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DEPOIMENTO DE APROVADO NO MPAC- FERNANDO TERRA

Olá pessoal! 

Bom domingo a todos. Espero que de muito estudo e/ou descanso (pra valer). 

Hoje publicarei o depoimento de um aprovado para o concurso de Promotor de Justiça no Acre.


Abraços



Hayssa





Fernando Henrique Santos Terra (@fernandohsterra).


Aprovado em 4º lugar para Promotor de Justiça do Acre.
Aprovado em 2º lugar para Analista Ministerial do MPAC.
Aprovado em 2º lugar para Analista Ministerial MPRO.
Aprovado em 2º lugar para Assessor Jurídico IPEM/RO.
Aprovado no cargo de Analista Judiciário TJ/RO em 2012.
Aprovado no cargo de Oficial de Justiça TJ/AC em 2010.

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Embora (e talvez) seja um pouco tarde para escrever sobre minha história, pois já faz quase nove meses desde que assumi o cargo de Promotor de Justiça, hoje me ocorreu uma reflexão que tornou oportuno retomar isso.

Essa reflexão tem a ver com as minhas decisões na vida e o que me motiva a tomá-las. Em geral, não fazemos nada sem um objetivo ou propósito minimamente certos. Por vezes, porém, a vida toma decisões por nós. Seja num caso ou noutro, a verdade é que sempre existirá algo pelo que lutamos de verdade, ansiamos de verdade, desejamos de verdade.

Então, pergunto: o que te move?

Sim, qual é teu sonho? Quais são teus objetivos de vida? Quais as tuas crenças?

Ela é/são sua(a) só para você ou é /são também inclusiva (a), se envolve(m) outra(s) pessoa(s) ou o mundo?

Seja qual resposta for, o que ela tem, então, a ver com a história de quem foi aprovado em um concurso?

Tudo. Basicamente, tudo.

As minhas crenças e sonhos são o que me moveram antes, durante e após ter sido aprovado. Provavelmente me moverão pelo resto de minha vida.

Acreditar na possibilidade de, com o cargo de Promotor de Justiça, poder realmente contribuir com uma comunidade, uma cidade, ou mesmo com só uma pessoa ou família.

E qual é a validade de ter crenças como essas?

É que, aconteça o que acontecer, erremos o quanto erremos, se tivermos um norte todo o resto se adapta, a vida se ajusta e alcançamos nossos objetivos, desejos, metas, sonhos.

É fácil? Não. Dói? Pode ser que sim, e caso aconteça, a dor é grande.

É solitário? Sim! É você contra você mesmo, uma luta contra tentações, cansaço, descrença, inseguranças e medos.

Alguns têm a sorte de ter apoio de familiares, amigos e parceiros afetivos. E mesmo para esses não é fácil porque, como disse, é uma etapa solitária. Para os que não têm, o peso pode ser até maior, mas a vitória é tão grande quanto.

Seja qual for o seu caso, saiba: é possível. Você é capaz. Você conseguirá. E antes de enxergar o concurso como a salvação da sua vida, veja-o como uma oportunidade para você se conhecer, aprender seus limites e superá-los.

Sim, superar limites.
Crescer.
Ser maior do que já és.
Não há problema nisso.
Problema está em não cuidar da própria saúde, não perceber os sinais do próprio corpo e não se cuidar.

Lembre-se: seu corpo, seu templo.
Reserve um momento para atividades físicas diariamente e uma vez por semana (pelo menos) para fazer alto totalmente dissociado do ritmo de estudos e de concursos.

Já passei por humilhações e derrotas.
Já lidei com quem acreditava piamente que sabia mais do que eu e adorava medir conhecimentos comigo e, num mesmo concurso, saí-me melhor.

Qual foi a minha decisão diante disso tudo? Ao invés de entrar no ciclo negativo deles, apenas compreendi que meu caminho não poderia ser como o daquelas pessoas e continuei tendo Fé de que seria conforme o que Deus quisesse pra mim.

Não conto isso por vaidade, mas para mostrar que nem tudo que reluz é ouro. Nem sequer quero aqui pregar ou fazer parecer que sou humilde, mas preferi pensar que se fosse para eu conseguir passar num concurso, não seria "negativamente". Pelo contrário, seria ajudando quem precisasse.

E ah! Mesmo assim conduzindo tudo, tive quedas.

É como quando não esperamos que chova e, quando a chuva vem, nos molhamos. Contudo, cabe a nós decidir se vamos nos irritar ou nos incomodar demasiadamente, ou simplesmente ter aquilo como parte da vida e seguir em frente. Podemos seguir sorrindo ou, no mínimo, resignados. E mesmo que adoeçamos por isso, sigamos. Simples assim.

Veja-só: já estive perto de alcançar o que época era meu maior sonho (passar num concurso no Estado onde nasci) e ser eliminado porque esqueci a identidade no primeiro dia da segunda fase. O que fiz? Tranquilizei-me e compreendi que não era pra ser. Mas não desisti! Nos dois outros dias, voltei para fazer as provas e ganhar experiência.

E pense no quanto isso foi valioso! Apesar disso, doeu ouvir dos candidatos me perguntando/afirmando que eu não estava ali no dia anterior e, quando eu respondia que não estava, ver nos olhos e semblante deles que eles sabiam o que aquilo significava (eliminação).

