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A IMPORTÂNCIA DE FAZER UMA FACULDADE RENOMADA PARA FINS DE CONCURSO?

Olá meus amigos do site, bom dia de domingo a todos. Aqui um domingo chuvoso, e isso justifica a postagem mais tarde na data de hoje. 

Vamos falar do seguinte tema: A IMPORTÂNCIA DE SE CURSAR UMA FACULDADE RENOMADA PARA FINS DE CONCURSO. 

E já adianto: fazer uma FACULDADE RENOMADA É DIFERENTE DE FAZER UMA FACULDADE BOA (CURSAR ADEQUADAMENTE SUA GRADUAÇÃO). 

Vamos ao nosso tema e começo com um exemplo: há cerca de 3 anos atendi a uma aluna que fez questão de me dizer, por várias vezes, que ela tinha feito direito na SanFran (USP). Ela repetiu isso mais de 03 vezes como se eu ainda não tivesse me atentado a esse feito extraordinário de sua parte. 
Em virtude da insistência, eu perguntei a ela: você já faz concurso, ela respondeu que sim. Quanto tempo: há mais de 03 anos. Tem acertado quanto: cerca de 50% ou menos. 
Simplesmente disse a ela: ter estudado na USP não significou nada, pois para fins de concurso você não está no caminho certo. Tenho alunos que estudaram em faculdades particulares, sem nome algum, que estão na sua frente na preparação para concursos. 
Ela então se irritou! 

Desse exemplo, digo a vocês, para fins de concurso público, atualmente, estudar na USP, UERJ, UFRJ, UFPE, UFCE, UEL, UEM, UFPR não significa absolutamente NADA. 

Na AGU não me perguntaram de que Faculdade eu vim. No MPF muito menos. No concurso de analista do MPU também não... 

Vejam comigo que a prova objetiva não é identificada. Assim como a discursiva também não. Então até aqui o examinador sequer sabe a prova de quem está corrigindo. 

Na fase oral possivelmente eles saberão sua procedência, mas a regra é sequer considerar isso, pois o importante é seu conteúdo. Uma pessoa que não se expressa adequadamente não será aprovada porque estudou na UERJ e uma pessoa que fala muito bem e tem conteúdo não será reprovada pelo fato de ter estudado em uma particular. 

A única vez que ter estudado em Jacarezinho me foi perguntado em concurso foi na prova oral do MPPR, pois o PGJ era professor em Jacarezinho, assim como muitos outros membros da Administração Superior da casa. Minha prova não foi mais fácil por conta disso, mas sim foi mais fácil pelo fato de eu ter sido o primeiro colocado em quase todos os grupos na prova discursiva anterior. Isso sim facilitou minha prova... 

Então se você acha que está a frente de seu colega pelo simples fato de estudar em uma faculdade concorrida, meu amigo, você está redondamente enganado, OK? 
E se você acha que está perdendo para seu concorrente pelo fato de ter estudado em uma particular com nenhum reconhecimento (ou pública desconhecida), meu amigo você também está redondamente enganado. 

CONCURSO É MÉRITO, A ESCOLHA OBJETIVA DOS MELHORES, ENTÃO SUA PROCEDÊNCIA É IRRELEVANTE. NÃO SE ACHE MELHOR QUE SEU AMIGO POR TER ESTUDADO EM UMA FACULDADE PÚBLICA RENOMADA. NÃO SE ACHA INFERIOR A SEU AMIGO POR NÃO ESTUDAR EM UMA FACULDADE PÚBLICA RENOMADA. OK? 

PARA CONCURSO, TODOS ESTÃO RIGOROSAMENTE EM PÉ DE IGUALDADE. 

Eduardo, mas por que então as Universidades Públicas aprovam mais? R- Saibam que não é pela qualidade do ensino, mas sim pelo fato de que os alunos que ingressam nessa Universidade, ao ingressarem, em geral, estarem um passo a frente de quem não passou no vestibular da pública. Ou seja, o aluno está no ritmo de estudos mais pesado que o concorrente e está acostumado a essa ritmo. 

Então, no geral, o aluno de uma faculdade concorrida está mais habituado a rotina exigida para a aprovação em concurso, e isso reflete na aprovação posterior. Ademais, esse aluno está mais habituado a seleções (vestibular) que não são muito diferente de concursos. 

