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A TEMIDA PROVA DE TÍTULOS

Olá meus amigos, bom dia de domingo a todos. 

Hoje vou falar com vocês sobre um tema que muitos me perguntam e que assusta a 90% (ou mais) dos concurseiros: A TEMIDA PROVA DE TÍTULOS. 

ANTES DE MAIS NADA ESCLAREÇO: ESSA POSTAGEM SE APLICA AOS CONCURSOS MAIS DIFÍCEIS, AOS MAIS CONCORRIDOS, VIA DE REGRA: MAGISTRATURA, MPs, DEFENSORIAS, PGEs, PGMs (de grandes cidades), carreiras da AGU, DELEGADO FEDERAL e DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL. 

Quem lê o blog já sabe o que penso sobre, mas não custa rememorar a seguinte postagem CONCURSEIRO DEVE FAZER PÓS GRADUAÇÃO.

Agora que vocês leram a postagem acima, preciso que acreditem e confiem em mim: A PROVA DE TÍTULOS, EM PRATICAMENTE TODOS OS CONCURSOS JURÍDICOS (salvo cartório, onde ela pode decidir os primeiros lugares e isso é importante), É IRRELEVANTE, E SUA NOMEAÇÃO NÃO DEPENDE DELA.

Vamos exemplificar: 
Na DPU, o doutorado tem peso de 10 pontos. Pode parecer bastante, mas a prova objetiva vale 100 pontos, as provas discursivas valem 100 pontos e as provas orais valem mais 100 pontos. Caso o concurseiro tire 95 na oral, e aquele que possui doutorado tire 80 nessa prova, pronto, já houve a compensação da nota de título. 

Outro exemplo, na AGU o doutorado vale 5 pontos. A prova objetiva vale 100 pontos, cada uma das três discursivas valem 100 pontos e a oral mais 100 pontos. Assim, um item da prova discursiva que você acerte, e aquele que tem doutorado erre, você já passou na frente dele. 

No 28 concurso para o MPF a pessoa que possuía a maior graduação em termos de títulos reprovou nas provas discursivas, em dois grupos, sendo que candidatos recém saídos da faculdade foram aprovados. Dos mais de 60 aprovados no 28CPR, estimo que no máximo 03 fizeram mestrado. 

No meu concurso do MPF (27 CPR) a pessoa com maior número de títulos estava 3 posições atras de mim, mas acabou me passando na classificação final. Resultado: nós dois fomos nomeados e eu perdi apenas essa posição sem praticamente nada de títulos. Só não fomos nomeados na mesma data, pois eu tinha apenas 1 ano de formado. 

Meus amigos aprovados no MPPR igualmente são apenas formados ou no máximo fizeram uma pós-graduação simples. 

Exemplo aqui de Naviraí/MS: nenhum dos procuradores fez mestrado. O juiz também não fez. Nosso analista, recém nomeado na DPU, também não. Os delegados federais idem. Nenhum dos analistas do MPF em NVI têm titulação além da pós-graduação. 

Dos editores do blog, apenas o Rafa Bravo fez mestrado. Os demais não fizeram. Nathalia está fazendo 03 anos depois de ser membro do MPF. 

Então, meus amigos, concurseiro raiz não se preocupa com a prova de títulos, OK, pois ela não será determinante para sua aprovação ou nomeação. 

Se dedicar a obter títulos é se dedicar a pesquisa jurídica, ao mestrado, ao doutorado e fazer esses cursos pode comprometer sensivelmente sua preparação para concursos. O estudo para concursos não tem nada que ver com a pesquisa. São técnicas e objetivos totalmente diferentes. 

Caso você queira títulos, busque em formas alternativas: 1- exercício de advocacia (conta para alguns concursos - faça  básico, o mínimo necessário para conseguir o título); 2- publique alguns artigos em revistas online certificadas (via de regra é só enviar que eles publicam tudo); 3- junte suas aprovações, ainda que fora das vagas, em outros concursos. Esses foram os meus títulos, aliás. 

Na prova oral a banca pergunta sua graduação, onde estudou, se fez mestrado, doutorado? R= Meu amigo, eles perguntam o que você faz, no que trabalha, e eu cravo a vocês na prova oral do MPF é muito mais vantagem você chegar e dizer a banca que é da AGU do que chegar e dizer que é doutor pela Universidade mais renomada do país. 

Não conheço relatos de examinadores que tenham perguntado se o candidato fez metrado ou doutorado. 

Mais que isso: se o candidato diz que é doutor ao examinador está ele atraindo uma responsabilidade a mais para si, já que certamente seu nível de prova aumentará. A prova oral é uma conversa bem tranquila, então para que você vai querer dizer para o examinador que você é mestre em algo? Essa informação é absolutamente irrelevante para a prova oral.

Na prova oral do MPPR (e quem assistiu sabe) eu cheguei aprovado. Fiz a prova por obrigação, mas ela era só homologatória mesmo. Mas não era homologatória por eu ter mestre ou doutor, mas sim porque eu já era membro da AGU, aprovado no MPF e estava em primeiro lugar nas etapas anteriores do concurso. Não iam me reprovar, mesmo que eu fosse mal. Isso não se deve ao meu nível de titulação. 

Portanto, muito mais importante do que você dizer a banca que tem uma alta titulação é a banca saber que você já exerce um cargo público, que já está acostumado com a rotina do serviço público e apto a ele. O que você faz a banca sabe, sua titulação no mais das vezes não! 

NÃO PENSE QUE SE VOCÊ CHEGAR NA ORAL SEM TÍTULOS VOCÊ SERÁ O ESTRANHO. NA VERDADE, ISSO É O MAIS COMUM. QUEM CHEGA NA ORAL, EM 80/90% DOS CASOS NÃO TEM TÍTULOS MESMO, E OS EXAMINADORES SABEM DISSO. 

Espero que tenham entendido a moral do texto: NÃO SE PREOCUPEM COM PÓS-GRADUAÇÃO. SE PREOCUPEM EM ESTUDAR FIRME PARA O SEU CONCURSO. OUSO DIZER QUE O CONCURSEIRO ESTÁ EM MUITA VANTAGEM QUANDO COMPARADO COM AQUELE QUE CONCILIA O ESTUDO PARA CONCURSOS E O MESTRADO, POR EXEMPLO. 

Estou dizendo para não fazer mestrado ou doutorado? R- óbvio que não! Estou dizendo para fazerem depois da aprovação, pois muito melhor estudar com um bom salário, do que estudar sem saber como será o futuro. 

Avante concurseiros. 

E sem preocupação com os títulos. Sua nomeação não depende deles. 

Abraços, bom domingo a todos. 

Eduardo, em 28/05/2018
No instagram @eduardorgoncalves

6 comentários:

  1. Professor, faz um post falando sobre a postagem de artigo em revistas online. Obrigada!

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  2. Professor, faz um post sobre a publicação de artigo em revista online. Obrigada!

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  3. muuuuuito bom saber disso, obrigada!!!

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  4. Boa tarde, quais seriam essas revistas on line certificadas ou sites que aceitariam artigos para serem classificados como títulos depois?

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  5. Sempre pensei que a prova de títulos fosse uma espécie de empecilho em certos concursos, como na AGU e MPF, mas agora vejo que não... Mais um grande motivo para avançar ainda mais nos estudos...

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