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SABIA QUE O WHATSAPP PODE AJUDÁ-LO A VENCER NOS CONCURSOS DO MPF? por JOÃO GUSTAVO SEIXAS


Não, o título deste texto não está errado, é isso mesmo que você leu. O Whatsapp (ou qualquer outra rede social) pode, sem dúvida, ser de extrema valia na caminhada rumo à posse no cargo de Procurador da República.

Quando tratei nos textos anteriores do meu método de estudo e de minha preparação para a primeira fase do 27º CPR, omiti propositalmente aquilo que, acredito, tenha sido o fator mais importante para o êxito alcançado no certame. Não foi exatamente a rede social, mas aquilo que ela possibilitou: a troca de ideias rápida e eficiente entre pessoas dedicadas a atingir um objetivo.

Assim que decidi retomar os estudos para concurso após 6 anos de AGU, comecei fazendo-o sozinho. Porém, conversando com uns e outros, logo fui posto em contato com colegas Advogados da União que também tinham tomado a decisão de deixar o órgão e, unidos em torno desse propósito, criado um grupo de Whatsapp para ajudar na comunicação.

 Inserido nesse grupo, logo percebi que, a despeito das brincadeiras constantes e das divagadas em searas outras que não o Direito (futebol, mulheres, videogame, carros e todos os outros assuntos que só a mente de insana de cerca de 10 homens pode imaginar), todos estávamos focados, muito focados na busca da desejada aprovação.

Não havia hora, não havia lugar. Entre uma piada e outra, assuntos que poderiam ser cobrados eram suscitados, perguntas eram formuladas, respondidas e explicadas, livros e textos eram sugeridos, decisões judiciais eram expostas. Os debates eram longos, profundos e amiúde acalorados, mas sempre geravam o acréscimo de conhecimento que tanto engrandece. Sem vaidade, sem egoísmo.

Além disso, o contato frequente acabou por construir um elo de amizade entre todos. Naqueles momentos mais difíceis, em que o cansaço ou a reprovação numa primeira fase levavam a se cogitar em desistir, o apoio incondicional se revelava. Como dizem, não se deixava a peteca cair. O bem estar de um era o bem estar do grupo. A vitória de um era a vitória de todos. E queríamos sinceramente que todos passássemos.

O resultado? Todos do grupo que se inscreveram no 27º CPR passaram na primeira fase, apenas um não passou para a oral e todos que chegaram nesta etapa hoje são Procuradores da República. E o único que não passou ficou muito bem colocado no concurso da PGDF. Impressionante, reconheço.

Todavia, antes que alguém se empolgue e saia criando grupos de estudo semelhantes no Whatsapp, tenho alguns alertas. Primeiro, de nada adianta se o integrantes não estiverem obstinados. Não precisa ser um grupo sisudo, pois desconcentração de vez em quando é importante, senão essencial. Porém, também não se pode deixá-lo perder sua razão de ser e se tornar apenas uma forma de propagar o “meme” mais recente ou a fofoca do dia.

Em segundo lugar, o grupo há de ser um instrumento auxiliar para o estudo, e não a única fonte de conhecimento, tampouco algo que vá tomar a atenção por muitas horas do dia. Tem que haver autocontrole: combinar com todos os componentes um horário para discutir os temas, evitar poluir muito com mensagens desnecessárias e estabelecer consigo mesmo intervalos de tempo entre uma conferida e outra. Como eu já sabia a que horas as discussões eram mais comuns, procurava não agendar nenhuma tarefa para o mesmo período. No restante do tempo, mantinha o grupo no silencioso e dava uma olhada no celular a cada hora pra ver se tinha chegado algo interessante.

Em terceiro lugar, algo de suma importância. Os integrantes do grupo devem ter afinidades e respeito entre si. Um grupo sem harmonia, em que brigas são comuns e que há sempre alguém tentando passar a perna em outrem, seja sonegando informações, seja transmitindo algo que saiba estar errado ou superado, somente atrapalhará.

Por fim, uma curiosidade. Meu grupo de Whatsapp continua existindo e, além da diversão (sua principal função hoje em dia), é também utilizado para tirar dúvidas e trocar experiências sobre nossa atuação como membros do MPF.

 João Gustavo

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