Assim, o aluno da UEL não está na frente do aluno da UNOPAR pelo fato de estudar em uma universidade pública referência na região, mas sim está na frente do aluno da UNOPAR pelo fato de ter estudado pesado para ingressar na UEL (vestibular), ter um ritmo de estudo prévio melhor e ter se adaptado melhor a processos de seleção. Isso, obviamente, refletirá na aprovação para concursos. 

Em conclusão: TER ESTUDADO EM UMA FACULDADE RENOMADA É IRRELEVANTE PARA FINS DE CONCURSO PÚBLICO. TER ESTUDADO EM UMA PARTICULAR (OU PÚBLICA) DESCONHECIDA TAMBÉM É IRRELEVANTE. 

A minha Universidade mesmo, embora pública,  não é das mais conhecidas. Os examinadores do MPF possivelmente a desconheciam e ainda sim aqui estou.

Vários dos editores do blog não estudaram nas públicas de suas cidades, e todos estão no MPF/AGU/DPU.

Concordam, discordam? Concordam em parte? Quero ouvir vocês nos comentários.

Grande abraços a todos. 

Eduardo, em 22/10/2017
No insta: @eduardorgoncalves


26 comentários:

  1. Nunca havia lido seu blog, me chamou a atenção o tema e passei por aqui. Adorei a abordagem, foi uma injeção de ânimo nesse domingo chuvoso. Obrigada pelo incentivo!

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  2. Olá Eduardo!
    Gostaria de dizer que eu entro todos os dias aqui no blog para ler os seus posts motivacionais! Leio todos!


    Pois bem. Concordo com tudo o que li neste post.
    Foi importante você mencionar que não lhe perguntaram sobre a sua formação nos concursos do mpf e agu, pois sempre tive tal curiosidade.

    Confesso que estou até aliviada.

    Eu estudei em uma faculdade particular nada renomada, porém tenho um colega que estudou na minha turma e hoje já é promotor de justiça com apenas 26 anos.

    Ou seja, fizemos a mesma faculdade! A diferença é que ele se dedicou muito mais do que eu!

    Adorei o post!

    Renata M.

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  3. Concordo plenamente.

    E ainda acrescento mais uma informação: estudei em faculdade pública não tão conhecida e os professores praticamente nos faziam pastar. Poucos realmente se dedicavam às aulas e se não tivéssemos aprendido a nos virar sozinhos, com certeza não seriamos aprovados para os períodos seguintes, já que muitos não diminuíam o nível de cobrança nas provas ainda que não dessem aula de igual nível.

    Acho que a melhor lição que tirei da faculdade foi essa, sem dúvidas.

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  4. Concordo plenamente.
    Aliás, vejo que as boas particulares, hoje em dia, oferecem cursos de melhor qualidade do que as públicas (professores, palestrantes, bibliotecas etc.). Só que os alunos da pública é que são diferenciados -- e é justamente isso que reflete o melhor resultado das públicas em concursos/OAB: a barreira de entrada imposta pelo vestibular.

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  5. Eu penso que até atrapalha estudar em universidades mais difíceis de entrar, primeiro pq de regra a qualidade não é muito boa, depende apenas do aluno, já que muitos professores estrelinhas não estão ali para dar aulas e sim pelo status.

    Outro ponto é que estudar física, química, matemática, biologia, geografia etc via de regra não serve de nada, nem para a vida, muito menos para concursos públicos da área jurídica, assim o aluno dessas instituições renomadas acaba saindo até em desvantagem, por estar mais desgastado mental e emocionalmente. Nem vou falar das greves e do sucateamento dessas universidades renomadas.

    Se eu fosse aconselhar alguém, um filho, por exemplo, diria para fazer PUC, que não tem greves, nem sucateamento, nem falta de professores, além de ter um certo nome. Assim, a pessoa gastaria 40-50 mil em 5 anos, porém economizaria energia de vestibular e dos estupros mentais da graduação pública e recuperaria este investimento passando antes em concursos, sem sofrer as humilhações desnecessárias do ensino público "superior".

    Agora, algo que considero totalmente aviltante, desnecessário e anti-isonômico é se exigir declarações de profissionais antes da prova oral do MPF, isso viola os mais comezinhos princípios de impessoalidade, isonomia e moralidade. Essas cartas de recomendação mostram que apesar de tudo o MPF não foge à regra do país do sobrenome, dos amigos, dos apaniguados e do patrimonialismo. Espero que isso seja abolido o mais rápido possível.

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    1. Discordo em gênero, número e grau. Mas respeito sua opinião.

