DICAS PONTUAIS PARA SUA APROVAÇÃO

ENTREVISTA (site FUI APROVADO)- ALGUNS PASSOS DE MINHA PREPARAÇÃO

Olá colegas, ano passado respondi algumas perguntas ao site FUI APROVADO, onde consta parte da minha preparação, o que talvez possa ajudá-los, razão pela qual reproduzo aqui.

Segue: 


Por que resolveu fazer concursos?

Desde o início da Faculdade visava ao serviço público, talvez pela estabilidade financeira. Por outro lado, nunca pensei em Advogar na iniciativa privada.

Fale um pouco de sua trajetória nos concursos públicos:


Fiz vários concursos, com aprovação em alguns e reprovação em outros. Quando cursava a 2ª Série da Faculdade (2009) fui aprovado em 2º Lugar no concurso de Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, mas optei por não tomar posse, para ter mais tempo livre aos estudos. Concomitantemente fui aprovado no teste seletivo de estágio do MPF (1º Lugar), e optei por realizar tão somente o estágio, desistindo mesmo do cargo de Técnico Judiciário. 

No começo do 3º ano da Faculdade fiz a prova de Analista Processual do TRF4ª Região, e fiquei em 168 na classificação geral. Até hoje espero a nomeação. No final desse mesmo ano fiz a prova de Analista Processual do MPU, e fiquei em 6º Lugar no Estado do Paraná. Imediatamente fui nomeado para a Procuradoria da República em Cascavel/PR, mas não pude tomar posse por ainda estar no 3º ano do curso de direito. 

Um ano mais tarde, fiz a prova da PGE/PR, e para minha surpresa fui aprovado em todas as fases, mas fiquei retido na inscrição definitiva, pois ainda me faltava 1 ano e meio de Faculdade. O diploma foi exigido antes do momento oportuno, mas ainda que tivessem observado o entendimento já consolidado no STJ de que o diploma só deve ser exigido na posse, não o teria. 

Por fim, no último ano da Faculdade fiz todos os concurso que abriram, e esse foi meu maior erro. Fazer todo e qualquer concurso é certeza de reprovação em vários (ou em todos) o que aumenta o nervosismo para sermos aprovados naquele que verdadeiramente nos interessa. Inicialmente fiz o Exame Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil, acertei 70 das 80 questões. 

Fiz ainda os seguintes concursos:
Advogado da CEF, fui classificado, mas sem qualquer chance de nomeação. 
Assessor Jurídico do Tribunal de Justiça do Paraná- Reprovado na segunda fase.
Defensor Público do Estado do Paraná- fui reprovado na segunda fase (e que reprovação).
Procurador da Fazenda Nacional- aprovado na primeira fase. Não fiz as demais, pois coincidiu com a Defensoria Pública do Estado do Paraná.
Advogado da União, fui aprovado em 5º Lugar, sendo esse o cargo que ocupo hoje.

Continuo fazendo concursos (novamente como ‘treineiro’), para que, quando tiver os 3 anos de prática jurídica, já estar bem preparado. Nesse ano fiquei em 3º Lugar na primeira fase do MP/PR, mas não fui fazer as demais fases, pois a prova seria aplicada de segunda a sexta-feira, e não estou lotado no Paraná, o que me impossibilitou de comparecer. E aguardo resultado das provas objetivas do TRF3 e MPF, com chances reais de aprovação em ambos.

Qual a sua metodologia de estudo?

Em regra, utilizo apenas um livro por disciplina, mas faço revisões periódicas. Não uso resumos. Meus resumos são meus próprios grifos nos livros.
Estudo falando. Me explico a matéria. Para mim funcionou, e aprendo mais. Muito importante também é o domínio da lei seca. Nunca isoladamente, mas é importante. Grande destaque tem tido a jurisprudência, em especial para provas do CESPE. Sempre me mantenho atualizado. Toda semana leio informativos (recomendo os do site dizer o direito e os da EBEJI). Não estudo apenas uma matéria por vez. Quando estudava para a AGU, estudava 4 matérias por dia, e sempre antes de retomar a matéria no dia seguinte, fazia uma rápida revisão. Hoje, com menos tempo, estudo duas matérias diariamente. Não recomendo que estude apenas uma matéria por vez.


