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Depoimento de aprovado - João Pedro Laurentino Gomes - aprovado no MPF (Procurador da República 2026)

 Oi meus amigos, bom dia a todos! 

Hoje trago o depoimento do João Pedro Laurentino Gomes, aprovado no 31 Concurso do MPF para procurador da República. 

O João Pedro era leitor do blog, leu vários dos depoimentos de aprovado aqui e hoje conta a sua história. Esse é o poder do estudo, ele transforma seus objetivos e metas em realidade. 

O João ainda prova que manter o foco no que realmente deseja traz ótimos resultados. 

Uma das coisas da qual mais me orgulho na minha trajetória foi ter sustentado o meu sonho por tanto tempo. Não foi nada fácil. Muitas pessoas – muitas mesmo, quase todo mundo – me diziam que estudar apenas para o concurso do MPF era loucura. Que eu deveria abrir o leque para outras opções. E, racionalmente, sei que essas pessoas estavam certas. Mas sempre pendi para o lado da emoção. Resolvi escutar o meu coração.


Desejamos ao João Pedro muito sucesso no MPF. 


Vamos ao depoimento:  

Sou João Pedro Laurentino Gomes, natural de Natal/RN, 32 anos. Por muitos anos, li os depoimentos de aprovados no blog do Edu e, agora, sinto-me muito feliz em poder contar um pouco da minha trajetória aqui. Compartilho a minha experiência, de cunho individual e sem pretensão alguma de universalizar qualquer jornada pessoal, com a genuína intenção de poder iluminar, ainda que um pouco, a dura estrada em busca da sonhada aprovação.


Concluí a graduação no curso de Direito pela UFRN em meados de 2017. Na época, o concurso vigente para servidores do MPU estava para vencer, com alta probabilidade de um novo concurso que contemplaria o cargo de analista jurídico. Vislumbrei ali a possibilidade de estudar para um bom concurso, que me possibilitaria ter renda e segurança necessárias para me dedicar integralmente ao concurso que era meu grande sonho, o concurso do MPF para o cargo de procurador da República. 


Decidi, portanto, estudar para o cargo de analista do MPU antes de focar nos estudos para o CPR (concurso público para procurador da República). Estava traçado meu plano e passei a executá-lo. 


Em janeiro de 2018, assumi um cargo de assessor no MPF, no mesmo ofício no qual havia estagiado por 2 anos, de 2015 a 2017, ocasião em que conheci e me apaixonei pela carreira do MPF. Passei a conciliar a jornada de estudos com o trabalho, situação essa que me acompanhou ao longo de toda a minha preparação até a aprovação no MPF. 


A prova do MPU apenas ocorreu em outubro de 2018, de modo que tive mais de um ano de preparação específica para esse certame. Obtive aprovação em uma classificação razoável e, vencida essa etapa – que deflagrou a fase de espera pela nomeação –, resolvi que era o momento de começar a minha preparação voltada para o concurso do MPF, meu maior sonho profissional. 


Eu já possuía certa noção de como era o concurso, pois, durante a faculdade, já pesquisava sobre os detalhes do certame, mas, naquele momento, pesquisei ainda mais sobre a prova, li depoimentos de aprovados (muitos no blog do Edu) e tirei dúvidas com os candidatos do 29º CPR (que, no momento, haviam acabado de ser aprovados). 


Comecei efetivamente meus estudos para o MPF em dezembro de 2018, em pleno recesso judiciário. Estava em um estado de animação absurda. Não apenas por se tratar da preparação para o cargo dos meus sonhos, mas por realmente ser um conteúdo programático que me dava gosto de estudar. Esse estado de animação me acompanhou por boa parte de minha jornada, apesar dos desânimos no caminho, e acredito que é desse tipo de otimismo que devemos nos nutrir ao longo da árdua preparação em busca de um grande sonho. 


Em linhas gerais, meu estudo era cíclico, ou seja, no mesmo dia estudava um pouco de três disciplinas diferentes, dividindo o estudo em blocos de leitura do material escolhido, leitura da legislação correlata e exercício com questões objetivas. Embora eu tivesse, por vezes, o receito de avançar muito lentamente no estudo, eu sentia que esse tipo de estudo era mais dinâmico e oxigenava melhor o meu cérebro, além de me permitir estar em constante revisão dos assuntos já estudados.


O Edital Esquematizado do Meu Esquematizado era o meu guia de estudos. Usei tanto na minha preparação para analista do MPU quanto para o cargo de procurador da República. Minha versão impressa está hoje bastante surrada, cheia de anotações e grifos, e acho realmente de grande valia para quem pretender estudar para o MPF, pois destrinchar o edital e saber exatamente quais pontos dar maior atenção em cada assunto é fundamental.