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    2. Essa carta de recomendação não precisa ser necessariamente de alguém que vc já conhece, pode ser de alguém que vc passe a conhecer por esse motivo e que vai declarar a opinião sobre a sua capacidade para o cargo de modo a auxiliar a banca, e via de regra não é difícil conseguir se vc já cumpre todos os demais requisitos do concurso. Eduardo, me corrija se eu estiver errada, por favor.

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  6. De fato, ser aprovado na Fuvest é um grande mérito. O problema - que muitos alunos esquecem - é que aprovação não vive de passado. Em concursos jurídicos, não cai matéria do vestibular. Então, se o indivíduo não estudar, não adianta, só vai viver das glórias do passado. O problema é que o indivíduo é convencido que apos o vestibular tudo está resolvido, mas não está. Quanto antes a pessoa tiver a maturidade pra reconhecer isso, melhor pra ela. Caso contrário, continuará a viver em um mundo de fantasia

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  7. concordo.
    gostaria de ouviro o contrário, pois estudei em universidade renomada. Foi difícil formar.
    Mas sinto o peso do estudo para concurso.Tenho que estudar horas e horas.
    Concordo que estudante de faculdade renomada está mais adaptada a um estudo "rígido" e, por isso, "aprova-se mais".
    A vantagem de cursar um boa faculdade? Experiência, raciocínio crítico e grande realização pessoal. Posso dizer que valeu a pena todo esforço. O estudo para mim tem muito sentido, e isso se deve muito ao meus anos de universidade pública. Mas não critico quem não seguiu o mesmo caminho. ;)
    geovanafl

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  8. Estudei em uma universidade renomada e sinceramente, zero vantagem... enfrentei professores que davam aulas ridículas, professores que sequer davam aulas, greves etc. Não vejo absolutamente nenhuma diferença entre estudar em uma faculdade de "nome" e uma totalmente desconhecida, nem mesmo essa questão que você ressaltou de os estudantes das faculdades difíceis estarem mais acostumados com estudos mais "pesados"... Acho que vai mais do aluno mesmo, independente de ser de pública renomada ou particular desconhecida.

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  9. Boa noite, Eduardo ! Gostaria, se possível for, de uma dica sua. Acompanho o blog e admiro bastante o seu trabalho. Pois bem. Tentarei o concurso da câmara legis. de bh - procurador, que ocorrerá em fev/2018. Nunca prestei qualquer concurso, todavia, em provas que tenho realizado como treino (PGM Bh e Fortaleza) acertei 69%-70% das questões objetivas. Ainda estou na graduação (10°período). O que me recomenda de estudos nesse tempo que me resta? De qq modo, agradeço e deixo aq minha admiração.

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  10. As pessoas de Federal sao ridiculas por se acharem. Sera que é dificl entender que elas foram boas no COLEGIO e que faculdade sao outras materias? Se vc nao se esforçar a meteria nao vai entrar por OSMOSE!

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  11. Olá Eduardo, tudo bem?

    Muito bom o seu post! Fiz Sanfran e queria dizer que concordo em gênero, número e grau.


    Me formei ano passado (dezembro de 2016) e digo com plena convicção que ter feito Sanfran não me ajuda em nada para a preparação de concursos. As faculdades públicas (e principalmente a Sanfran) não são voltadas para concurso e nem para o mercado de trabalho (não tive sequer um núcleo de prática jurídica). Muita gente não acredita, mas é a verdade incoveniente. Aqueles rankings são um verdadeiro desserviço.

    Aulas horríveis, textos horríveis para graduação (estudar textos jurídicos em inglês de Harvard ou da Alemanha não agregam em absolutamente nada para o conhecimento jurídico da pessoa, pelo menos a nível de graduação) e valorização excessiva de capital cultural (o que significa falar 5 línguas se você não sabe fazer uma peça? Acredite, isso é beem comum).

    A única coisa que a faculdade te dá é um título e, no máximo, contatos (e apenas se você quiser ser fantoche de algum professor/professora na pós graduação ou em escritório de advocacia).

    Foi uma desilusão enorme ter feito direito na USP (saí de outra Estado para fazer a Sanfran logo depois do ensino médio).

    Sinto que é uma pena, porque a grande maioria dos alunos que entram são em geral muito bons, mas se perdem ao longo da faculdade (e se corrompem também).

    Eu mesmo me dediquei intensamente a faculdade, mas o único refúgio que encontrei foi o concurso público (que eu descobri apenas depois de me formar), pois eu sinto que foi o único lugar que realmente fui estimulado a estudar de maneira séria (depois de grandes desilusões com academia, escritório de advocacia e política estudantil, e depois de não ter mais professores no meu ouvido dizendo que concurso era coisa de "burro").

