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CONHECENDO CARREIRAS - DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL


Olá gente, o post de hoje será mais descontraído. 

Sabedores que somos da atração de muitos concurseiros pelas carreiras policiais, sobretudo pelo cargo de Delegado de Polícia, vamos conversar um pouco sobre o concurso e sobre o dia a dia de um delegado. Aliás, melhor, de uma Delegada de Polícia! Afinal de contas, as mulheres têm assumido cada vez mais essa função importantíssima e, sem dúvida, fazendo um trabalho excepcional.
O bate-papo será com a Dra. Mikaela Ferreira, Delegada de Polícia Civil aprovada no último concurso da Polícia Civil do Estado do Pará.



(SEG = Site do Eduardo Gonçalves; MF = Mikaela Ferreira, a entrevistada)

SEG – A gente sabe que muitas vezes é essencial ter estratégia e não apenas estudar muito para ser aprovado num concurso. Como foi a sua preparação para este concurso?
MF – Para esse concurso quando estava mais próximo da prova objetiva eu estudei por sinopses, leitura da legislação e leitura de jurisprudência em processo penal e em penal. No entanto, já tinha lido algumas doutrinas como Pedro lenza em constitucional, Nestor Távora em processo penal, Cleber Masson em direito penal, José dos Santos Carvalho filho em administrativo, Daniel Neves em processo civil e Flavio tartuce em civil.

SEG – Você teria algumas dicas pra quem está estudando para o concurso de delegado?
MF - Estude pelas sinopses da juspodvim, os informativos do dizer o direito e leitura da lei. Cabe lembrar que é importante praticar exercícios físicos para o teste de aptidão física.

SEG – É importante se preparar de acordo com a banca que irá organizar o certame?
MF – Sim. O último concurso da PC/PA foi organizado pela UEPA, foi complicado saber como seria o estilo da prova, pois era a primeira vez que essa organizadora iria aplicar uma prova para o cargo de delegado de polícia. O próximo concurso será a FUNCAB, a mesma que organizou delegado RJ/RO/ES, então ficará mais fácil prever como será o estilo da prova.

SEG - Todo mundo sempre nos pede uma bibliografia principalmente para as matérias mais importantes. Que livros você indica para Penal, Processo Penal, por exemplo?
MF - Penal indício Rogério Sanches ou Cleber Masson e Processo Penal, Nestor Távora.

SEG – No concurso da PC tem o famoso TAF. É muito complicado?
MF - Tudo dependerá se o candidato já tiver ou não o costume de praticar exercícios físicos. No meu caso não foi complicado, pois me preparei com antecedência e já praticava exercícios físicos, mas na época algumas pessoas foram eliminadas no TAF e não foram poucas como a gente imagina.

SEG – Algumas pessoas também falam sobre a prova oral? Como foi no concurso passado?
MF - Nesse ano não haverá mais a prova oral e sim uma prova discursiva que ainda não sabemos se serão questões subjetivas e/ou uma peça.

SEG – Sobre a carreira que fascina tanta gente... Como é ser delegado? Dá medo?
MF - A atividade de delegado é bastante variada, não há rotina. Somos responsáveis por atividades mais burocráticas como administrar a delegacia, presidir o inquérito policial, requerer à justiça interceptações telefônicas, mandados de busca e apreensão, prisões temporárias ou preventivas, elaborar relatórios nos inquéritos policiais e também atividades mais dinâmicas como organizar e deflagrar as operações policiais, fazer levantamento de campo e averiguar denúncias. O medo é necessário apenas para tomarmos certos cuidados, mas não pode impedir nossa atividade, já que muitas pessoas (principalmente as mais pobres) veem o delegado como o primeiro garantidor de direitos e às vezes é a autoridade mais acessível.

SEG – Hoje em dia há muitas mulheres delegadas, como que é o clima dentro da instituição sobre isso?
MF - Não senti preconceitos quando comecei a exercer o cargo, sempre fui muito respeitada pelos colegas de trabalho, bem como pela população. Mas com certeza ainda deve ter na mente de algumas pessoas que mulher não nasceu para ser polícia, o que é um pensamento bastante descabido, visto que na polícia do Pará inúmeras mulheres demonstraram o quanto são competentes, por exemplo a delegada Vanessa Lee diretora da delegacia de repressão a crimes tecnológicos, a Delegada Geral Adjunta Cristiane Ferreira, Delegada Fernanda Maués que foi a primeira delegada do Pará a concluir o curso do grupo operacional da policial civil do Pará, o Grupo de Pronto Emprego - GPE, a delegada Daniela Santos que já integrou a equipe da delegacia especializada de repressão ao crime organizado e atualmente é diretora da Delegacia especializada no atendimento à mulher de Belém. Temos inúmeros exemplos de mulheres competentes e operacionais!

SEG – O Pará é gigante e muita gente acaba ficando com medo de ir pro interior. Como funciona a sistemática das lotações? Demora pra chegar à capital ou mais perto de Belém?
MF - A escolha da lotação depende da colocação no concurso. São disponibilizadas as vagas ao primeiro candidato que escolhe a lotação e assim por diante, até o último colocado.

Espero que conversa tenha estimulado vocês a estudarem para os próximos concursos da carreira. Se gostaram da idéia de ouvir profissionais que ocupam os cargos que almejam, peço que deixem nos comentários a informação sobre o cargo que deseja conhecer melhor, inclusive eventuais perguntas e dúvidas.

Abraço e bons estudos!

Gus
@holandadias

3 comentários:

  1. Muito legal!! Gostaria de saber mais sobre o cargo de Promotor de Justiça. Como é o início da carreira no interior dos Estados.

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  2. Ótima iniciativa do site, pretendo ser delegada de polícia e adorei a entrevista.

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