Utilizei apenas alguns livros de doutrina, em matérias que pontualmente demandavam uma maior atenção pelas especificidades do concurso do MPF (André de Carvalho Ramos para direitos humanos; Portela para direito internacional; Daniel Sarmento para a parte hermenêutica de direito constitucional; e Rodrigo López Zilio e José Jairo Gomes para direito eleitoral), mas para boa parte da minha base de estudos li materiais de cursos jurídicos (usei o do Ciclos). Realizava muitas questões e lia bastante a legislação nacional e internacional, algo bem importante para a prova do MPF – saber o teor expresso de determinados tratados como se fossem legislação doméstica. 


Jurisprudência também era algo que sempre estudava, mas preferia fazê-lo de modo concomitante aos assuntos que eu estudava, ou seja, ao terminar o estudo do tema, buscava estudar a jurisprudência correlata (utilizei o Buscador do Dizer o Direito, dica que considero muito proveitosa). O acompanhamento dos informativos do STF e STJ eram esporádicos, nunca conseguia estar tão atualizado. Também me atentei bastante para a jurisprudência internacional, em especial do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, pois é tema bastante caro à atuação do MPF, mesmo com a mudança no edital, que retirou direitos humanos como disciplina autônoma do programa (os julgados da Corte IDH e as opiniões consultivas me auxiliaram muito em matérias como direito ambiental, por exemplo). 


Como sempre trabalhei durante a minha preparação, tive de organizar bem o meu tempo para estudar com qualidade. Em média, conseguia estudar entre 3h e 3h30 líquidas em dias de semana, e, nos finais de semana (geralmente sábados, pois aos domingos eu diminuía mais o ritmo), em torno de 4h30 a 5h. 


Houve inúmeras oscilações nesse período de estudos, momentos em que eu mal conseguia estudar, mas sempre buscava estudar uma horinha que fosse. Manter a constância e prezar pela qualidade era o mais importante para mim, muito embora, em vários momentos de comparação, eu tenha me questionado se estava no rumo certo, se não deveria acelerar os estudos a todo custo, se não deveria pegar mais pesado.  


Essa é uma sensação que acompanha o estudante ao longo de toda a preparação, não tem jeito. Não há garantia alguma nos estudos para concursos públicos. Por isso a importância de manter a serenidade e a cabeça aprumada. É preciso encontrar o método de estudos que melhor se adeque a sua realidade, escolher um bom material fixo (e não ceder à tentação de mudar a todo instante), confiar na sua preparação, estar aberto a realizar os ajustes necessários (eles serão fundamentais em todas as fases da jornada) e seguir em frente. 


Como comecei a estudar para o MPF no final de 2018, quando o 29º CPR tinha finalizado há pouco, resolvi fazer provas de MPs estaduais apenas para me testar. Lembro de ter feito, ao longo da minha preparação, provas do MPSP, MPSC, MPPR, MPGO, MPCE, MPPE e MPSE. Também fiz alguns TRFs (antes do ENAM). 


Não cheguei nem perto do ponto de corte nessas provas, e em várias delas cheguei a me questionar sobre a minha escolha de focar apenas no MPF, mas reputo importante para a minha formação ter me submetido a esses exames. Tanto para perceber que os concursos de carreiras jurídicas não são coisa de outro mundo, como para refletir sobre as minhas escolhas. Se eu quisesse estar competitivo em outros concursos, teria de readequar meus estudos. Acontece que eu não queria. O MPF, para mim, sempre foi um grande sonho e minha cabeça funciona na base do tudo ou nada, do 8 ou 80. Eu já havia decidido que queria ser analista para ter a liberdade de só estudar para o MPF. Coloquei na cabeça que o projeto de me tornar procurador da República era algo a longo prazo e de dedicação exclusiva, como na carreira diplomática (que era meu objetivo ao escolher o curso de Direito, mas foi substituído pela carreira do MPF). Eu seria analista até me tornar membro do MPF. 


Segui em frente e, em 2022, foi publicado o edital do 30º CPR. Eu já estava em um ritmo bom de estudos e adaptei meu cronograma para fazer um estudo intenso de reta final, de modo a revisar e estudar o máximo possível do conteúdo programático. 


Em novembro de 2022, fiz a prova objetiva do 30º CPR. Durante a prova, senti uma felicidade imensa, pois imaginei que iria me sair bem. De fato, quando publicado o gabarito, vi que estava com uma ótima nota, bem acima do ponto de corte. Havia quase fechado o GI (composto por direito constitucional, direito eleitoral e proteção internacional dos direitos humanos), ou melhor, acabei fechando, já que a única questão do grupo que tinha errado, de direito eleitoral, foi anulada. 


Mal pude acreditar que havia conseguido avançar de fase no concurso dos meus sonhos. Nunca havia feito segunda fase alguma, então me organizei, comprei cursos específicos e refiz meu cronograma de reta final com foco nessa etapa. Segui com afinco e acreditando que a aprovação era possível. 