    Só consegui retomar a boa rotina de estudos depois que eu me formei (e porque comecei a estudar bastante intensa desde janeiro de 2017).

    A única coisa boa que tirei da faculdade é que abri muito minha cabeça (sou contra ao endeusamento de quem passa em concurso público, acho que isso é muito nocivo, e muitas pessoas que fazem faculdade "voltada a concurso" infelizmente fazem isso). Além disso, sinto que tenho que sair constantemente da minha zona de conforto (algo que concurso público exige e muito).

    Mas sei que 90% dos "franciscanos" não são assim né (e vão quebrar a cara igual a essa aluna aí rsrs)

    Ps.: escrevo anônimo, mas um dia espero poder falar isso de maneira aberta após a aprovação nos concursos federais rsrs.

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  12. Sou analista do MPU e me formei numa faculdade particular (era mais parecida com um shopping, todo espelhado, que faculdade mesmo).

    Logo após passar no concurso do MPU de 2013 (me formei em 2012), uma das coisas que me arrependi no passado foi justamente não ter levado mais a sério os estudos quando da minha adolescência para tentar entrar na federal, no caso a UFBA, não pelo rótulo, mas sim por isso que eduardo destacou no tópico, que é o perfil dos estudantes de universidade pública, que na maioria já está acostumado com ritmo forte de estudos e sofre menos com isso. Passei para o MPU sem cursos, aprendendo sozinho "como estudar para concurso" (claro, também com dicas na internet e conhecidos"). Mas uma coisa é certa: se quer estar entre os grandes, tem que andar com os grandes! Os métodos para passar estão todos aí... o mais complicado dessa caminhada é a motivação e perseverança. Quando comecei a estudar para concurso ainda na faculdade passei a ser o "cdf" da turma, meio que o único fazendo isso... quase um "bullying", já que esse estudou começou a refletir diretamente em minhas notas durante o curso. Após perceber essa "influência do meio", passei a me arrepender por não ter estudado de verdade na minha adolescência, pois andar com essa pessoas desse perfil acaba ajudando!

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  13. Estudei na UEL e concordo totalmente.

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  14. Poxa, eu queria a opção para compartilhar no Whatssapp...

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Concordo em gênero, número e grau com esse texto.

    Eu estou no 9 período de uma faculdade particular que não é as das melhores e entrei nela pelo PROUNI. Consegui uma bolsa integral.

    Para eu conseguir essa bolsa integral tive que ralar bastante, estudando as matérias do Enem: história, biologia, química, entre outras matérias. Eu estudava o dia todo. Em média, mais de 06 seis horas ao dia.

    Bom, fiz a prova e tirei uma média boa que deu para entrar na faculdade. Quando entrei na faculdade eu PERMANECI com o mesmo ritmo do vestibular. As matérias agora são outras, mas a intensidade, a mesma. E aí percebi algo interessante no início da faculdade: os meus colegas não tinham o mesmo ritmo de estudar por horas... Esse fato decorreu e decorre, justamente do ponto central desse artigo deste site, mais de 97%, acredito, dos acadêmicos de direito de faculdades particulares não tem e nunca tiveram um ritmo de estudo em comparação com aqueles que tiveram de submeter a algum tipo de prova para ingressar na universidade ou conseguir bolsa do PROUNI. Isso para mim é fato! Essa é a verdadeira vantagem de quem se submete a provas para conseguir algo...

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  17. Há dias atrás, por email, perguntei a alguns professores do curso preparatório que faço sobre isso: se o fato de eu ter me formado em uma faculdade pequena e particular influenciaria no resultado final (qual sabe uma desclassificação na prova oral por algum fator subjetivo), a resposta foi nesse sentido.
    Excelente post, Edu.

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  18. Eu fiz uma faculdade privada. Mas acho que nao foi bom pra mim. Eu terminei no prazo, porem sai com uma quantidade de conhecimento bem aquém do necessário para passar em concurso. Fiz escola de magistratura por conta disso, e fez toda uma diferença na minha capacidade de raciocinio juridico. Pena que não tive a sorte de obter o mesmo conhecimento nos 4 anos que me dediquei a graduação. O que eu vi na minha faculdade privada foi muito simples: os professores pensavam apenas no salario e nao buscavam melhorar o conhecimento transmitido, e os alunos em sua grande maioria só esperavam pelo diploma. Raro era o aluno que pensava no futuro antes mesmo do diploma chegar. Tive uma colega que fez o caminho inverso: estudou pro concurso ao longo dos 4 anos da faculdade, sempre teve notas medianas, nunca buscou o 10, mas quando terminou, 6 meses depois estava aprovada no concurso de delegada, e no final do mesmo ano, passou pro MPRJ. Enfim, não ha regras, mas dedicação e foco!!!!

