Oi meus amigos, tudo bem?
Muita gente gosta de estudar por aulas de cursinho. Eu mesmo gostava muito e deixava as aulas para as matérias mais chatinhas e para aquelas em que tinha maior dificuldade. Usava as aulas estrategicamente justamente nas matérias em que precisava de uma explicação mais detalhada.
Mas, ao fazer uma aula, de nada adianta sentar na frente do computador e não produzir nada. Apenas assistir passivamente ao professor falar não ajuda muito e produz baixa memorização.
O que eu sugiro?
Que o aluno anote a aula, transcrevendo os conceitos e os artigos citados pelo professor, formando assim um bom material de revisão.
Mas aí surge uma dúvida:
R: O máximo possível para deixar o material pronto para uma boa revisão e, ao mesmo tempo, o mínimo possível para compreender a matéria.
Explico.
Por que anotar o mínimo possível?
Para ter um material enxuto para fins de revisão. Mas esse mínimo precisa abranger tudo aquilo que for indispensável para vocês compreenderem o conteúdo.
E por que anotar o máximo possível?
Porque vocês devem aproveitar a aula para registrar o máximo de informação útil que conseguirem, especialmente os artigos de lei e os julgados citados pelo professor.
O que evitar transcrever?
Comentários paralelos, exemplos muito longos e explicações detalhadas. Traga sempre o resumo da explicação, e não a explicação inteira.
O que transcrever com certeza?
Anote a essência do instituto, o conceito elementar do que está sendo tratado, regras e exceções, julgados e artigos.
Se o professor citar um artigo, tragam esse artigo para o caderno.
Se o professor citar um julgado, tragam esse julgado em resumo para o caderno.
O objetivo é que, ao terminar a aula, vocês tenham produzido um material que possa ser revisado posteriormente sem a necessidade de voltar à aula inteira.
Outra dica: o caderno é informal. Ele não precisa ser perfeito.
Não esquente com erros de ortografia, erros de formatação ou com a necessidade de deixar tudo bonito. Façam algo informal, mas completo.
Se vocês quiserem anotar a aula sendo perfeitos, não vão dar conta. A aula é rápida e vocês são naturalmente mais lentos na escrita. Então escrevam do jeito que der, desde que, posteriormente, vocês consigam entender o que escreveram e aquilo faça sentido para vocês.
Por fim, e talvez o mais importante: de nada adianta fazer caderno e nunca revisar.
De nada adianta copiar tudo que o professor fala e nunca mais olhar para aquilo.
Caderno é para ser usado, anotado, grifado, decorado.
Cada revisão leva a mais grifos, mais anotações, mais complementos e mais velocidade.
Com o tempo, o caderno vai se transformando. Aquilo que era importante na primeira leitura deixa de ser tão importante depois de algumas revisões. Vocês vão acrescentando aquilo que esqueceram, destacando aquilo que a banca mais cobra e eliminando aquilo que perceberam ser desnecessário.
Caderno é para ser usado, rabiscado e, quanto mais rabiscado ao longo dos anos, melhor.
Fazer um caderno e nunca mais usar é perda de tempo ao extremo, sendo praticamente inútil para 99% das pessoas.
A aula é apenas o meio. O objetivo é construir conhecimento que permaneça na memória e possa ser recuperado no dia da prova.
Certo meus amigos?
Eduardo, em 06/09/2026
No Instagram @eduardorgoncalves


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