Algumas dicas e conselhos que você acha interessante para quem está se preparando para um concurso público:
Ser aprovado em concurso não tem segredo, ‘basta’ saber a lei, a doutrina e a jurisprudência. Para quem está começando agora a fazer concursos, é imprescindível, ao menos, escolher se quer seguir carreira estadual ou federal. As matérias e editais são muito diferentes, e o enfoque é diverso. Recomendo que comecem os estudos para concurso já na época da Faculdade, sabendo que quem quer fazer concurso (na atual sistemática em que são realizados) deve meio que ‘fugir’ da pesquisa jurídica, salvo se tiver muito tempo livre.

Legal conhecer doutrinadores clássicos (o que pode ajudar muito na 2ª e 3ª fase). Mas garanto que, na prova objetiva, acerta muito mais questões quem está afiado com a ‘Doutrina’ do Pedro Lenza do que quem leu várias obras clássicas de direito constitucional. A mesma regra se aplica para as demais disciplinas. Ou seja, não basta ler bons livros, tem que escolher os livros voltados para o concurso que almeja e para o estilo das atuais provas de concursos. 

Do mesmo modo, fazer uma programação é fundamental, mais que isso, cumpra seu projeto. Como incentivo, no despertador do meu celular eu coloquei o valor da remuneração do cargo que desejava. Era uma forma de incentivo a acordar cedo e continuar em frente na busca de meu objetivo.

Cursinho, não fiz nenhum intensivo. Fiz apenas um para a 2ª e 3ª fase da AGU (Curso de Redação de peças e curso para a Prova Oral), ambos da EBEJI. Foram muito importantes, e me deram a confiança necessária; no final tirei 100,00 na prova oral da AGU. Fiz algumas isoladas do CERS (trabalho e processo do trabalho). De fundamental importância é a resolução de provas anteriores. Acho que resolvi todas as provas do CESPE relacionadas a carreiras federais. Ter conhecimento do estilo da banca ajuda bastante, pois percebemos onde estão os possíveis erros das questões, o que facilita bastante quando do chute.

Quanto às Súmulas, sempre as lia na semana anterior a prova. No dia anterior a prova sempre gostei de estudar as matérias que exigiam fossem decoradas ou aquelas que me davam confiança (aquelas matérias que se eu não estudasse um dia antes parecia que eu não sabia nada). Por exemplo: princípios e métodos de interpretação constitucional. 

Tenho a tese de que concurso é 60% preparação, e 40% sorte. Para ser aprovado aquele tem que ser o seu concurso, e o seu dia. Por fim, a fila,cedo ou tarde, anda para todos. Mas a velocidade em que essa fila vai andar só depende da nossa força de vontade. 

Bom final de semana pessoal. 

3 comentários:

  1. Excelente! Uma real fonte de inspiração! Meus parabéns!

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  2. Vc é o fera da prova objetiva! Impressionante. Parabéns!

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  3. boa tarde eduardo. parabéns pelo blog, estou gostando muito. tenho o sonho de ser procurador da república, estou reiniciando os estudos, tenho 29 anos e essas dicas estão sendo de muita valia, bem como o exemplo de vcs de determinação, principalmente por passarem tão cedo, está me dando um gás extra, rsrs. Tenho uma dúvida por favor quanto ao seu método de fixação: após vc terminar algum livro, depois de todas as revisões periódicas e leituras das páginas marcadas pelos post-its, e depois de retirar todos os post-its, pois chega um dia que vc não precisará mais revisar aquelas páginas marcadas, acaba que vc não pegava mais no livro para revisar, não é isso? a minha preocupação é com as revisões próximas da prova, pois se já revisei todo o livro durante sua leitura, quando estiver perto da prova (principalmente no caso de esta ser muito tempo depois de quando eu terminei o livro) não terei como revisar o livro, a não ser lendo-o praticamente todo, situação que não ocorreria se tivesse feito um resumo. Estou tentando me convencer a não fazer resumo do livro todo, hehe. grande abraço. Fernando

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