E teve mais! Não bastasse esse baque, no mesmo dia em que fui eliminado eu fui humilhado pela pessoa que amava na época.

Só que eu não guardo nenhuma mágoa porque eu aprendi outra gigantesca e valiosa lição quando isso aconteceu: todo o esforço e dedicação que eu empreendi para mim já se tornara maior do que qualquer rebaixamento ou descrença.

Sem nenhuma soberba, eu sentia vivo o tamanho da minha capacidade e de minha Fé.

Fé que se tornou meu escudo.

Estava, enfim, protegido.

Bem, como consegui essa firmeza?

Atribuindo um propósito a tudo o que eu vivia e me propunha a viver. O mesmo propósito que me move há anos e continua me movendo.

Há tanto a ser feito, muito a se contribuir nesse mundo através de muitas funções e cargos honrosos que, por mais corrupção e desvios que haja no mundo, temos de ser maiores que isso tudo.

Podemos e devemos fazer a diferença.
Não é fácil, eu sei.
Mas também sei que se fosse, não seria valioso e efetivo.

Crente nisso, firme nisso, todo meu planejamento de estudos foi se adequando. E nesse tempo uma frase que um querido amigo me apresentou fez muito mais sentido: "acredite que você pode ser, persista até ser e prepare-se para ser".

É isso.

Se temos um firme propósito de vida, o concurso é mera etapa para alcançarmos esse objetivo. É mera formalização do que queremos ser e que, talvez, já o sejamos.

Portanto, se você hoje já estudou ou vai, experimente se perguntar: "por que eu quero passar nesse concurso?".

Descubra os motivos pelos quais você deseja alcançar esse objetivo.

Pode ser que você se depare com uma resposta que, para algumas pessoas ou para você mesmo, seja superficial. Tipo: só pelo status, pelo salário.

Respeito quem pensa assim, mas, pelo que percebi do pouco tempo de experiência que já vivi, a vida cobra mais caro para casos como esses. E afirmo isso não porque eu sou o senhor da razão, mas porque se nos propomos a algo, temos de ter consciência da nossa responsabilidade assim que assumirmos.

No início, sonhamos só com passar no concurso. Mas normalmente não pensamos que, logo que assumimos, o cargo nos exige tanto e nos atribui uma responsabilidade que algo como status (algo leviano, portanto) se torna balela e trememos base. Ou seja: estamos conscientes de que temos e teremos responsabilidade, e uma hora a vida e o cargo sabem cobrar direitinho isso.

Bem, seja qual for teu motivo, certo que há tempo de ele ser (ou crescer) voltado para algo maior. Para a contribuição e efetivo trabalho. Agregue aos estudos que você desenvolve hoje mais do que a apreensão de um conteúdo, mas também a consciência de que em alguma grande medida ele deverá servir a um propósito maior e, como eu disse, mais responsável.

O resto (sim, todo o resto) se ajusta.

E você, então, é chamado para ser...

Sinceramente, boa sorte.

Fernando Henrique Santos Terra.

Boa noite,

Agradeço sinceramente você ter se disposto a participar da seleção.

Contudo, eu não escolhi você.

Isso não significa que você não tem aptidão. Mas, ao final, preponderaram necessidades profissionais que suponho, nesse momento, seriam atendidas somente pela pessoa escolhida.

Isso significa que ela dará certo comigo? Não, pois não conheço nenhuma das pessoas com quem convivi. Embora eu tenha tentado ao máximo isso, nunca dá pra ser 100%. Só com tempo mesmo.

Isso significa, porém, que nem tudo acabou. Pode ser que, no futuro, possa fazer contato com você de novo. E, é claro, eu ser aceito.

Você tem um talento imenso. Talento esse que, se você me der o prazer de ajudar e acompanhar, seria uma honra pra mim. Faria como um amigo. Sinceramente.

Fostes mutíssimo bem em todas as etapas. Isso é motivo de orgulho.

Fé em Deus. Ainda não acabou.

Forte abraço.

Reiteramos o desejo de bom domingo e parabenizamos o colega Fernando, desejando-o sucesso na carreira!

Hay, em 19/03/2017

6 comentários:

  1. Sou do Acre e tive a honra de ter Fernando Terra como professor.

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  2. Cara, o mais importante você não comentou, que seria como foi a preparação para fase objetiva, subjetiva e oral.
    Desculpe mas me pareceu muito mais um desabafo pela sua jornada do que um depoimento visando ajudar alguém.
    Seria bacana ao final dessa parte "motivacional" comentar um pouco de como foi a preparação mesmo.
    Não me entenda mal, de toda forma agradeço pela disponibilidade e pela aprovação!
    Abraços

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  3. Eu adoro ler esses depoimentos. Me fazem muito bem! Obrigada!

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  4. Tive a honra de ser analista no mp do Acre com o Fê. Ele é maravilhoso. Na minha opinião o lugar dele é no mpf!

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  5. Leio constantemente alguns depoimentos, alguns preferidos já li varias vezes, este é um que vai na alma de qualquer concurseiro. Na fase preliminar do concurso, na qual me encontro, define bem o q sinto hj, sigo no mesmo sentido, quando caio apenas levanto e sigo em frente. Neste sendido, não sei onde vou parar, mas acredito piamente que algo bom acontecerá.

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