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DICAS PARA ESCREVER BEM – CONJUNÇÕES, ELEMENTOS DE LIGAÇÃO E PARAGRAFAÇÃO


Olá gente, boa tarde!

Como disse a vocês, para passar em um concurso de grande carreira jurídica vocês precisam escrever bem, e para escrever bem um dia ou outro vocês terão de ter lido uma boa gramática.

Eu a li para o vestibular, quando aprendi a escrever de forma fluída e concatenada, fazer boas dissertações e provas discursivas. Isso fez toda a diferença em segundas fases, onde, mesmo com erros de português (normais, já que escrevemos rápido e correndo em segunda fase) fiz sempre bons textos.

Agora, para escrever bem vocês devem saber muito sobre conjunções, como usá-las (e usá-las muito). Não existe boa resposta discursiva sem conjunções. Fiz para vocês, assim, a seguinte tabela:


Sentido da conjunção
Explicação
Exemplo
Aditiva
Ligam orações ou palavras, expressando ideia de acréscimo ou adição.

e,, não só... mas também, não só... como também, bem como, não só... mas ainda, e ainda.

Adversativas
Ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação.

Ótima para um parágrafo que faça um contraponto.

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
Alternativas
Ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente.
Ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez.

Conclusiva
Ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência – ótima para usar no último parágrafo da sua dissertação (conclusão).
Logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim, diante disso, de tudo que foi exposto, diante do exposto, desse modo.

Explicativa
Ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida

Que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.


Tenham uma meta: façam textos usando sempre no começo do parágrafo uma conjunção. Quem lê nossas Superquartas já sabe disso, e está na frente.

A meta do seu dia hoje é saber o sentido de todas essas conjunções e começar aplicar nos seus textos.

Lembrem: é muito, mas muitooo difícil escrever bem sem saber sobre conjunções e sem saber como as usar bem.

Não há texto dissertativo ou resposta em prova discursiva com um parágrafo. Não há paragrafação perfeita sem conjunções.

Vejamos dois exemplos de textos, sendo o primeiro:
As normas constitucionais programáticas podem ser definidas como regras constitucionais que buscam a conciliação entre interesses de grupos políticos e sociais antagônicos, cujo arquétipo remonta a um conteúdo precipuamente econômico-social, que vincula órgãos públicos mediante a fixação de diretrizes a serem cumpridas para efetivação de direitos sociais previstos na Constituição da República. Embora seja possível a ponderação entre o direito subjetivo do administrado e o princípio da reserva do possível, deve-se atentar para que a garantia do mínimo existencial não seja afastada apenas com base em limitações financeiro-orçamentárias do ente público. A título de exemplo, tem-se a norma encartada no art. 196 da Constituição da República, que traz em seu núcleo duro a saúde como direito de todos e dever do Estado. De acordo com o Supremo Tribunal Federal, o reconhecimento, pelo Poder Judiciário, da validade jurídica de certos programas sociais, como a distribuição gratuita de medicamentos a pessoas hipossuficientes, faz-se imprescindível para que se confira efetividade a preceitos fundamentais da Constituição da República, sob pena de, não o fazendo, estar o Estado substituindo de forma ilegítima seu dever impostergável, transformando referido direito social em verdadeira promessa constitucional inconsequente, meramente estampada no texto normativo.

Agora vejam o segundo:
'Como se sabe, a democracia pode ser classificada em direta ou indireta a depender do modo de exercício da soberania pelo povo. A primeira se dá nos casos de exercício da soberania por seu próprio titular, ou seja, o próprio povo toma as decisões soberanas. Já na segunda, cabe ao povo eleger seus representantes que tomarão as decisões políticas. Por sua vez, tem-se, ainda, a democracia semi-direta na qual estão presentes elementos de democracia direta e indireta.
Nesse sentido, ou seja, visando a evitar os rigores da democracia indireta, é que surge o instituto do recall, que consiste, basicamente,  na revogação individual do mandato eletivo,  capacitando o eleitorado a destituir funcionários, cujo comportamento, por qualquer motivo, não lhe esteja agradando". (BONAVIDES, Paulo, Ciência Política, 4a Edição, p. 352, Forense, 1978). Trata-se, portanto, de instrumento de democracia direta que mitiga os rigores da democracia indireta. 
Do mesmo modo, assim como o recall, há outros instrumentos de cassação do mandato eletivo em um regime democrático, dentre eles o impeachment, que diferentemente daquele, possui previsão em nosso ordenamento jurídico (citar o artigo aqui). Cabe lembrar que a diferença entre os institutos está na titularidade em seu exercício. Enquanto o impeachment é exercido pelos representantes eleitos, sendo, portanto, instrumento de democracia indireta, o recall é exercido pelo próprio titular do poder, que é o povo. 
Em sendo assimconclui-se que tanto o recall quanto o impeachment são instrumentos que visam a tutelar o próprio regime democrático e os valores mais importantes consagrados no texto constitucional, sendo importante forma de controle sobre os governantes eleitos para exercerem o poder em nome de seu titular, ou seja, o povo. 

Qual está melhor?

Acho que entenderam a importância da paragrafação, do uso de conectivos e elementos de ligação, especialmente das conjunções.

Eduardo, em 11/05/2019
No Instagram @eduardorgoncalves

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