Fiz a segunda fase do 30º CPR em março de 2023. 4 dias seguidos de prova, com 4h de prova em cada dia. Gostei das questões da prova e, mais uma vez, imaginei que seria aprovado. As minhas expectativas estavam altíssimas e eu estava extremamente feliz. No entanto, em abril do mesmo ano, quando divulgado o resultado, veio o balde de água fria: havia reprovado por poucos pontos no GII (compunham o grupo direito administrativo e direito ambiental, que foram as notas que me eliminaram, além de direito tributário e financeiro e direito internacional), embora aprovado nos outros três grupos.


Esse foi um dos piores momentos na minha jornada de estudo para concursos. Mal consegui dormir naquela noite, de tanto chorar. O fato de eu piamente acreditar que iria para a fase oral fez tudo ser mais negativamente intenso. Recorri, mas não foi suficiente. Foram dias sombrios e de muita dor, mas dei tempo ao tempo, precisava viver aquele luto para poder me reerguer.


Enquanto vivia o processo de me reestruturar emocionalmente, veio, em julho de 2023, a minha nomeação para o cargo de analista do MPU, concurso em que havia passado em 2018 e cujo prazo de validade havia se estendido um pouco mais por conta da pandemia. Foi como um bálsamo para as minhas feridas; algo que veio no momento certo, para me ajudar a me remontar. 


Aos poucos, já como analista do MPU (lotado no próprio MPF), retomei a minha rotina de estudos, certo de que ainda seguia no meu plano. Em 2024 não fiz provas, apenas me preocupei em sustentar uma rotina saudável de estudos. Em agosto daquele ano, saiu a nova resolução do concurso do MPF, dessa vez com alterações substanciais em relação às notas de corte, disciplinas em cada fase e quanto ao conteúdo programático. 


Apertei o passo, já com um estudo focado no novo conteúdo programático. Em março de 2025, quando publicado o edital do 31º CPR, senti as forças renovadas e iniciei mais um cronograma de reta final para a prova objetiva. 


Estava muitíssimo animado com mais uma oportunidade, mas, ao mesmo tempo, receoso diante da frustração do concurso anterior. Decidi que faria diferente dessa vez. Durante os estudos para o 30º CPR, abdiquei de quase tudo para focar nos estudos. Não fazia atividade física ou terapia por achar que “perderia tempo”. Cheguei ao ponto de não me sentir mais eu mesmo. Não conseguia sentir prazer com coisas que antes me faziam bem, como a leitura. Só conseguia estudar. 


Para o 31º CPR, fiz a escolha consciente de não parar a minha vida em função dos estudos, em que pese estes ocuparem, sim, uma posição central de todos os meus afazeres no período intenso de preparação. Não deixei de fazer atividades físicas regulares, apenas diminuí o volume. Continuei na terapia que já estava fazendo. Fui à psiquiatra e passei a tomar ansiolítico, pois já no início dos estudos pós-edital a ansiedade começou a bagunçar o meu emocional e afetar os estudos. 


Senti, portanto, que estava bem regulado emocionalmente e os estudos fluíam muito bem. Fiz a prova objetiva em junho de 2025 e, diferente da prova anterior, detestei. Saí com uma sensação de derrota tremenda. Cedi à ansiedade e pus minhas respostas no Olho na Vaga (coisa que nunca havia feito antes) e o site me indicava que eu estava um ponto abaixo da provável nota de corte.


Vivi duas semanas de luto, já pensando no que iria fazer da vida diante de mais um fracasso. Com a publicação do gabarito preliminar, 14 dias após a prova, veio a surpresa: eu estava com um ponto acima da nota de corte. Como a cabeça do ansioso sempre pende para o pior, ainda fiquei com bastante receio de não passar após as eventuais anulações, mas comecei a me preparar para a segunda fase do concurso. No final de agosto, veio a confirmação da aprovação na fase objetiva, o que me deu mais fôlego para ir com todas as minhas forças para cima dessa prova.


Novamente, fiz cursos preparatórios e estudei muito. Dessa vez, me atentei mais ao rigor técnico das peças processuais, algo que não havia feito no concurso anterior, além de me preocupar em, a cada resposta dada, equilibrar entre a objetividade de responder ao que foi pedido com a demonstração de algum conhecimento diferencial. No meu caso, busquei, sempre que possível, relacionar minhas respostas a enunciados das CCRs ou a exemplos de atuação institucional do MPF, bem como a julgados e opiniões consultivas da Corte IDH. 