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  19. Professor, gosto muito de você, mas não concordo com seu texto. O NÍVEL DE ENSINO DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA É INFINITAMENTE SUPERIOR AO DE UMA PARTICULAR. As particulares - salvo exceções, como as Católicas -, infelizmente, só ensinam decoreba para passar em concurso, enquanto as públicas ensinam a pensar, produzem pesquisa, formam seres pensantes, pessoas que influenciarão o futuro do país. Deus me livre de ter feito uma graduação "para passar em concurso público". Fiz Direito por amor à profissão. A vida e a profissão vão muito mais além do que um cargo público. Hoje ocupo um cargo excelente, concorrido, e tenho muito orgulho de ser oriunda de uma Universidade Pública. Além disso os alunos das públicas são mais bem aprovados em concursos, porque, além de mais estudiosos, são também mais inteligentes e capacitados, e não há que se comparar as universidades públicas, apesar de todos as dificuldades de gestão, com a vergonha de cursos de Direito privados de péssimo nível, em que há uma verdadeira mercancia: alunos desejosos de um diploma e empresas que só visam ao lucro, produzindo profissionais que não conseguem passar nem na prova da OAB. Na verdade muitas faculdades (é a denominação da maioria delas - e não "universidades") fazem um desserviço ao Direito. É visível a quantidade de alunos que estuda Direito em uma privada e não sabem nem usar a língua portuguesa... Fiz uma pública e passei um grande concurso federal jurídico ao longo do último semestre. Muitos que comparam a universidade pública com a faculdade particular simplesmente nunca puseram os pés em uma pública.

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    1. Pelo seu texto e ar de superioridade, imagino que tenha estudado em Harvard, no mínimo.

      Discordo em praticamente tudo que escreveu, mas repudio com veemência a seguinte passagem: Além disso os alunos das públicas são mais bem aprovados em concursos, porque, além de mais estudiosos, são também mais inteligentes e capacitados.

      Com todo respeito, mas me envergonho por alguém que escreve algo dessa natureza.

      Pelo jeito, a pública não lhe ensinou a pensar conforme os princípios do próprio direito.

      Abraços, e todos esperamos sua identificação, pois é muito fácil escrever absurdos de forma anônima.

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  20. Concordo com o teor do texto! Fui aluna de uma instituição pública durante a graduação e de uma instituição privada na pós-graduação. Conheci profissionais muito competentes nas duas instituições. Após a colação de grau, pouco interessa em que lugar você obteve o diploma, pois a inserção no mercado de trabalho requer dedicação, responsabilidade, flexibilidade, etc. No universo dos concursos, isso fica ainda mais evidente, pois apenas o seu esforço, disciplina e persistência definirão quando será aprovado no concurso que almeja. Por fim, considero que essas comparações (aluno da pública passar mais rápido do que o da privada)são fruto de uma equiparação um pouco equivocada (que, admito, muitas vezes já fiz no início do meu estudo) entre o processo seletivo do vestibular e o concurso público. Em muitos vestibulares, o estudante disputava 30 ou 40 vagas num universo de 600, 800, 1000 candidatos inscritos para o curso de Direito(nos grandes centros, obviamente, essa estatística é maior). No cenário atual, a média de inscritos para concursos como MPE's, DPU, Juiz de Direito e afins normalmente gira entre 13.000 a 15.000 inscritos. Ou seja, você concorre com um número muito maior de pessoas ( e eu, pelo menos, acredito e respeito a seriedade da preparação dos meus colegas/ concorrentes), o que demanda um esforço muito maior, até mesmo pela quantidade e complexidade das disciplinas cobradas.

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  21. Edu.
    Parabéns. Um dos posts mais importantes jq feito aqui e claro veio de você, uma pessoa diferenciada tanto na vida pessoal quanto na carreira.
    E isso mesmo. Somos pó! O que nos distingue é a força de vontade e fé.
    Reflexão necessária aos que enchem a boca pra falar sobre o faculdade que cursaram..
    Obrigado.

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