promover o andamento no maior volume da carga diária. 2 – Extrajudicial: a parte mais delicada e quiçá com maior importância. Explico. A depender das atribuições da PJ, o extra pode ser o “carro-chefe”, ou seja, por onde haverá o maior contato do Promotor com a comunidade, tais como nas matérias de infância e juventude, saúde, idoso, pessoas com deficiência, patrimônio público, etc. Assim, destaco o atendimento ao público (cidadãos, advogados, servidores de diversos órgãos) como ponto crucial, pois a equipe representa o membro e a instituição. O contato de forma simples e cordial é dever do servidor público. Você tem que decifrar o que se pede e se fazer compreender; descomplicar a orientação, sem termos técnicos recorrentes da escrita no judicial e buscar ao máximo resolver o que for possível, uma vez que é um facilitador na rotina do membro.
A familiaridade com o público, com o promotor, com a responsabilidade, passam uma noção praticamente completa das funções ministeriais, melhorando a escrita, o trato com o próximo, enfim, gera uma bagagem inexplicável. Confirma-se a vocação ou se redireciona os planos de uma vida toda. Nada como a prática para dar a correta dimensão do cotidiano de sacrifícios, intensa dedicação e extrema cobrança que seguirão depois da aprovação.

O segundo ponto, como estudar após longas horas de esforço intelectual? Não há segredo, é esforço, sacrifício, planejamento (e mesmo muitas lágrimas). Cansaço, desânimo e preguiça aparecerão em muitos dias, então se você usar isto como justificativa, não atingirá o objetivo. O estudo deve ser prazeroso e quando não o for, o hábito tem que falar mais alto. Respeite a programação do dia, acima de tudo. Claro que em alguns dias imprevistos surgirão, ainda mais pra quem mora sozinho (as roupas e a louça não se lavam sozinhos, a geladeira precisa ser reabastecida), então compense no dia seguinte.

Não disse que é fácil, por óbvio, pois temos menos horas do que os demais colegas concurseiros e temos que otimizar nosso tempo ao máximo. Ainda assim, todos conhecem algum exemplo de profissional que trabalhava e passou, não é mesmo? Isso serve para mantermos a ideia fixa de que É POSSÍVEL. Nossa vaga está lá esperando, só temos que fazer nossa parte. Descubra sua melhor forma de aprendizagem. 
Meu “segundo turno” é de, aproximadamente, 5 horas, dependendo do dia. No primeiro um ano e meio, optei por formar uma base assistindo aulas. Montei meus cadernos de resumo e iniciei as revisões periódicas (com lei seca perto dos editais), porque redigir peças, elaborar pareceres  (questões dissertativas) já é um ponto positivo de preparo pela assessoria. Depois decidi aprofundar. Acrescentei aos resumos a leitura de doutrinas completas; nas matérias de menor importância, as sinopses (ECA, eleitoral, tributário, empresarial); nas de maior peso, os manuais, com resolução de exercícios (objetivas e dissertativas) semanais, além de peças. Nesse ano, já completada a leitura, comecei a pegar pesado na lei seca, com revisões (caderno e grifos). Mas não existe fórmula, claro, até porque ainda não passei! haha
Mais do que tudo, mantenha sua saúde física e mental. Faço atividades físicas 2 vezes por semana, o necessário para distrair a mente por 1 hora. Não adianta cobrar que seu progresso seja igual ao de quem estuda exclusivamente; dedique-se ao máximo e respeite a limitação que a jornada dupla impõe, pois nenhuma rotina maluca sem o suficiente descanso mantém um trabalhador e um concurseiro focado de pé. Gradativamente você subirá os degraus necessários e desfrutará de cada pequena vitória. O resultado vai chegar, isso é uma certeza, só ter paciência e fé!


Agradeço a oportunidade e espero ter contribuído de alguma forma. Até!

Eduardo, em 11/2/18
No IG @eduardorgoncalves

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  2. Você tem sorte, com todo respeito ao seu trabalho. Eu trabalho como assessor de juiz federal que acumulou acervo do tribunal, sendo que eu acumulei o trabalho de verdade: responsabilidades de minutar processos de improbidade administrativa, desapropriação e penal, de supervisionar estagiários corrigindo suas minutas frequentemente, além de ter que socorrer ocasionalmente o trabalho originário que é de JEF para evitar que os processos fiquem conclusos por mais de 30 dias, sem contar as antecipações de tutela. Antes disso trabalhei no mesmo lugar e exercendo as mesmas tarefas, só que em apelações em matéria previdenciária desde 2015. Tenho tentado voltar a estudar mas quando chego em casa não consigo sequer pensar em pegar qualquer coisa pra ler. Fiz um curso online de atualização em CPC, que era tranquilo, mas eu mal consegui terminá-lo, e era apenas de 60 horas. Embora eu seja sem dúvidas um servidor leal e dedicado, ainda tenho que aguentar juiz no meu cangote cobrando mais e mais resultado...

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