As provas subjetivas foram aplicadas em 3 dias seguidos, no início de outubro de 2025. Ao final, tive a sensação de dever cumprido e senti uma considerável evolução da minha parte em relação ao concurso anterior, mas não senti tanta confiança em relação à aprovação quanto antes. Foram meses de angústia na espera do resultado, que só saiu em fevereiro de 2026. Sem dúvidas, um dos momentos mais marcantes da minha vida nos concursos foi descobrir que eu estava entre os poucos aprovados que avançaram para a prova oral. A realização do sonho estava logo ali. 


Ciente do tamanho do desafio, afinal, nunca havia feito prova oral na vida, ainda mais com o peso de se tratar do concurso dos meus sonhos, dei início à preparação final, que selaria com chave de ouro a minha árdua jornada de estudos para concursos. Realizei inúmeros treinos com os colegas também aprovados, estudei bastante, fiz cursos específicos, mas me atentei, sobretudo, a preservar a minha mente. Digo que a fase oral é a mais difícil pela importância que se deve ter quanto ao controle emocional. Essa é, de fato, a chave para um bom desempenho nessa etapa. 


Fiz a minha prova oral em 18/04/2026, no primeiro turno (manhã) do primeiro dia de arguições, na PGR. Tudo como que em um estado de deslumbramento por estar ali, concretizando um sonho e, ao mesmo tempo, equilibrando a ansiedade e o nervosismo. A prova em si não foi difícil, mas os minutos que a antecederam, na espera da antessala, foram o ápice de maior nível de ansiedade que já senti na vida. Depois da primeira arguição, porém, o cérebro entra na frequência certa e tudo flui melhor. 


O resultado final chegou em 18/05/2026, exatamente um mês após minha arguição. Fiquei completamente estático e dormente diante do resultado. Para ser sincero, acho que ainda estou em um estágio de me permitir compreender que, sim, realizei um dos grandes sonhos da minha vida. Serei procurador da República, tal qual muito sonhado por uma jovem versão minha, que entrava no prédio da Procuradoria da República para cumprir sua jornada de estágio e se imaginava, um dia, integrando os quadros do MPF como membro.   


Uma das coisas da qual mais me orgulho na minha trajetória foi ter sustentado o meu sonho por tanto tempo. Não foi nada fácil. Muitas pessoas – muitas mesmo, quase todo mundo – me diziam que estudar apenas para o concurso do MPF era loucura. Que eu deveria abrir o leque para outras opções. E, racionalmente, sei que essas pessoas estavam certas. Mas sempre pendi para o lado da emoção. Resolvi escutar o meu coração. 


Eu só me via plenamente realizado no MPF e era esse o meu foco. Duvidei de mim muitas vezes, principalmente quando reprovei no 30º CPR, mas a minha força de vontade era tamanha que eu não conseguia simplesmente parar ou desistir. Eu sabia que não estava acabado até eu conseguir o que queria. 


Finalizo com dois conselhos a quem ainda está na caminhada. 


O primeiro é: sonhe grande, sonhe alto. Não tenha medo de sonhar. Sonhe a cada instante da sua preparação. Sonhe com a aprovação mais desejada, sonhe com o dia da sua posse, sonhe com o momento em que você conta a seus familiares queridos de sua aprovação. Eu sinto que minha força de vontade só se sustentou por todo esse tempo pela minha insistência em sonhar alto, mesmo com todos os desafios, mesmo com a reprovação que me doeu muito. Se a gente não sonha, não consegue ir a lugar algum. Mas tenha os pés no chão para pôr em prática o trabalho necessário para a realização do seu sonho, pois ele não vai cair do céu. Sempre fui, nas palavras que pego emprestadas de Emicida, um sonhador na prática, como na canção “Ubuntu freestyle”, em que ele diz: “[...] sonho é planejamento, investimento, meta. Tem que ter pensamento, estratégia, tática. Eu digo que sou sonhador, mas sonhador na prática”. 


O segundo é: cuide da sua saúde mental. Por mais que, às vezes, o ímpeto seja de se esforçar mais e deixar de lado esse tipo de cuidado, não o faça. Aprenda a se conhecer para saber quando você está indo além do limite e quando você sabe que pode se dedicar um pouquinho mais. Muita gente abre mão de tudo e até consegue passar mais rápido, mas depois tem que lidar com todas as consequências disso. O estudo para concursos é, também, um desafio psicológico. Tente achar um equilíbrio e tornar a jornada mais leve, de alguma forma. Vale mais a pena chegar lá estando mentalmente saudável, eu garanto.


Desejo a melhor sorte a todas e todos que persistem em sonhar. 


Bons estudos a todos. 


Sucesso João, nos vemos na sua posse!

 


3 comentários:

  1. Belíssimo depoimento, carregado de emoção e sensibilidade.

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  2. Estou arrepiado. Parabéns, João! Seu relato é muito inspirador. Espero um dia poder te chamar de colega. Grande abraço e sucesso!

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